Varsóvia

Nesta página estão 15 fotos batidas na cidade de Varsóvia, Polônia. Colocando o mouse sobre as fotos você verá um texto adicional.

 

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O primeiro povoado que sem tem conhecimento na região de Varsóvia data do século 10, mas somente no século 14 começou a tornar-se conhecido, quando os Duques de Mazivia construíram uma fortificação onde hoje situa-se o castelo real.

A situação geográfica da Polônia a transformou, ao longo do tempo, num dos locais mais sacrificados por guerras e invasões. De tempos em tempos a Polônia como que sumia do mapa, anexada por exércitos invasores. Assim foi sob o domínio dos imperadores da Áustria, durante a ocupação nazista, ou sob o domínio soviético, para ficar somente nos exemplos recentes.  Mas isto, longe de demonstrar fraqueza deste povo, só serviu para comprovar sua força e determinação em superar tantas violências.

Hoje, novamente livres, Polônia e sua capital Varsóvia estão mais atraentes do que nunca, com monumentos e prédios históricos reconstruídos,  largas avenidas, áreas verdes em profusão, ótimos restaurantes, uma gente bonita e com confiança no futuro pelas ruas, e ainda por cima ótimos preços. Por tudo isto, a Polônia é agora um dos melhores destinos turísticos para quem procura algo na Europa além de Roma ou Paris.    

A foto acima é do coração histórico da cidade, a praça Rynek Starego Miasta, localizada no centro da Cidade Velha (Stare Miasto), o bairro mais antigo e belo de Varsóvia. Reduzidos a escombros ao fim da segunda guerra, estes prédios coloridos de arquitetura tradicional foram meticulosamente reconstruídos, e voltaram a adornar esta praça, repleta de restaurantes, bares com mesas ao ar livre, galerias de arte e lojas de artesanato. Exatamente no centro da praça encontra-se a estátua da Sereia de Varsóvia (Warszawska Syrenka). Sua origem vem da idade média, quando costumava aparecer em publicações e documentos oficiais, e até hoje permanece como principal símbolo de Varsóvia. 
 

A caminhada de nosso hotel para o centro era ao longo desta bela avenida arborizada, rebatizada há pouco de Solidarnosci. O nome é em referência ao movimento Solidariedade, que se tornou famoso no mundo inteiro por conseguir dobrar o domínio comunista imposto pela União Soviética, e organizar pela primeira vez em décadas eleições livres, que culminaram com a chegada à presidência do líder sindical Lech Valessa. 

Somente após a construção desta fortificação, Varsóvia começa de fato a se desenvolver. Em 1025 Boleslaw é coroado como primeiro rei da Polônia, e em 1374 ocorre a fundação oficial de Varsóvia.

Caminhar pelas ruas de Varsóvia é mais ou menos como ter uma aula de história em tempo real, pois a cada passo a gente encontra um monumento, ou prédio, ou restos de construção relacionados a algum período da história do país. Por exemplo, ao longo da avenida Solidarnosci estão ainda alinhados diversos prédios imponentes de cor cinza, construídos durante o período de dominação comunista da Polônia, que parecem, com suas fachadas pouco atraentes, contar alguma coisa a respeito daqueles anos de chumbo. Pouco mais a frente encontra-se uma parede semi destruída, cercada por flores e uma placa com algumas inscrições incompreensíveis, na qual destaca-se o nome Hitler.

Vendo nossa curiosidade, um senhor aproxima-se de nós e começa a explicar o que significava aquilo. Como não entendíamos uma palavra do que ele dizia, explicamos que éramos do Brasil e não compreendíamos sua língua. Na mesma hora ele abriu um sorriso luminoso, repetiu Brrazília!!, e nos explicou num inglês esforçado que aquela parede era o único trecho que havia restado dos prédios daquela parte da cidade, totalmente destruídos ao fim da segunda guerra, por ordem de Hitler.

Um pouco mais à frente cruza-se a avenida Jana Pawla II, assim batizada em homenagem a um dos filhos mais queridos da Polônia, o papa João Paulo II. Esta avenida conduz à parte moderna da cidade, onde estão imponentes hotéis e centros de convenções, inteiramente construídos com aço, alumínio e fachadas de vidro, e lembrando talvez uma Nova York em escala reduzida.

Uma das coisas interessantes de uma caminhada em Varsóvia é perceber como suas mudanças sociais, sua história e sua passagem do comunismo para o capitalismo está perfeitamente refletida em seus bairros e construções, conforme a região percorrida.

