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Para um lugar que permaneceu praticamente fechado
ao turismo durante décadas como conseqüência da guerra fria,
a capital da Rússia tem a capacidade de surpreender aos visitantes
imediatamente após a chegada. Do aeroporto ao centro sucedem-se
largas avenidas, construções históricas, prédios modernos, um
trânsito frenético, bares, cassinos e uma infinidade de letreiros
com inscrições no enigmático alfabeto cirílico, que tem o efeito
imediato de aumentar ainda mais nossa curiosidade sobre o que está
por vir naquele lugar sobre o qual se ouve falar a vida inteira, e
que de repente está bem ali, à nossa frente.
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A língua incompreensível
e um povo ainda não muito acostumado a receber visitantes de outros países,
e a compreender outros idiomas, podem dar no primeiro dia a impressão
de formar um véu, encobrindo o âmago da cidade, e mantendo a verdadeira
Moscou distante dos turistas ocidentais. Esta impressão, no entanto, foi
logo quebrada pela simpatia de Ludmila, nossa guia de olhos azuis, nascida
e criada em Moscou, que logo confessou-se fã das obras de Paulo Coelho
e das novelas da Globo, em particular O Clone, exibida há pouco
tempo na Rússia com muito sucesso. Clique e veja uma foto em alta definição
de Regina
e Ludmila.
Todo roteiro turístico em Moscou deve começar
pela Praça Vermelha - Krasnaya Ploshchad. Ela é a origem,
coração e alma da cidade. Compreendida entre as muralhas do Kremlin, a catedral de São
Basílio, o Museu Histórico Nacional e o Shopping Gum (Glavny Universalny
Magazin), esta imensa área pavimentada continua sendo o coração turístico
de Moscou. Sua origem data do século 15, quando Ivan III ordenou que
fossem demolidos todos os prédios ao redor do Kremlin com a finalidade de
criar uma área livre, destinada a funcionar como mercado. O nome da praça
não se deve à cor predominante dos prédios em volta, nem é referência
ao comunismo, mas tem sua origem na palavra russa
Krasnaya, que originalmente significava bonita, por estar situada frente à
catedral de São Basílio. Em russo, Krasnaya pode significar tanto vermelho
quanto bonito. Este prédio religioso, com suas nove torres multicoloridas
tornou-se o principal ícone turístico e arquitetônico de Moscou (foto
acima).
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Ao lado, vista das muralhas e torres vermelhas do
Kremlin a das torres brancas da Catedral da Anunciação, um dos prédios
que fazem parte do conjunto. Em destaque, o rio Moskva, que banha a
cidade e lhe dá nome. Em russo, o nome da cidade é escrito Москва,
sendo a pronúncia algo como
Maskvá. A foto foi batida da ponte de
pedestres Patriarshij, que liga o centro ao sul da cidade, um roteiro
ideal para quem quiser caminhar pela cidade. |

Clique sobre esta foto
para vê-la em alta definição.
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Clique sobre esta foto
para vê-la em alta definição.
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Ao lado, novamente, as torres vermelhas do Kremlin
e fachada norte do Museu Histórico Nacional. Este trecho, próximo aos prédios
universitários de Moscou, costuma ser freqüentado por jovens e
estudantes, e por isso é um lugar animado. Também por
aqui estão diversos quiosques e barraquinhas de alimentação
oferecendo desde refrigerantes até curiosidades. Uma das principais
avenidas comerciais da cidade, a Tverskaja Ul, começa neste ponto e segue
na direção norte, ligando o centro até o aeroporto. Vale
a pena percorrer a pé ao menos seu trecho inicial. |
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Torres típicas das igrejas ortodoxas russas,
encontradas com freqüência pela cidade. Desde a Perestroika, como
ficou conhecido o movimento comandado a partir de 1989 por
Mikhail Gorbatchev, que pós fim ao radicalismo soviético e abriu a
Rússia
para o resto do mundo, o culto religioso deixou de ser cerceado e
diversas igrejas estão sendo restauradas. Também surgiram pela
cidade representações comerciais de empresas ocidentais, lojas,
redes de fast food, bons e confortáveis hotéis e um fluxo turístico
cada vez maior. |

Clique sobre esta foto
para vê-la em alta definição.
