Inicio
Amsterdam
Assis
Atenas
Barcelona
Bath
Berlin
Biarritz
Blackpool
Bordeaux
Bratislava
Brighton
Brugge
Bruxelas
Budapeste
Cambridge
Cardiff
Chamonix
Chester
Copenhagen
Dusseldorf
Edinburgh
Estocolmo
Firenze
Frankfurt
Glasgow
Grenoble
Heildelberg
Helsinque
Innsbruck
Inverness
Istambul
Koln
Liechtenstein
Lisboa
Liverpool
Londres
Luxemburgo
Madri
Manchester
Milano
Monaco
Moscou
Munique
Nice
Oslo
Oxford
Paris
Portsmouth

Praga
Reims
Roma
Rouen
Salzburgh
San Malo
Sao Petersburgo
Talin
Toulouse
Varsovia
Veneza
Viena
Winchester
York
Zurich

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

Conta uma lenda que certa vez um homem muito cruel atacou o pai de dois gêmeos, o aprisionou, raptou seus dois filhos e os abandonou na floresta para morrerem. No entanto o choro das crianças atraiu a atenção de uma Loba que os encontrou e decidiu levá-los e amamentá-los como se fossem seus filhotes. Um dia um camponês passava pela floresta, viu as duas crianças mamando na Loba e decidiu levá-las e batizá-las com os nomes de Rômulo e Remo. Muito anos depois, já adultos, eles foram à procura de seu pai, o encontraram, libertaram e puniram o homem que o havia aprisionado. Depois voltaram para o lugar próximo às margens do rio Tevere, onde a Loba os tinha amamentado por tantos anos, e decidiram que aquele deveria ser o lugar de uma nova cidade. Esta cidade foi fundada no dia 21 de abril do ano 753 antes de Cristo, e o nome para ela escolhido foi Roma.

   

Em nossa visita a Roma, sentimos um certo gostinho de Rio de Janeiro: Muitas coisas lindíssimas para serem vistas, e um trânsito igualmente caótico. Um povo alegre, expansivo, e ao mesmo tempo capaz de lhe dar um beliscão num ônibus super lotado. Praticamente nos sentimos em casa... Esta foto foi clicada do terraço do antigo Forum Romano, um dos pontos mais fantásticos desta cidade eterna.

 

Um dos episódios mais famosos da história de Roma é o do Rapto das Sabinas. Conta a história que após fundar a cidade, Rômulo, Remo e os outros homens não sabiam como povoá-la, já que faltavam mulheres. Decidiram então dar uma festa e convidar a tribo vizinha dos Sabinos, junto com suas mulheres e filhas. Durante os festejos um sinal marcou o momento combinado para os jovens Romanos raptarem todas as mulheres trazidas para a festa. Muito mais tarde, os homens Sabinos voltaram, decididos a atacar Roma e libertar suas mulheres, mas era tarde demais. Muitas delas já tinham se apaixonado pelos seus captores e não queriam mais voltar para casa. Daí em diante, Romanos e Sabinos passaram a viver juntos e formaram um único povo. 

 

Construído às margens do rio Tevere, o Castelo de Santo Angelo foi construído a partir do ano 139, e tem este nome porque, no ano 590 um anjo surgiu no prédio, para anunciar que a peste que atacava Roma logo acabaria. Durante a época medieval esta foi a mais importante das fortalezas pertencentes aos Papas, mas serviu também como calabouço e prisão para muitos patriotas, na época dos movimentos de unificação da Italia ocorridos no século 19. De seu terraço superior, tem-se uma vista linda do rio Tevere, dos prédios da cidade e até mesmo do domo superior da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

 

O império Romano começou a florescer a partir do ano 265 antes de Cristo. Foi apenas neste ano que as tribos Romanas conseguiram conquistar toda a península correspondente ao território Italiano e partir daí rumo à construção de um império mais extenso. É deste período o início das chamadas Guerras Púnicas, realizadas contra o império estabelecido em Cartago, uma poderosa civilização que se estendia desde a costa norte da África até o Estreito de Gibraltar. Na foto ao lado um dos poucos trechos remanescentes das antigas muralhas construídas pelos romanos para defender sua cidade.

 

Nesta foto disseram que eu estava com jeito de "exploradora Inglesa em meio às escavações"... Ela foi feita num dos lugares mais emocionantes da cidade: As ruínas da Roma antiga. Elas formam praticamente uma cidade dentro da cidade, e se Roma não fosse suficientemente bela para justificar uma visita, estes tesouros históricos seriam mais que suficiente para fazer alguem passar dias ou até semanas por aqui.