 

Graças à sua localização no centro do país, Varsóvia torna-se. em 1669, sede do Sejm, o parlamento. Nesta época a Polônia foi invadida pela Suécia, e Varsóvia sofreu imensos danos e destruição.

A foto a esquerda é da rua Nowy Swiat, uma das mais movimentada áreas da cidade. Por aqui estão boas lojas e restaurantes agradáveis, emoldurados por prédios de arquitetura clássica e elegante. Siga em direção sul por esta mesma rua e você estará percorrendo o caminho conhecido como Rota Real, que ganhou este nome por que o rei costumava passar por aqui, no caminho entre seus palácios. São quatro quilômetros ladeados por palacetes, mansões e belos parques, que transformaram o lugar numa das áreas mais nobres da cidade.

 

O prédio da foto, Zamek Krolewski (Castelo Real), constitui a construção mais famosa de Varsóvia. Situado bem próximo da região conhecida como Cidade Velha, o castelo Zamek Krolewski foi construído a partir do século 17, e serviu como residência dos reis poloneses. Destruído durante a segunda guerra, ele foi totalmente recuperado nos anos 70 e agora abriga um excelente museu, onde estão em exibição tapeçarias, mobílias antigas, pinturas e muita informação sobre a história da Polônia. Não muito distante, também vale visitar o Museu do Exército Polonês (rua Jerozolimskie 3). Criado em 1919 ele apresenta uma interessante coleção de acessórios militares, fotografias, equipamentos.

No século 17 morre o último rei polonês, Stanislaw August Poniatowski. Após sua morte novas guerras trazem destruição para Varsóvia, sendo que em 1795 o território é dividido entre três potências da época: Prússia, Rússia e Império dos Habsburg.

Quando chegar a hora do almoço saiba que os preços variam na proporção em que os restaurantes se aproximam do Castelo Real e Cidade Velha. Mesmo assim, não dá para visitar Varsóvia e não sentar sob a lona colorida de um restaurante ao ar livre e tentar entender o menu (nem todos tem versões em inglês). Um endereço que descobrimos depois de muito pesquisar e comparar preços, e que por isso podemos recomendar, é o Przy Duna Ju Restauracja (praça central da cidade velha), que tem uma sopa de cebolas (Cebulowa z Grzyb) ótima, entre outras especialidades.

Outro bom restaurante, numa rua lateral próxima à praça central, é o Restauracja Zapiecek, mais tranqüilo que o primeiro. Entre os pratos mais comuns estão sempre a carne de frango, porco e peixes. Não vale a pena pedir uma taça de vinho, pois as porções são ínfimas. É preferível pagar um pouco mais por uma garrafa. Ou então experimente as cervejas locais, excelentes.

Ainda no setor alimentação, descobrimos por acaso, numa passagem subterrânea junto à estação do metrô na praça Bankowy, uma doceria especialíssima, chamada Cukiernia Meryk Slodkie Chwile. Tudo bem, não dá para falar o nome, mas mesmo assim não deixe de passar por lá para experimentar seus doces e pãezinhos recheados, todos tão deliciosos que deu vontade de trazer um monte para casa!
 

Como conseqüência da partição entre as três potências, a Polônia deixa oficialmente de existir como estado autônomo. Varsóvia fica localizada na região dominada pela Prússia, e perde grande parte de sua importância cultural.
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Este prédio sem atrativos nos chamou a atenção justamente por ser o retrato de uma época. Construções simples como esta, sem maiores embelezamentos arquitetônicos, podem ser vistas às centenas pela cidade. São todas do período comunista, e continuam a servir de residência para muita gente. Mesmo tendo aderido ao capitalismo e sido admitida recentemente no mercado comum Europeu, o povo da Polônia ainda enfrenta uma fase de adaptação econômica, e permanece com um padrão de vida mais simples que seus vizinhos da Europa ocidental. A moeda nacional é o Zylot, abreviada PLN, e os preços, para que vem de fora, são muito convidativos.
Um dos melhores museus da cidade é o Narodowe (Museu Nacional), que tem em seu acervo uma extensa coleção de arte cobrindo vários séculos. Em destaque figuram a tela de Jan Matejko, representando a vitória polonesa sobre os cavaleiros Tectônicos, na batalha de Grunwalkd, em 1410. Também são freqüentes as exibições temporárias, com nomes conhecidos da Europa e Américas.

 

Foto batida na Cidade Nova (Nowe Miasto), que de nova não tem nada, já que também é centenária. Ela é apenas uma versão menos movimentada da Cidade Velha. Também aqui podem ser encontrados restaurantes, pequenas lojas elegantes, vendendo desde perfumes a artesanato, hotéis chiques mas pouco convidativos para o turista que não quer gastar muito, como o Hotel Regina, o prédio amarelo da foto. O bairro é muito bonito, e quase todos prédios são pintados com cores vivas e contrastantes.

