Oslo

Nesta página estão 12 fotos batidas na cidade de Oslo, Noruega. Colocando o mouse sobre as fotos você verá um texto adicional.

 

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A primeira colonização conhecida no local onde está a cidade de Oslo data do século 8, e constituía numa pequena aldeia Viking, no topo de um dos inúmeros fiordes existentes na região, conhecido como "Oslo Fjord".

Se uma chegada agradável já predispõe a gente a simpatizar com determinado lugar, Oslo então já começa com uma grande vantagem. A medida que o trem se aproximava da Sentral Statsjonen, o que via-se em volta eram apenas colinas cobertas de vegetação, casinhas coloridas subindo e descendo pelas encostas e pinheiros. Nada das tradicionais fábricas, avenidas congestionadas, barulho ou ar poluído. E quando pensávamos que ainda faltava muito para chegar, pronto! O trem parou e já estávamos bem no coração da cidade. Oslo é assim, uma cidade que parece ter sido construída no meio de um parque. Bonita, calma, sem inflação, desemprego, violência e com um padrão de vida altíssimo. Ou seja, um lugar muito raro.

 

A capital da Noruega é uma cidade relativamente pequena, quando comparada a outras da Europa. Mas é justamente aí que reside sua grande vantagem. Tudo está por perto e ao alcance das próprias pernas. Ao lado uma foto da rua Karl Johans Gate, principal área de pedestres e coração comercial de Oslo. Ela vai da estação central ao palácio real (Slottet), que pode ser visto bem ao fundo. Repleta de lojas, restaurantes, bares, sorveterias e muita gente bonita circulando, ela é o lugar certo para ver e ser visto. Também nesta área estão situados os imponentes prédios do Parlamento, Teatro Nacional e da Universidade de Oslo.

Oslo foi oficialmente fundada no ano 1000, por iniciativa de um rei Viking chamado Harald Hardr. Nesta mesma época embarcações Vikings comandadas por já Leif Eirikson cruzavam o Atlântico, descobriam a América, e se tornavam os primeiros Europeus a chegar ao novo mundo.

 

Foi somente no século 14, com a construção do castelo "Akershus Festning", por ordem do rei "Hakon V", que o povoado de Oslo ganhou importância. Sua idéia era proteger a localidade contra os freqüentes ataques das tribos suecas e norueguesas.

Esta é uma foto de Jernbanetorget, a principal praça de Oslo. Trata-se de uma área livre, entre a estação central, o antigo mercado, e modernos prédios, entre as quais se destaca o maior shopping da cidade, o Oslo City. Em contraste com os arredores, não há área verde nesta praça, mas ela é um bom ponto de partida para conhecer o centro de Oslo. Nos chamou atenção a imensa escultura de um tigre no meio da praça.

Clique sobre a foto ao lado para vê-la em alta definição.

 

Nenhum outro ponto da cidade tem mais importância histórica do que a fortaleza Akershus Festning, em cuja entrada batemos a foto ao lado. Sua história começa em 1299, quando o rei Haakon V Magnusson deu a ordem de construir uma fortaleza para proteger a cidade dos constantes ataques da vizinha Suécia. Por séculos Akershus tem servido como fortaleza, castelo e palácio real. Atingida por um grande incêndio em 1527, grande parte de suas instalações foi devastada, o que levou o monarca Christian IV a ordenar sua reconstrução, mas com característica de palácio renascentista. Desde então Akershus Festning permanece, há 700 anos, como o principal símbolo da independência de Oslo e da própria Noruega. Hoje em dia, ela não tem mais funções oficiais, e apenas ocasionalmente é usada para recepções ou eventos importantes.
A boa notícia é que ela está agora aberta à visitação pública, e podem ser apreciados imensos salões, a capela real, mausoléu real e o salão de banquetes, entre outras atrações. A má notícia é que a visita tem que ser agendada com antecedência de vários dias, e que a taxa de visitação corresponde a 100 dólares por pessoa! Por esta razão, nossa visita a Akershus limitou-se à parte externa do castelo...

Veja mais detalhes sobre este lugar no setor Castelos & Palácios.

Foi somente em 1660, que o "Tratado de Copenhagen" definiu as fronteiras entre Dinamarca, Suécia e Noruega. Até hoje estes três países permanecem com muitas coisas em comum. Mas embora tenham historia e culturas semelhantes, suas línguas são diferentes.
Clique sobre esta foto para vê-la em alta definição.