Esta área histórica ocupa grande parte do centro, e logicamente, é uma região tombada, onde tudo é intocável. Esta profusão de ruínas da Roma antiga impede até mesmo o metrô da cidade de expandir suas linhas, mas este é um custo plenamente justificável, pois este é um pedaço da história da humanidade, visitado diariamente por pessoas de todas as partes do mundo. Forum Romano, Arco de Setimus Severus, Curia, Casa das Vestais, Templo de Castor e Pollux, Arco de Titus, Palatino, Arco de Constantino, Templo de Vênus e de Roma, Mercado de Trajano, Forum de Augustus, Templo de Fortuna Virilis, Porta Maggiore, Circus Maximus, só para citar alguns, formam uma sucessão de lugares maravilhosos, que nos dão vontade de voltar no tempo para ver o esplendor e grandeza desta cidade em seu apogeu, na época dos Césares.

 

No ano 146 AC o império de Cartago é completamente derrotado pelos Romanos. Os Cartaginenses são transformados em escravos e sua capital é incendiada. Como resultado dessa vitória o império Romano passa a incluir, além da península Itálica, também os territórios da Espanha, Grécia, Egito, África do Norte e parte da Ásia. Em quase todos estes territórios os Romanos construíam fortificações, de forma a manter a ordem das colônias conquistadas. Muitas dessas ruínas podem ainda hoje ser encontradas em diversos pontos da Europa. Na foto ao lado, prédios de rua central de Roma. A cor amarela/laranja, como se vê nesta foto, predomina em toda cidade, e é causada pela cor dominante dos materiais utilizados na contrução dos prédios e seus revestimentos. Se todas as cidades tivessem uma cor, a cor de Roma seria o amarelo.

 

A Piazza Di Spagna é um dos locais mais conhecidos de Roma. A vista que se tem do alto destas escadarias é uma das melhores da cidade, o que fez deste local uma escolha freqüente de muitos diretores de cinema. Este é um local tradicional de encontro de gente jovem, turistas, e artistas de rua, que costumam se reunir em torno da Fontana della Barcaccia, na base desta escadaria, ou nas ruas em volta, para papear ou ficar de azaração. A igreja do topo, Trinità dei Monte, foi construída em 1495, e contém muitas obras de arte. Perto desta praça fica também outro ponto importante da cidade, a Via Condotti, uma das ruas mais elegantes de Roma, onde ficam várias lojas de griffe, além do mais tradicional dos cafés da cidade, o Caffé Greco. Outra caminhada muito agradável é percorrer a badalada Via del Corso, uma das mais movimentadas artérias de Roma, que segue desde o Vittoriano até a Piazza del Popollo (Praça do Povo), que de praça não tem nada, mas é sem dúvida um dos endereços mais concorridos de Roma. Vale a pena uma ida, nem que seja para tomar um gellato.

 

Entre os anos 100 e 44 AC viveu um homem que influenciou para sempre o império romano, e que passaria a ser lembrado para sempre por suas conquistas e pelo seu legado: Júlio Cesar. Conquistador, reformista, determinado, genial e absolutista, ele enfrentou poderosos oponentes políticos, implementou importantes reformas sociais, conseguiu grandes vitórias militares, e teve até um romance com Cleópatra, rainha do Egito. Oponentes invejosos, no entanto, não aceitaram tanto poderio, e tramaram sua morte. A conspiração chegou ao clímax em 15 de março de 44AC, quando César, ao chegar no senado, foi assassinado por um grupo liderado por Cassius e Brutus, este último, até então, um de seus mais fiéis colaboradores. Entre os mais lembrados legados de César ao mundo ocidental está o calendário anual de 365 dias, com um dia a mais nos anos bissextos. A influência deste homem na formação do império foi tão grande que daí em diante todos os futuros imperadores romanos passariam a usar o título de Cesar, nome que passou a ser considerado sinônimo de grandeza e poderio absolutos. 

 

De todos os lugares históricos de Roma o mais conhecido é sem dúvida o Coliseu. Neste local, conta a história, muitos cristãos foram lançados às feras. Sua construção foi iniciada pelo imperador Vespasiano no ano 72, sendo inaugurado oito anos depois. O prédio tem forma elíptica, medindo cerca de 200 por 160 metros e com paredes de 60 metros de altura (um prédio de 20 andares). De acordo com os registros históricos, nos 100 dias de espetáculos de sua inauguração, milhares de gladiadores e feras foram mortos. Este local sempre foi considerado como o maior símbolo da Roma Imperial e na comemoração dos 1000 anos de Roma, no ano 246 da era cristã, foram trazidos para o Coliseu 32 elefantes, 30 leões, e muitas zebras, girafas e tigres, para enfrentar 2000 gladiadores, numa festa que durou meses. Infelizmente, com o passar do tempo, parte do prédio foi derrubado por terremotos, e diversos outros trechos foram desmontados para que suas pedras fossem aproveitadas em outras construções da cidade. Só após muitos séculos é que foi dada a devida atenção a este local, monumento vivo da história da cidade.