Após a dominação da Prússia, vem a dominação francesa. Sob o comando de Napoleão a Prússia é derrotada, e a Polônia agora passa a pertencer à outra potência. Mesmo assim Varsóvia cresce, pois é designada por Napoleão como capital do Ducado de Varsóvia.

Olhando para estas construções da Nowe Miasto quase nem dá para acreditar que também esta parte da cidade foi dizimada com a guerra e depois totalmente reconstruída. Por aqui estão ainda belas igrejas e o museu Marie Curie. Caminhando até o final da rua acima chega-se a uma encosta que oferece uma excelente vista do rio Vístula, e em sua margem oposta, do bairro residencial de Praga.

Até 1939 a Polônia era o país Europeu com maior população Judia. Com a invasão do país pelas tropas nazistas, este povo viu-se forçado a uma série de restrições desumanas. Seguindo as ordens nazistas, até o dia 31 de outubro de 1940, toda população judia de Varsóvia foi obrigada a mudar-se para o interior de um setor isolado da cidade, que passou a ser conhecido como Gueto de Varsóvia.

 

Em 1810, nasce nos arredores de Varsóvia, o famoso pianista Frederic Chopin. Sua obra encanta toda Europa, sendo que sua série de composições denominadas Polonaises exalta seu país e inspira a população contra as potências agressoras.

Em pouco tempo, confinados na área do gueto, a qual  não atingia nem 2 km2, estavam 400 mil judeus, sem alimentos, remédios ou esperanças. Sua única saída era a bordo de um dos trens que diariamente conduziam passageiros para o campo de concentração e morte de Treblinka. Consciente que estava condenada, a população do Gueto revoltou-se contra seus carrascos e lutou heroicamente com as poucas armas que conseguiu obter. Após muitos dias de combates, os nazistas haviam transformado o gueto em ruínas, e exterminado quase toda sua população. O monumento ao lado foi construído em 1948, no centro da área que correspondia ao Gueto de Varsóvia. Ele homenageia todos aqueles heróis que preferiram morrer lutando a aceitar o destino imposto pelos nazistas.

 

Foto batida próximo à região mais moderna da cidade,  avenida Swietokrzyka esquina com Marszalkowska. Esta é a principal área comercial de Varsóvia. Por aqui ficam   um imenso Mc Donald's, filiais das grandes lojas de departamento, como H&M, C&A, a megaloja de música Empik e o maior shopping da cidade, a Galeria Centrum. Quem quiser conhecer produtos típicos da região deve visitar o prédio do mercado Hala Mirowska, na rua Jana Pawla. Ao mesmo tempo, por quase todas as ruas centrais encontram-se barraquinhas, vendendo desde apetitosas sementes de girassol (muito consumidas por aqui) até outros quitutes típicos.

Após a queda de Napoleão, a Polônia volta a ser dominada pelo império dos Habsburg, da Áustria. Somente em 1918, com o fim da primeira guerra mundial, a país reencontra a liberdade e independência
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Bem ao estilo capitalista, Varsóvia viu nestes últimos anos surgirem imensos shoppings, algo impensável algum tempo atrás. Com cinemas, áreas de lazer, grandes lojas de departamento e imensos super mercados, eles fazem a alegria das novas gerações polonesas. O maior de todos é a Galeria Mokotów (10 km ao sul do centro, na estrada que conduz ao Palácio Wilanow. Um pouco mais distante (30 km do centro) mas igualmente enorme é o Janki (o nome é referência à palavra americana yankee), situado na rua Ulica Mszczonowska. Quem preferir lojas elegantes e com história, não deve deixar de dar uma passeada na Arka (rua Ulica Bracka 25), a mais tradicional e conhecida loja de departamentos de Varsóvia, que com seu estilo art nouveau ainda guarda um esplendor típico de outros tempos, como pode ser visto em sua monumental escadaria.

Entre 1918 e 1939 Varsóvia torna-se capital da Segunda República da Polônia. Durante este período a cidade tem um grande desenvolvimento, e sua população chega a 1,3 milhões de habitantes.

