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Portsmouth e Southsea são duas
cidades geminadas, e caminhando entre elas não dá para dizer onde
termina a primeira e começa a segunda. Mas, historicamente,
Portsmouth tem predomínio sobre sua vizinha e tornou-se uma
referência importante no sul da Inglaterra. Ambas formam um conjunto
harmônico e de prédios
bonitos, onde parece estar sempre soprando uma brisa do mar.
Historicamente, a localização à beira do Canal da Mancha valeu à Portsmouth a fama de cidade de
marinheiros e navios de guerra e hoje ela é um dos principais pontos
de partida para rotas de navios de passageiros e ferries ligando a Inglaterra
à França, Espanha e países Nórdicos.
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Já estivemos em Portsmouth duas vezes, a primeira
quando percorríamos o litoral sul da Inglaterra e a outra quando estávamos
a caminho da França, embarcando num ferry rumo à Saint Malo. A fundação de Portsmouth ocorreu em 1180, por um
francês de nome Jean de Gisors. Entre outras benfeitorias, Jean de
Gisors construiu a capela de Saint Thomas, atualmente Catedral Anglicana.
Na prática quase não dá para perceber os limites entre Portsmouth e Southsea, já que ambas são pequenas e uma caminhada mais
longa certamente vai levar você a percorrer ruas de ambas. Em Portsmouth
fica o centro, o comércio, teatros etc, e em Southsea a parte, digamos,
litorânea do conjunto, onde situam-se os piers e praias. |

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Nosso dia em Portsmouth começou com um nevoeiro
tão denso que mal nos permitia enxergar o outro lado da rua.
Mas por volta de 11 horas, o sol já brilhava e o céu estava azul de
ponta a ponta. A parte central da cidade situa-se ao longo da
Avenida Winston Churchill, onde está um grande número de hotéis.
Uma curta caminhada para o norte nos leva até a zona de comércio
central, ao longo da Commercial Road e Paradise Street,
ruas de pedestres. Lá está o Cascades Centre, maior shopping
da cidade, muitos restaurantes, bares e pontos culturais.
Veja
um vídeo que fizemos percorrendo as ruas de Portsmouth, e colocamos
no Youtube, clicando em
Conhecendo Portsmouth. |
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Nesta região também está o Victoria Park, maior área
verde da cidade, e a estação de trens de Portsmouth. Segundo rumo
oeste pela Park Road chega-se ao porto histórico da cidade,
sem dúvida alguma, sua principal atração turística. A foto ao
lado foi batida em frente à Catedral da cidade, situada na Saint
Thomas Street. Logo adiante fica uma zona conhecida como Old
Portsmouth, como o nome indica, uma área onde grande parte dos
prédios históricos foi preservada, e onde temos a nítida
impressão de estar passeando por alguma rua inglesa do século 17
ou 18.
Um dos pontos históricos de Portsmouth é a casa de Charles Dickens, um dos maiores novelistas da literatura mundial.
Foi construída em 1805, e fica situada na 393 Old Commercial Rd.
Outras atrações sempre lembradas na cidade são o Portsmouth
City Museum e o Natural History Museum. Se você é como
nós, e gosta de castelos, visite o Portchester Castle. Fica
um pouco afastado, mas vale a pena. Lá você poderá ver as ruínas
do que foi uma fortificação iniciada pelos romanos e complementada
pelos normandos há mais de mil anos.
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Como em quase todas cidades litorâneas inglesas,
Southsea também tem seus pier e, neste caso, também praias com
seixos em vez de areia. Mesmo que aqui não se tenha o prazer de
sentir areia sob os pés, esta é uma das partes mais bonitas da
cidade, e vale a pena dar uma caminhada ao longo dos 3 km da avenida
litorânea e apreciar seus belos prédios de frente para o mar.
Aproveite para visitar o South Pier, que aparece nesta foto,
o Aquário da Cidade, e também a interessante Southsea
Model Village, uma cidade em miniatura onde estão representados
diversos prédios históricos. |
Veja um vídeo que fizemos em
Southsea, e colocamos no Youtube, clicando em
Southsea.
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Portsmouth foi a principal cidade de onde partiram
as tropas aliadas rumo à Europa continental para combater o nazismo.
Em homenagem a este evento foi construído na cidade o maior e único
museu do mundo dedicado a uma única data, o "Museu do dia D".
Nele é contada a história de todos eventos antes e depois do dia
6 de junho de 1944, quando as tropas aliadas desembarcaram na Normandia.
Vídeos, filmes, fotos, carros de combate e mil objetos e curiosidades
diversas de época proporcionam uma viagem de volta no tempo e reconstituem
com precisão como era a vida na Inglaterra durante a guerra, e relatam
todos os eventos relacionados àquele dia em que o futuro do mundo
esteve em jogo.