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Ao
lado à direita, fachada do Mausoléu de Lênin, situado junto
às muralhas do Kremlin. Em seu interior, o corpo mumificado do líder
da revolução russa pode ser visitado em determinados dias da semana,
embora as filas costumem ser quilométricas. As lápides brancas,
à esquerda da foto, demarcam sepulturas de outros vultos importantes
da história russa, como Joseph Stalin, Leonid Brejnev e
Yuri Gagarin.
Clique sobre a foto ao lado para vê-la em alta definição.
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Em frente
ao mausoléu, no outro lado da praça situa-se o shopping
GUM (Glavny Universalny
Magazin), o maior do gênero na Rússia, que abrigas lojas sofisticadas
e de grife. Antigamente era aqui que os moscovitas enfrentavam as filas
diárias para comprar alimentos e artigos necessários ao dia a dia. Hoje
no GUM há de tudo, mas os preços são impraticáveis para a maior
parte dos russos - a loja é voltada para visitantes ocidentais de
alta renda - o que deve fazer Lênin e Stalin revolverem-se em suas tumbas. Veja
uma foto em alta definição de um quiosque vendendo refrigerantes
em Moscou.
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As
cores e as formas são familiares mas só quando vimos o símbolo amarelo
em forma de M tivemos certeza que era um Mac Donalds. Sim, também
eles estão presentes na Rússia de hoje, e, como em outros países,
são uma opção segura para quando a fome aperta e você não encontra
um restaurante por perto. Mesmo assim, é preciso um pouco
de esforço e boa vontade de parte a parte para explicar o que você
deseja, já que pouquíssima gente por aqui compreende outras línguas
além do russo. Lojas de fast food fazem um sucesso astronômico entre
a juventude russa e costumam estar superlotadas e com filas imensas,
seja de dia ou de noite. Clique
sobre a foto ao lado para vê-la em alta definição.
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Ao
fazermos um lanche aqui foi divertido observar a curiosidade com que
nossos vizinhos de mesa nos olhavam, ao escutarem aquela língua
estranhíssima falada por aquele casal. Um grupo de meninas sentadas na
mesa ao lado ficou empolgadíssimo quando dissemos que éramos do Brasil (em
russo pronuncia-se Brazília), e não parava de sorrir e olhar com o canto
dos olhos pra gente, como se estivessem ao lado de dois alienígenas.
Nestas horas, sempre ajuda um pouquinho conhecer algumas palavras e
expressões básicas em russo, como Raz (um), Dvá (dois), Niét (não), Dá
(sim), Spassíba (obrigado), Cafê (café), Tchái (chá), Chôte (a conta),
Scôlca Shtoit (quanto custa), Pazaluísta (por
favor), Isvinite (desculpe) e Pacá (adeus).
Devido
tanto ao frio como à tradição, os russos bebem muita Vodka, assim como uma
cerveja chamada Kvas, feita de cevada, centeio e açúcar. Quase todos os bons hotéis tem cafés da manhã que alimentam
a gente pelo resto do dia, oferecendo tanto iguarias típicas como pratos
ocidentais. Nosso hotel, o Katerina City, tinha um serviço
impecável. Veja a página links para conhecer o site da ótima agencia de
turismo que providenciou nosso pacote para a Rússia.
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Clique sobre esta foto
para ver em alta definição algumas Matryoshkas.