 

Durante muitos séculos os países Escandinavos (Noruega, Suécia e Dinamarca) tiveram fronteiras que mudavam de um lado para outro, conforme os interesses político e militares. Em 1397, por exemplo, Dinamarca e Noruega formavam um único país e Copenhagen era sua capital.

Outra foto da principal rua da cidade, a Karl Johans Gate, no trecho aberto ao trânsito. Se estiver a procura de um restaurante, aconselhamos a olhar os preços antes de sentar à mesa. Oslo é a cidade mais cara da Europa, e qualquer coisa por aqui custa uma fortuna. Mesmo assim, conseguimos encontrar alguns poucos lugares com preços razoavelmente aceitáveis, como o simpático Mamma Rosa (rua Slottsgt 12, não serve nenhum tipo de cerveja ou vinho), o Jafs! (mistura de restaurante com lanchonete, com pratos saborosos e bem servidos, tipo frangos inteiros com fritas e salada, etc), e pouco adiante o Peppes Pizza, acolhedor,  simpático, e com uma garçonete que queria saber tudo sobre o Brasil. Todos estão situados na rua Johans Gate.

 

Uma das visitas mais interessantes em Oslo é ao Vikingskiphuset. Este museu tem em exposição três embarcações Vikings, encontradas depois de permanecerem enterradas por séculos. A mais impressionante é a Oseberg (foto ao lado), construída no século 9. Na época Viking, era costume enterrar reis e rainhas junto de suas embarcações. Pois este barco de 19 metros de comprimento serviu como túmulo de uma rainha Viking e seus escravos. Graças a este estranho ritual, e às características do terreno onde o Oseberg foi enterrado, hoje podemos apreciar esta embarcação num estado quase perfeito, inclusive com vários pertences, ferramentas, e ornamentos daquela civilização sobre a qual sabemos tão pouco. O Museu Viking está situado na península de Bygdøy, cerca de 8 km do centro. A melhor forma de ir é pegando o ônibus 30, que passa em frente ao Teatro Nacional 

Em 1624 Oslo foi destruída por um grande incêndio. Sua reconstrução foi comandada pelo rei Christian IV, que ficou muito satisfeito com sua obra e resolveu renomear a cidade em sua própria homenagem. Oslo passou então a se chamar "Christiana".
Clique sobre esta foto para ver outra imagem do museu.

A civilização Viking é uma das que mais interesse tem despertado nos estudiosos, e ao mesmo tempo sobre a qual muito pouco é conhecido. Eles eram originários da região que hoje corresponde aos países Nórdicos (Noruega, Suécia e Dinamarca). Enquanto os Vikings da Suécia e Dinamarca partiram para conquistar territórios da Europa do leste e oriente, os Vikings da Noruega partiam rumo a Inglaterra, Norte da Alemanha e França, tendo chegado até a América do Norte. 

Hoje já sabemos que não foi Colombo o primeiro homem Europeu a chegar ao novo mundo, e sim  Leif Eirikson, um Viking, 500 anos antes. Entre as cidades conquistadas pelos Vikings estavam Paris, Londres, Jerusalém, Constantinopla e Lisboa. Estiveram ainda no Império Bizantino, Rússia norte da África. Atacando, pilhando, aprisionando homens para fazê-los escravos, e raptando mulheres para servi-los, eles aterrorizaram praticamente metade do mundo então conhecido.

Além de exímios guerreiros, navegadores, aventureiros e ambiciosos, um dos fatores determinantes para tornar os Vikings tão poderosos foram suas excelentes embarcações. Eram geralmente construídas com madeira de carvalho, e sua técnica de construção era primorosa. Eram simples, com cerca de 30 metros de comprimento e 5 de largura, sem cobertura e com apenas uma vela amarrada a um mastro central. A influência da civilização Viking foi marcante em toda Europa. Diversos povos tiveram palavras Vikings incorporadas ao seu idioma, e muitas cidades da França, Inglaterra e Rússia tem até hoje nomes de origem Viking.

 

Em 1814, Noruega e Suécia assinaram um tratado de união, que tinha por objetivo fortalecer os dois países econômica e militarmente. O resultado foi um grande desenvolvimento para Oslo, que passou de vila à cidade grande.