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Você sabia que durante o Dia D, partiram de Portsmouth
tropas não somente dos Estados Unidos e Inglaterra, mas também da
Austrália, Bélgica, França, Tcheco-Eslováquia, Grécia, Holanda, Nova
Zelândia, Noruega e Polônia? 156 mil soldados partiram rumo à Normandia
durante as primeiras 24 horas daquele dia, para desembarcarem em praias
designadas por nomes em código: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. Os
nazistas sabiam que os aliados iam chegar, mas não conheciam a data
prevista da invasão e nem o lugar onde ocorreriam os desembarques, por
isso os nomes em código eram uma forma de manter o segredo e o sucesso da
operação. Durante o Dia D participaram das
operações 11.590 aviões e 6. 939 navios. Depois da guerra, a França
homenageou todos os combatentes que participaram daquela operação,
fazendo com que aquelas quatro praias permanecessem em definitivo com os nomes em
código que haviam sido dados pelos aliados no Dia D: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword.
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O maior símbolo arquitetônico de Porstmouth foi inaugurado em
2005, e tem 170 metros de altura.
Trata-se da Spinnaker Tower, construção integrante do projeto de revitalização
das docas da cidade. O estilo do monumento, na forma de uma vela
gigantesca, foi idealizado como homenagem à marinha inglesa, que
dominou os mares durante o século 19. Desde então a Spinnaker
Tower transformou-se na principal atração turística da cidade. A
torre
dispõe de três plataformas, sendo a primeiro com o maior piso de
vidro da Europa e a último um mirante de observação.
Mas embora esteja situada
frente ao mar e com história intimamente ligado
aos oceanos, não dá para dizer que ir à praia em Portsmouth seja um
programa recomendável. Primeiro lugar porque as praias por aqui não
tem areia e sim seixos, segundo porque existem muitas pedras logo
após a arrebentação que ferem os pés dos banhistas e terceiro porque
o clima na costa do Canal da Mancha é muito instável durante grande
parte do ano. |
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Uma imagem típica da Promenade, com é
conhecida esta avenida de Southsea, de frente para o mar. Repleta de
simpáticos prédios residenciais e áreas verdes bem tratadas. Uma
caminhada por esta avenida conduz ao Pyramids Centre, mistura de parque aquático
e restaurante durante o dia e clube durante a noite, sendo que suas
duas facetas costumam fazer muito sucesso durante os meses do
curto verão inglês. No porto existem também ônibus turísticos que fazem um tours por suas
principais atrações, entre as quais estão Osbourne House e
Yarmouth Castle. |
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Mas sem dúvida alguma, as mais importantes atrações
de Portsmouth estão
relacionadas ao seu passado como centro naval. Desde Henrique
VIII, passando pelo Almirante Nelson, até o dia D, esta é
basicamente, uma cidade com muitas histórias de conquistas navais. Assim, não pode
faltar em seu passeio uma visita ao Portsmouth
Historic Dockyard. Lá estão atrações diversas, como o
Royal Navy Museum, e os navios históricos Mary Rose, Warrior e
Victory (foto ao lado), nau capitânea do Almirante Nelson durante a
batalha de Trafalgar, em 1805, e até hoje conservado como se o
tempo para ele tivesse parado. |
Veja um vídeo que fizemos ao chegar no
Portsmouth Historic Dockyard, e colocamos no Youtube,
clicando em
Navios Históricos.
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Esta é uma foto do timão do Warrior.
Lançado ao mar em 1860, ele foi o primeiro navio de combate
construído com casco de ferro e movido a vapor. Até então, eram
todos de madeira e movidos a velas. O navio tem quatro tombadilhos,
e a visitação é feita por conta própria. Já o navio Mary
Rose é o mais antigo da exposição, e data de 1510. Ele
afundou em 1545 e foi recuperado apenas em 1982. A imagem ao lado é
do timão do Warrior, e este navio pode ser percorrido por conta própria.
Veja um vídeo que fizemos no interior do navio
Warrior, e colocamos no Youtube, clicando em
Warrior |
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Mas a jóia da exposição do Portsmouth
Historic Dockyard é o navio Victory, que dispõe de
tours oferecidos em várias línguas. Para
a Inglaterra, o Victory representa quase um santuário, pois foi
graças às vitórias conquistadas pela armada inglesa, com destaque
para o almirante Nelson a
bordo deste navio, que a Inglaterra se tornaria a principal
potência econômica e
militar do mundo no século 19. Saiba um pouco mais sobre a figura
histórica de Nelson e da batalha de Trafalgar clicando em
O maior herói Inglês.
Hoje Porstmouth e sua vizinha Southsea dividem as
glórias de séculos passados com investimentos turísticos para o
século 21 e parecem estar no caminho certo, pois cada vez mais gente
inclui estas agradáveis localidades em seus roteiros pelo sul da
Inglaterra. |
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Rule Brittania. Para
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When Britain first at Heaven's command
Arose from out the azure main
Arose, arose, arose from out the azure main
This was the charter,The nations, not - so blest as thee
Must, in their turns, to tyrants fall:
Must in, must in, must in their turns to tyrants fall. |
While thou shalt flourish,
Shalt flourish great and free,
The dread and envy of them all.
The charter of the land,
And guardian angels sung this strain
Rule Britannia, Britannia rule the waves,
Britons never never never shall be slaves.
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