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A primeira característica que demonstra que
Moscou ainda não está preparada como deveria para o grande fluxo de
turistas que agora visita a Rússia é o número insuficiente de hotéis,
o que faz com que os existentes sejam caros. Outra característica é
a ausência de sinalização bilíngüe em pontos turísticos ou de
transporte, o que é inconveniente para o visitante não
habituado a se orientar por conta própria. Um terceiro ponto que
nos chamou atenção é a pequena quantidade de lojas oferecendo
artigos turísticos. O melhor local da cidade
para comprar lembranças, artigos típicos, souvenirs etc é na rua
Smolenskaja, uma área de pedestres com extensão aproximada de dois
quilômetros, a pouca distância do Kremlin. Lá estão diversas lojinhas oferecendo desde
camisetas, chapéus de cossacos, miniaturas das torres do Kremlin e
da catedral de São Basílio até os tradicionais ovos de madeira e das
bonequinhas
Matryoshkas, como essa que aparece ao lado, em tamanho grande. |
Ao
longo da rua Smolenskaja estão também alguns restaurantes, lojas de fast food e casas de cambio. Foi graças à orientação de
nossa guia que descobrimos ali o restaurante My My (em russo pronuncia-se Mu
Mu, como um mugido de vaca). Num sistema bandejão, você não precisa falar
nada, apenas aponta para o que deseja, e pode escolher entre dezenas de pratos
de carnes, aves, peixes, sopas, saladas e ótimas sobremesas). O My My tem uma
deliciosa comida típica num ambiente agradável, e sua cerveja
também é ótima. Não aceitam cartões de crédito.
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Custa a acreditar que a religião tenha sido
combatida durante tantas décadas na Rússia
soviética, quando vemos hoje a profusão de torres de templos
religiosos, sua arquitetura primorosa, seus interiores belíssimos, e
principalmente, a religiosidade do povo. Ao lado, vista do
Parque Iskusstv, um dos mais belos recantos da
cidade. Um roteiro turístico básico pela cidade costuma incluir
também uma visita a Vorobyovy Gory, colina
situada ao sul da cidade, margem oposta ao rio Moskva, junto ao
estádio Luzhniki e aos prédios universitários, de onde se tem um
excelente vista de Moscou. |
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Você seria capaz de adivinhar em qual museu ou
galeria de arte foi batida a foto ao lado? Pois saiba que, na
verdade, ela foi batida numa estação de metrô.
Por incrível que pareça, um bom programa em Moscou é tirar uma ou
duas horas para simplesmente passear de metrô e descer em algumas
estações pelo caminho para conhecê-las. Muitas delas tem paredes
revestidas com mosaicos formando painéis decorativos, são
ornamentada com estátuas, referências históricas, políticas e na
verdade muito mais eloqüentes e instrutivas que alguns livros
didáticos. Ao mesmo tempo, o metrô é eficiente e cobre toda a
cidade, embora seja muito difícil para um turista orientar-se
sozinho em seu interior. |
O
metrô de Moscou transporta cerca de oito milhões de pessoas por dia
com uma eficiência invejável, desde 1931. A maior estação é Komsomolskaya,
cujos painéis são uma autêntica aula de história russa. Também a estação
Mayakovskaya tem um teto de mosaicos que costuma deixar turistas
embevecidos. Veja duas fotos em alta definição do interior do metrô
clicando em Hall
da Estação e Painel
de Parede.
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A
Catedral de Cristo Salvador, ao lado, foi construída por
ordem de Alexandre I, como agradecimento pela Rússia não ter sido
invadida pelos bárbaros asiáticos. Consagrada em 1833, sua torre
principal tem 103 metros de altura. Assim como outros templos
religiosos da cidade, também este foi muito danificado pelos
soviéticos, e vem recebendo uma cuidadosa restauração. A ponte
de pedestres à sua frente fornece um ângulo ideal para belas fotos
da cidade. Clique
sobre a foto ao lado para ver este lugar em alta definição.
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A moeda oficial da Rússia
é o Rublo. A cotação costuma variar com freqüência, mas na
ocasião de nossa visita era de aproximadamente 26 Rublos para um dólar
americano. Tivemos alguns problemas na hora de fazer câmbio, notas antigas
de dólar não são bem aceitas, e mesmo em nosso hotel foram recusadas,
com a alegação - evidentemente infundada - que eram notas falsas. Cartões
de crédito são aceitos em diversos estabelecimentos comerciais, bastando
apresentar um outro documento de identificação. Para compras, pequenas
despesas do dia a dia e transportes locais é recomendável ter Rublos a mão. Veja uma foto
de Taxi
de Moscou.
