Roma
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Conta uma lenda que certa vez um homem muito cruel atacou o pai de dois gêmeos, o aprisionou, raptou seus dois filhos e os abandonou na floresta para morrerem. No entanto o choro das crianças atraiu a atenção de uma Loba que os encontrou e decidiu levá-los e amamentá-los como se fossem seus filhotes. Um dia um camponês passava pela floresta, viu as duas crianças mamando na Loba e decidiu levá-las e batiza-las com os nomes de Rômulo e Remo. Muito anos depois, já adultos, eles foram a procura de seu pai, o encontraram, libertaram e puniram o homem que o havia aprisionado. Depois voltaram para o lugar próximo às margens do rio Tevere, onde a Loba os tinha amamentado por tantos anos, e decidiram que aquele deveria ser o lugar de uma nova cidade. Esta cidade foi fundada no dia 21 de abril do ano 753 antes de Cristo, e o nome para ela escolhido foi Roma.
Um dos episódios mais famosos da história de Roma é o do Rapto das Sabinas. Conta a história que após fundar a cidade, Rômulo, Remo e os outros homens não sabiam como povoá-la, já que faltavam mulheres. Decidiram então dar uma festa e convidar a tribo vizinha dos Sabinos, junto com suas mulheres e filhas. Durante os festejos um sinal marcou o momento combinado para os jovens Romanos raptarem todas as mulheres trazidas para a festa. Muito mais tarde, os homens Sabinos voltaram, decididos a atacar Roma e libertar suas mulheres, mas era tarde demais. Muitas delas já tinham se apaixonado pelos seus captores e não queriam mais voltar para casa. Daí em diante, Romanos e Sabinos passaram a viver juntos e formaram um único povo.
O império Romano começou a florescer a partir do ano 265 antes de Cristo. Foi apenas neste ano que as tribos Romanas conseguiram conquistar toda a península correspondente ao território Italiano e partir daí rumo à construção de um império mais extenso. É deste período o início das chamadas Guerras Púnicas, realizadas contra o império estabelecido em Cartago, uma poderosa civilização que se estendia desde a costa norte da África até o Estreito de Gibraltar.
No ano 146 AC o império de Cartago é completamente derrotado pelos Romanos. Os Cartaginenses são transformados em escravos e sua capital é incendiada. Como resultado dessa vitória o império Romano passa a incluir, além da península Itálica, também os territórios da Espanha, Grécia, Egito, África do Norte e parte da Ásia. Em quase todos estes territórios os Romanos construíam fortificações, de forma a manter a ordem das colônias conquistadas. Muitas dessas ruínas podem ainda hoje ser encontradas em diversos pontos da Europa.
Entre os anos 100 e 44 antes de Cristo viveu um homem que influenciou para sempre o império romano, e que passaria a ser lembrado para sempre por suas conquistas e pelo seu legado: Júlio Cesar. Conquistador, reformista, determinado, genial e absolutista, ele enfrentou poderosos oponentes políticos, implementou importantes reformas sociais, conseguiu grandes vitórias militares, e teve até um romance com Cleópatra, rainha do Egito. Oponentes invejosos, no entanto, não aceitaram tanto poderio, e tramaram sua morte. A conspiração chegou ao clímax em 15 de março de 44AC, quando César, ao chegar no senado, foi assassinado por um grupo liderado por Cassius e Brutus, este último, até então, um de seus mais fiéis colaboradores. Entre os mais lembrados legados de César ao mundo ocidental está o calendário anual de 365 dias, com um dia a mais nos anos bissextos. A influência deste homem na formação do império foi tão grande que daí em diante todos os futuros imperadores romanos passariam a usar o título de Cesar, nome que passou a ser considerado sinônimo de grandeza e poderio absolutos. Conheça mais sobre sua vida no site The Last Dictator (texto em inglês).