O prédio ao lado, Palac Kultury i Nauki,(Palácio da Cultura)  é uma das lembranças mais presentes do período comunista. Construído por ordem de Stalin e pago pelos poloneses, ele ainda permanece como o prédio mais alto da cidade, embora ao que tudo indica, deva perder este posto em breve. É amado ou odiado pelos habitantes locais, conforme a linha política de cada um. Pegue um dos elevadores e vá até sua plataforma superior de observação, para ter uma vista deslumbrante de toda cidade a seus pés. A poucos metros está localizada a estação central da cidade (Warszawa Centralna), de onde partem trens diários para diversos destinos na Europa. Clique sobre a foto ao lado para um vista de Varsóvia obtida do topo do prédio Palac Kultury.

O aeroporto de Varsóvia, denominado Frederic Chopin Airport está situado 10 km ao sul do centro. A melhor forma de transporte até seu hotel é embarcar nos ônibus das linhas número 175 ou 188, que vão até a estação central. Outra alternativa é pegar um táxi, mas evite os taxistas que costumam fazer plantão no hall do aeroporto e abordam os turistas, porque freqüentemente eles cobram mais do dobro de uma corrida normal. Pegue um táxi oficial, os quais fazem ponto em frente ao terminal de chegada. Um preço justo até o centro da cidade não deverá ficar acima de 50 PLN (zylots). Outras informações sobre o aeroporto no site oficial Polish-Airports.

Este monumento existente na praça em frente ao Castelo Real é conhecido como Coluna de Segismundo. Trata-se de um dos mais antigos monumentos da cidade, e foi inaugurado pelo rei Vladislau IV, em homenagem à seu pai. Além de histórico, este é também um local muito animado, pois representa um dos principais eixos da cidade, junção entre o bairro da Cidade Velha e início da avenida Caminho Real. Por aqui estão diversos restaurantes (mais caros que a média, é preciso dizer), e barraquinhas vendendo souvenirs por um terço do preço cobrado pelas lojas, e que fazem a alegria dos turistas. Entre os produtos típicos estão os conhecidos ovos de madeira pintados a mão e as tradicionais bonecas símbolo da fertilidade, conhecidas com Matrioskas. Durante o dia é também deste ponto que sai um trenzinho turístico, que percorre alguns dos pontos principais da cidade. Carruagens também estão à disposição, para os mais românticos. Não deixe de visitar, à curta distância deste local, a Catedral de São João, principal templo católico da cidade.

O curto período de independência termina em 1939, quando o país é invadido pelas tropas nazistas. Hitler considera que os povos de origem Eslava, como os poloneses, são sub-humanos e dá início a um programa de escravidão forçada, deportação e morte sistemática de sua população.

 

Entre 1939 e 1945, Varsóvia vive sob o terror nazista. Grande parte de sua população, principalmente judia, é assassinada ou forçada a transferir-se para guetos. Nestes ambientes sem higiene ou alimentos, a única saída existente é a bordo de trens, com destino aos campos de extermínio de Auschwitz ou Treblinka.
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Outra foto batida na principal rua de Nowe Miasto (Cidade Nova). A carruagem que segue ao fundo conduzia alguns turistas. Embora a arquitetura desta parte da cidade seja praticamente idêntica à da Cidade Antiga, esta é uma região bem mais calma, com menos comércio e gente pelas ruas, mas igualmente bela. A melhor ocasião para visitar o país é entre maio e setembro, já que depois desta época começa a esfriar muito e o clima não favorece muito ao turismo. Cidadãos de nacionalidade brasileira não precisam de visto para entrar na Polônia, desde que não permaneçam mais de 3 meses no país.

No final da segunda grande guerra, a revolta  que já havia acontecido no Gueto de Varsóvia, repete-se em escala maior, em toda cidade. A população inteira revolta-se contra a tirania nazista e decide lutar contra seus opressores. Mesmo dispondo de armas e equipamentos muito inferiores aos exércitos de Hitler, a luta polonesa é heróica. Eles contavam com a ajuda dos soviéticos, já às portas de Varsóvia. No entanto esta ajuda nunca veio.

Naquela ocasião crucial, o ditador russo Stálin preferiu permanecer de braços cruzados e não ajudar a população. Ele sabia que, após a derrota dos revoltosos de Varsóvia, poderia dominar a Polônia sem encontrar resistência. Sozinhos, os poloneses foram trucidados pelos nazistas, e como vingança, Hitler ainda ordenou que Varsóvia fosse completamente destruída. O filme O Pianista, de Polansky, retrata bem este episódio, e mostra como Varsóvia ficou reduzida a cinzas após a vingança de Hitler. Em memória a estes heróicos soldados poloneses  foi erguido o monumento ao lado, no centro da cidade.