O parque mais famoso de Oslo as vezes surpreende seus visitantes. Trata-se do Vigeland Park, situado a leste do centro. Mais de um milhão de visitantes por ano vem conhecer a obra de Gustav Vigeland. Este artista deixou 192 esculturas no parque, com temas diversos, como  namorados, velhos, mendigos e amantes, sendo que algumas são bastante ousadas. O Vigeland Park, ou Frognerparken, é uma área verde, boa para caminhadas em uma tarde de primavera, e em seu ponto central está uma escultura feita a partir de um único bloco de pedra, com 14 metros de altura, representando 121 figuras humanas. A melhor forma de chegar lá é de metrô. Desça na estação Majorstuen.

Você entende norueguês? Então diga o que está escrito nesta placa de rua.

 

Outra atração famosa em Oslo é o Norsk Folkemuseum. Se você já viu a página de Estocolmo deve ter lido sobre o Skansen. Pois bem, o Norsk Folkemuseum é um Skansen à moda Norueguesa. Consiste num museu a céu aberto, situado em um parque arborizado, onde estão dezenas de prédios e construções típicas da Noruega, de diversas épocas. São 150 galpões, escolas, estábulos, etc, sendo que a mais bonita é a igreja Gol Stave, construção do século 13 toda em madeira, que foi desmontada peça por peça e transferida para cá, em 1885. Durante o verão (que termina oficialmente em meados de setembro), também são freqüentes no Norsk Folkemuseum apresentações de danças típicas Norueguesas e comemorações diversas. Ao lado, a foto de uma típica casa do interior do país, datando do século 17. O museu está situado na península de Bygdøy, logo depois do museu Viking. Visitando um, não deixe de conhecer também o outro.

Clique sobre a foto ao lado para ver uma imagem em alta definição do Folkenmuseum.

Em 1905 termina a união entre Noruega e Suécia. E em 1925, para comemorar o aniversário de fundação da cidade, a população decide trazer de volta o nome oficial, e Christiana volta a chamar-se Oslo.

 

Os bairros centrais de Oslo, situados entre a fortaleza de Akershus, a catedral, as ruas Øvre Vollgate e Skippergaten, são conhecidos como "Kvadraturen" e formam o trecho histórico da cidade, construído durante a renascença pelo rei Crhristian IV.

Foto de uma rua central de Oslo. Vamos ser sinceros quanto a uma coisa: Não espere encontrar muitas belezas arquitetônicas na cidade. Ao contrário das outras capitais escandinavas, Oslo não tem muitos prédios históricos ou bonitos, e o estilo de construção predominante na cidade, nos lembrava uma obra de Picasso, mais especificamente de sua fase cubista...
Há muitos prédios quadrados, pesados, sem harmonia de linhas, e que dão a impressão de terem sido projetados não por arquitetos, mas sim por advogados ou economistas :-)

Clique sobre a foto ao lado para vê-la em alta definição.

Um passeio interessante nos arredores é visitar o Skimuseet, no bairro de Holmenkollen. Como o nome já informa, é um museu dedicado à prática do esqui na neve. Ao chegar lá pegue o elevador até o topo da rampa de salto, de onde se pode ver toda cidade, mais abaixo. Na parte da baixo da rampa está o museu, onde podem ser apreciadas fotos, condecorações e muitos outros itens relacionados a este esporte, praticamente uma paixão nacional do país. Quando estivemos lá não havia neve, mas se sua visita for durante o inverno, temos certeza que vai ser ainda mais divertida. Acesso pelo metrô, estação Holmenkollen.

Quem tiver mais tempo na cidade não deve deixar passar a oportunidade de fazer um passeio pelos fiordes próximos à  cidade. Os fiordes (fijords) são canais que entram terra a dentro, geralmente ladeados por altas escarpas e montanhas, e se tornaram uma das marcas registradas da Noruega. Diversos navios organizam roteiros de um ou mais dias por fiordes diferentes. Quem tiver menos tempo, ou preferir ver os fiordes de cima pode optar por roteiros de trem ou ônibus, quem partem do centro e levam os turistas até o topo das montanhas.

Oslo, assim com toda Noruega, foi ocupada durante a segunda guerra. Muitos patriotas noruegueses lutaram contra os nazistas, e diversos deles foram executados no castelo Akershus. Por sua importância histórica durante os últimos 700 anos, Akershus é considerado o coração de Oslo.