Veja dois vídeos que colocamos no Youtube, gravados no Coliseu de Roma clicando em Video1 e Video2. Um dos mais famosos e cruéis imperadores a governar Roma foi Nero, entre os anos 54 e 68 da era Cristã. Como tinha apenas 14 anos quando subiu ao trono, o governo foi inicialmente executado por Agripina, sua mãe. Inconformado com isto, Nero assassinou Agripina para chegar mais rápido ao poder, dando início a um reinado de terror que incluiria, no ano 64, a ordem de ater fogo à cidade de Roma e atribuir a culpa do incêndio aos Cristãos. Outro nome de triste lembrança é o do imperador Calígula, que governou entre os anos 37 e 41. Louco e depravado, ele chegou a ponto de nomear seu cavalo como senador.
O período compreendido entre os anos 96 e 180 é conhecido como o dos Cinco Bons Imperadores, quando Roma retorna a um sistema de governo estável e próspero. Os cinco imperadores desta época foram Nerva (entre 96 e 98), Trajano (98 a 117), Adriano (117 a 138), Antoninos Pius (138 a 161) e Marco Aurélio (161 a 180). Durante este período o império Romano desfruta do que ficou conhecido como Pax Romana, um sistema que administrava os territórios conquistados de forma não belicista, e que permitia seu desenvolvimento, livre comércio e relativa liberdade, desde que eles não questionassem a autoridade do César e que tampouco deixassem de pagar seus impostos em dia. Nesta época o império Romano atingiu seu esplendor máximo, cobrindo praticamente toda Europa, norte da África e parte da Ásia, desde o norte da Escócia até a região que hoje corresponde à Turquia.
Com a morte de Marco Aurélio, no ano 180, Commodus é feito imperador. Este período é considerado como o início do fim do império Romano. O novo imperador revela-se um tirano e termina assassinado em 192 por um grupo de conspiradores. Como ele não chegou a escolher um sucessor, o trono do império passa a ser disputado por diversos candidatos, o que leva Roma à guerra civil. No ano 235 Roma passa a ser governada por um grupo de 26 militares, dentre os quais constavam alguns conhecidos inimigos do império.
Em 284 chega ao poder o imperador Diocleciano. Ela reorganiza o poder do império Romano, torna independentes as administrações civis e militares, introduz nova legislação agricultural e novo sistema de pagamento de impostos. Mas em 305, com sua morte, recomeça a guerra civil, a qual dura sete anos e só termina com a vitória de Constantino, que viria a ser o novo imperador. Constantino é lembrado como o primeiro imperador Cristão do império romano, e em 313 assina um decreto abolindo a perseguição aos Cristãos em todo o império.
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Em 330 o imperador Constantino constrói uma nova capital, batizada de Constantinopla (atual Istambul), situada na divisa entre Europa e Ásia, e passa a controlar de lá o império romano. Com sua morte, o império passa a ser administrado por seus três filhos, que logo começam a brigar entre si, contribuindo ainda mais para o enfraquecimento de Roma. Em 361 o imperador Flavius Claudius Julianus tenta revogar as leis Cristãs promulgadas por Constantino e restaurar o sistema pagão, mas não tem sucesso e o Cristianismo espalha-se cada vez mais pela Europa até que, no ano 380, é declarado como única religião oficial do império romano. O ano de 378 marca uma decisiva derrota militar de Roma, quando suas legiões são arrasadas pelos Visigodos, tribos bárbaras originárias do território que hoje corresponde à Alemanha. Pouco a pouco os Visigodos avançam sobre os territórios Romanos, fazendo com que o império diminua cada vez mais. Theodoro I é considerado o último imperador a conseguir controlar um território unificado, e depois dele, o declínio do império Romano será irreversível. Conheça mais sobre os imperadores de Roma no site Imperatoribus Romanis (texto em inglês).
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A música desta página é Arrivederci Roma.
Veja também outras cidades da Italia nas páginas Assis Firenze Roma e Veneza
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