Em 17 de janeiro de 1945, o exército soviético invade Varsóvia, pondo fim ao domínio nazista. Mas em vez de libertar a cidade e devolvê-la aos seus habitantes, começa então outro domínio, desta vez imposto pelos comunistas.

Veja algumas fotos de Varsóvia em alta definição clicando em Mercado Hala MirowskaBanca de frutas e legumesVista da CidadeMonumento aos HeróisAvenida João Paulo II, Cartaz em Polonês, Memorial aos Heróis do Levante.

O ciclo de dominação comunista imposta por Stalin dura 44 anos. Tem grande importância para o fim do comunismo a atuação do movimento sindical Solidariedade, de Lech Valesa, exigindo direitos humanos e eleições livres. Mas a resposta dos russos é a decretação da lei marcial, em 1981.

Uma visita imperdível durante sua estadia em Varsóvia é ao Muzeum Palac Wilanowie (palácio Wilanów). Construído a partir do século 16, por determinação do rei Jan III Sobieski. Em estilo barroco, o palácio está aberto ao público desde 1962, e entre belos jardins e fontes, podem ser apreciados uma infinidade de objetos artísticos e históricos. A melhor forma de chegar lá é pegando o ônibus no centro. As linhas 116, 117, 130, 139, 164, 180, 519, 522, 700, 710, 724, 725, E-2 vão até lá, e o trajeto leva cerca de 20 minutos. Mais informações no site oficial Wilanow-Palac.

Outro palácio que vale a visita, embora bem menor, é o Palac Lazienkowski, situado no centro do parque mais bonito de Varsóvia. Conhecido como Palácio sobre as Águas, lá estão mobílias do século 18, e diversas peças das coleções que pertenceram ao rei Slanislaw August Poniatowski. Além de visitar o palácio você poderá desfrutar do prazer de caminhar pelo parque preferido dos habitantes de Varsóvia, com amplas e românticas alamedas arborizadas, e ainda conhecer o monumento a Frederic Chopin, magistral pianista nascido na Polônia, e local onde, durante o versão, são realizados concertos de música clássica ao ar livre. O trajeto do centro ao parque Lazienkowski é curto, bastando pegar o bonde frente ao prédio do Palácio da Cultura e descer na estação da praça Lubelskiej. De lá até a entrada do parque são mais 300 metros de caminhada. O Lazienki Park é uma pedida certa para uma tarde de fim de semana.

Outro monumento que nos lembra o sofrimento que esta cidade passou durante a segunda guerra é esta singela parede de mármore branco, com diversos nomes gravados. Neste mesmo local estava situada a estação de trens de onde eram embarcados os judeus enviados para os campos de concentração. Depois visite o Cemitério Judeu, situado por trás de uma alta muralha da rua Olica Okopowa. Lá está também sepultado Ludwik Zamenhof, criador da língua internacional Esperanto.

Em 1989 o clamor popular pela liberdade é mais forte que as armas, e eleições gerais ocorrem em toda Polônia. O resultado das urnas enterra em definitivo o regime satélite de Moscou, e devolve a liberdade à Polônia e seu povo.
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Em polonês, o nome da cidade é escrito Warszawa, sendo a pronúncia algo como Varcháva. Ela é um daqueles lugares que mexe com a gente. São histórias de luta, dominação, coragem e heroísmo em cada esquina, e é difícil não emocionar-se com a história desta cidade, e seu povo tão sofrido

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Desde 1989 a Polônia é novamente um país independente, sendo que em 2004 passou a integrar a Comunidade de Nações Européias. E Varsóvia, mais uma vez, como uma Fênix que ressurge de suas próprias cinzas, é de novo uma cidade bela e livre.

Mas ao mesmo tempo, Warszawa também é um exemplo para muitos outros lugares e gerações. Um exemplo que mostra que nunca devemos desistir ou nos darmos por vencidos, por maiores que sejam as dificuldades. Isto é o que parece afirmar a velha  fonte que adorna a praça central de Stare Miasto. Após tantos anos, ela continua a jorrar água límpida. E os velhos prédios históricos, tantas vezes reconstruídos, também continuam no mesmo lugar, agora observando os turistas. Varsóvia ensina a ter esperança, e nos lembra que após a tempestade, o sol sempre volta a brilhar.

 

A música dessa página é uma Polonaise composta pelo pianista polonês Fryderyk Francisek Chopin. 

A Sereia de Varsóvia (Warszawska Syrenka) é até hoje o maior símbolo da cidade. No centro da praça principal da Cidade Velha há uma estátua em sua homenagem e nenhum turista que se preza visita Varsóvia sem bater uma foto ao seu lado!