 

Um dos mais famosos e cruéis imperadores a governar Roma foi Nero, entre os anos 54 e 68 da era Cristã. Como tinha apenas 14 anos quando subiu ao trono, o governo foi inicialmente executado por Agripina, sua mãe. Inconformado com isto, Nero assassinou Agripina para chegar mais rápido ao poder, dando início a um reinado de terror que incluiria, no ano 64, a ordem de ater fogo à cidade de Roma e atribuir a culpa do incêndio aos Cristãos. Outro nome de triste lembrança é o do imperador Calígula, que governou entre os anos 37 e 41. Louco e depravado, ele chegou a ponto de nomear seu cavalo senador. Ao lado, outra foto do Coliseu.

 

Este impressionante corredor de aspecto medieval é parte da subida para o terraço superior do Castelo de Santo Angelo. Aqui existe também um museu, onde se pode ver os apartamentos papais tais como eram na época em que o palácio era moradia dos papas, com sua decoração original. Há vários locais para serem visitados neste prédio, um dos mais interessantes é o pátio do anjo, na parte superior, e o pátio de munições, onde ficam as antigas balas de canhões empilhadas.

Vídeo: Visitando Castelo de Sto Angelo

 

O período compreendido entre os anos 96 e 180 é conhecido como o dos Cinco Bons Imperadores, quando Roma retorna a um sistema de governo estável e próspero. Os cinco imperadores desta época foram Nerva (entre 96 e 98), Trajano (98 a 117), Adriano (117 a 138), Antoninos Pius (138 a 161) e Marco Aurélio (161 a 180). Durante este período o império Romano desfruta do que ficou conhecido como Pax Romana, um sistema que administrava os territórios conquistados de forma não belicista, e que permitia seu desenvolvimento, livre comércio e relativa liberdade, desde que eles não questionassem a autoridade do César e que tampouco deixassem de pagar seus impostos em dia. Nesta época o império Romano atingiu seu esplendor máximo, cobrindo praticamente toda Europa, norte da África e parte da Ásia, desde o norte da Escócia até a região que hoje corresponde à Turquia. Ao lado, foto da Piazza dei Popolo, uma das praças mais importantes de Roma, geralmente tomada pela multidão em dias de grantes eventos ou comemorações.

 

Um dos pontos mais agradáveis e românticos de Roma é a Piazza Navona, usada na Roma Imperial para corridas de cavalos, ou inundada para a realização de batalhas navais. Rodeada de prédios históricos e simpáticos bares com mesas nas calçadas, uma boa pedida aqui é sentar num deles, pedir o tradicional sorvete Tartufo, e ficar apreciando o movimento em volta. Nesta praça ficam as lindíssimas fontes - fontanas - de Fiumi, Moro e Nettuno. É nesta praça também que fica a embaixada do Brasil.

 

Com a morte de Marco Aurélio, no ano 180, Commodus é feito imperador. Este período é considerado como o início do fim do império Romano. O novo imperador revela-se um tirano e termina assassinado em 192 por um grupo de conspiradores. Como ele não chegou a escolher um sucessor, o trono do império passa a ser disputado por diversos candidatos, o que leva Roma à guerra civil. No ano 235 Roma passa a ser governada por um grupo de 26 militares, dentre os quais constavam alguns conhecidos inimigos do império.

 

Conheça também o Vittoriano, apelidado pelos romanos de "máquina de escrever". Construído entre 1885 e 1911, em homenagem a independência Italiana, ele guarda o túmulo do soldado desconhecido. Esta é uma das maiores construções de Roma, e é praticamente o centro do centro. Neste ponto começa a Via del Corso, a avenida mais central da cidade, repleta de lojas finíssimas, restaurantes e locais da moda. Em sentido contrário, a Via dei Fori Imperiali, nos conduz direto ao Coliseu. Depois vá até a Galleria Borghese, que guarda uma das mais famosas coleções de arte de Roma. Ela foi nomeada em memória ao Cardeal Scipione Borghese, grande incentivador das artes. Lá estão obras belíssimas de artistas clássicos como Rubens, Boticelli, Bellini, Giorgione e Veronese.