Quem não tiver tempo suficiente para um excursão pelos fiordes tem outra alternativa mais próxima. Vá até Grefsenkollen, situado apenas a 10 km do centro. Deste mirante, situado a 380 metros de altura, se tem uma excelente vista de Oslo. A seus pés está situado o lago Trollvann e uma pequena praia, que faz a alegria dos moradores de Oslo nos dias quentes de verão. Entenda-se por dias quentes em Oslo, algo nunca superior a 25 graus centígrados! Acesso ao Grefsenkollen pelo ônibus 56C.

Oslo é a mais antiga das capitais escandinavas e a maior da Noruega. Sua população é de 500 mil habitantes, e embora seja considerada pequena em relação a outras capitais Européias é um importante centro industrial e econômico.

Ao lado, o prédio da prefeitura, em nítido estilo cubista. Inaugurado em 1950, a construção é internamente decorada com motivos da história e cultura norueguesa. Depois do castelo Festning, esta é a construção mais famosa da cidade. Não dá para dizer que seja um prédio bonito, mas em compensação está situado na área mais nobre da cidade, frente a baía de Pipervika, que é adornada por espaços abertos e uma praça que, embora gelada, é decoradas com belas esculturas. Daqui zarpam diversas embarcações, tanto rumo à península  Bygdøy, como com destino aos fiordes mais próximos.

Entre os museus mais renomados de Oslo não pode ser esquecido o Munch Museet,dedicado a Edward Munch, provavelmente o mais famoso pintor Norueguês de todos os tempos. Dentre todas suas obras, destaca-se O Grito, já considerado um ícone mundial. Infelizmente  não pudemos ver esta obra de perto, já que ela foi roubada do museu, em agosto de 2004. Mesmo assim vale a pena ir até lá para apreciar de perto outras obras igualmente belas. Acesso pelo metrô, estação Tøyen, ou então de ônibus, linha 20.

Quem chega ou parte de Oslo de avião passa pelo aeroporto de Gardermoen, situado 50 km ao norte da cidade. Ele foi construído assim longe para manter poluição e barulho bem longe. Nem pense em pegar um táxi, pois isto sairia uma fortuna. A melhor forma de transporte entre Gardermoen e a estação central de Oslo é o Flytoget, trem expresso com partida a cada 10 minutos. O trajeto entre os dois pontos leva aproximadamente 15 minutos, e os bilhetes devem ser comprados antecipadamente na própria estação ou no aeroporto. A estação do trem é no subsolo do aeroporto. A moeda local é a Coroa Norueguesa (Kroner, símbolo NOK)

Oslo foi nossa última parada nas terras nórdicas, e podemos dizer que foi um fecho de ouro. Saímos de lá um pouco assustados com os preços, mas também satisfeitos em ficar conhecendo esta cidade, como se diz por aí, pequena porém decente. Mesmo em fins do verão é um lugar frio e ventoso, e deu pra perceber que não deve ser fácil enfrentar seus invernos. Não é uma cidade de arquitetura bonita, mas é agradável, e tem alguma coisa de cidade do interior, o que pode ser sentido na tranqüilidade e educação por parte de todos que aqui conhecemos. De uma forma geral, pode-se dizer que, passados mil anos, os descendentes dos Vikings estão agora bem mais agradáveis e civilizados  :-)

Oslo é a cidade do mundo que apresenta os melhores índices de padrão de vida. Praticamente não existe violência, inflação ou corrupção, e os salários são excelentes. Ao mesmo tempo é também a cidade mais cara da Europa, e seus preços costumam assustar aos turistas.

 

A música dessa página é o Hino da Noruega:  Ja, Vi Elsker Dette Lande (Sim, nós amamos esta terra).
Para interromper a execução clique em X (parar).

Ja, vi elsker dette landet,
som det stiger frem,
furet, værbitt, over vannet,
med de tusen hjem.
Elsker, elsker det og tenker
på vår far og mor
og den saganatt som senker
Drømmer på vår jord.
og den saganatt som senker,
senker drømmer på vår jord.
Norske mann I hus og hytte,
takk din store Gud!
Landet ville han beskytte
skjønt det mørkt så ut.
Alt hva fedrene har kjempet,
Mødrene har grett.

 Hagar o Horrível, o mais famoso Viking do mundo.