 

Em 284 chega ao poder o imperador Diocleciano. Ela reorganiza o poder do império Romano, torna independentes as administrações civis e militares, introduz nova legislação agricultural e novo sistema de pagamento de impostos. Mas em 305, com sua morte, recomeça a guerra civil, a qual dura sete anos e só termina com a vitória de Constantino, que viria a ser o novo imperador. Constantino é lembrado como o primeiro imperador Cristão do império romano, e em 313 assina um decreto abolindo a perseguição aos Cristãos em todo o império.

 

Ninguém pode visitar Roma e deixar de ir até a Fontana di Trevi, mais famosa fonte de Roma, e jogar nela uma moedinha, para assegurar que um dia voltará à cidade eterna. Sua origem vem desde o século 19 antes de Cristo. Este era o ponto final de um aqueduto responsável pelo abastecimento da cidade. De acordo com o ritual romano, a forma correta de se jogar uma moeda na Fontana di Trevi, e com isto assegurar que você um dia voltará à Cidade Eterna é ficar de costas para a fonte, segurar a moeda com a mão direita, e jogá-la para trás, com um movimento sobre o ombro esquerdo. Não se deve olhar para a moeda, mas por via das dúvidas peça para um amigo ou amiga conferir se ela caiu mesmo na água.... Se você passar por aqui entre meio dia e duas da tarde, aproveite para almoçar, pois em volta da fonte existem alguns ótimos restaurantes, com bons preços e comida deliciosa. Não esqueça de pedir o vinho da casa para acompanhar!

 

Uma visita a Roma sem uma ida ao Vaticano não estaria completa. Geralmente às 4as feiras é dada a benção papal, quando o Papa chega até a janela para saudar a multidão. Neste dia, como era feriado de Ascensão do Senhor, tivemos a sorte de poder assistir a missa rezada pelo próprio, na riquíssima basílica de São Pedro (ao fundo da foto a direita). Há muito para visitar no Vaticano, com destaque para a própria Basílica, o Museu, e a famosa Capela Sistina, onde se pode apreciar os deslumbrante afrescos pintados no teto, de autoria de Michelangelo.

 

Em 330 o imperador Constantino constrói uma nova capital, batizada de Constantinopla (atual Istambul), situada na divisa entre Europa e Ásia, e passa a controlar de lá o império romano. Com sua morte, o império passa a ser administrado por seus três filhos, que logo começam a brigar entre si, contribuindo ainda mais para o enfraquecimento de Roma. Em 361 o imperador Flavius Claudius Julianus tenta revogar as leis Cristãs promulgadas por Constantino e restaurar o sistema pagão, mas não tem sucesso e o Cristianismo espalha-se cada vez mais pela Europa até que, no ano 380, é declarado como única religião oficial do império romano. Ao lado, um recanto de Villa Borghese, o imenso parque de Roma, considerado seu pumão verde.

 

O ano de 378 marca uma decisiva derrota militar de Roma, quando suas legiões são arrasadas pelos Visigodos, tribos bárbaras originárias do território que hoje corresponde à Alemanha. Pouco a pouco os Visigodos avançam sobre os territórios Romanos, fazendo com que o império diminua cada vez mais. Theodoro I é considerado o último imperador a conseguir controlar um território unificado, e depois dele, o declínio do império Romano será irreversível. Conheça mais sobre os imperadores de Roma no site Imperatoribus Romanis (texto em inglês).

 

Ao visitar Roma é importante ter o espírito preparado. Sim, as belezas são muitas, mas encare de uma forma light o trânsito infernal. Sim, os italianos são uns gatos, mas cuidado com suas mãos bobas (eu levei um beliscão no traseiro dentro de um ônibus super lotado). E sim, italianos e brasileiros parecem ser primos distantes, tantas são as coisas que temos em comum, embora algumas delas a gente preferiria não encontrar, seja no Brasil ou na Italia. E sim, as belezas são muitas, mas um pouquinho de cuidado a mais com conservação de prédios e ruas seria boa idéia ( e não estamos nos referindo às ruínas romanas).

Mas na contabilidade final a verdade é que é impossível não amar Roma. Embora o esplendor da antiga cidade imperial não esteja mais presente ela será sempre uma das cidades mais belas do mundo.

Roma é como um vinho especial, e deve ser degustada aos poucos para ser sentida e apreciada em tudo que oferece. É uma visita que deve ser feita com todos os sentidos, e principalmente, com o coração.

 

A música desta página é Arrivederci Roma. Para interromper sua execução clique em X (parar)