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Os dois prédios ao lado demonstram o quanto a
arquitetura de Moscou tem mudado ultimamente, com a construção de
modernos prédios residenciais e comerciais. Quem tiver oportunidade
de fazer um tour pelos arredores da cidade verá com nitidez ainda
maior que o estilo moderno e arrojado destes grandes prédios vem
sendo adotado com freqüência nas novas e elegantes construções
residenciais. Seus preços de mercado, no entanto, são muito elevados para a grande maioria da população,
que permanece morando em prédios modestos e antigos, com apartamentos pequenos.
Moscou ocidentaliza-se a olhos vistos, mas não esquece sua história.
Como se sabe, os nazistas invadiram a Rússia em 1941, destruíram
dezenas de cidades e assassinaram milhões de russos. Seu avanço foi
detido a poucos quilômetros de Moscou, graças aos rigores do inverno
russo e à determinação do exército vermelho. O memorial Poklonnaja Gora, inaugurado em 1995, homenageia os defensores da
cidade durante aquele período difícil. |
Poklonnaja Gora é dominado por
uma coluna de granito com 122 metros de altura no centro de um parque com 135
ha. Quase no topo da coluna, a deusa da vitória parece levitar com uma coroa
de louros em suas mãos. O projeto de Z.K. Tsereteli foi inaugurado em 1995,
para as comemorações da Grande Guerra Patriótica, como os russos referem-se à 2a guerra mundial. Poklonnaja Gora está situado
a sudoeste do
centro, e é uma boa opção para quem gosta de caminhar por parques ou áreas
abertas. Outra alternativa para amantes do verde é conhecer o belo Parque
Gorki, o maior parque da cidade, também situado na região sudoeste de Moscou.
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Vista do Relógio Mundial, que mostra a hora em
todos em todos os fusos horários do hemisfério norte. Nesta área estão alguma
das avenidas mais movimentadas da cidade, como a Tverskaya,
Dmitrovka e Petrokka. Evidentemente, a grafia em russo não
é essa, mas na portaria dos hotéis costumam estar disponíveis mapas de
Moscou, com grafia tanto no alfabeto cirílico quanto no ocidental,
o que sempre facilita os deslocamentos pela cidade. |
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Clique sobre esta
foto para ver o museu em alta definição.
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Fachada sul do Museu
Histórico Nacional. Outra visita recomendável
para quem tiver condições de ir um pouco mais longe do centro é
ao Convento Nvodevichy, um dos mais bonitos da cidade. Fundado no século
16 este templo religioso testemunhou os mais importantes eventos da
história russa. Por aqui passaram Ivan o Terrível, Boris Godunov e
o Tzar Pedro I.
Após os roteiros
turísticos tradicionais, experimente uma caminhada pela cidade por
conta própria. Não existe nada melhor
para conhecer os mercadinhos, lojas, apreciar fachadas de prédios,
pequenas igrejas, observar os moscovitas em seu dia a dia, tomando ônibus, fazendo compras etc etc. Este, no entanto, é um programa
recomendável somente para quem tem um bom senso de orientação.
Como quase ninguém aqui fala inglês (supõe-se que visitantes falem
bem inglês, caso contrário você estará ainda mais incomunicável)
é aconselhável ter um bom mapa da cidade a mão, e saber
identificar onde se está. |
O Alfabeto russo é
composto por 33 letras, sendo 21 consoantes, 10 vogais e duas letras
sem som, cuja única finalidade é indicar se determinado som é forte
ou fraco. Descontadas as dificuldades de comunicação, não é difícil
se situar em Moscou. A cidade é cortada pelo rio Moskva, o que
ajuda a servir de referência. O centro é envolvido por um anel rodoviário e entrecortado por diversas avenidas que
conduzem ao miolo da cidade, onde está o Kremlin. Diversos prédios
altos dos novos hotéis ou monumentos podem ser tomados com referência
para orientar sua caminhada. Mas, por via das dúvidas, tenha sempre
anotado – em russo – o nome de seu hotel e o endereço. Foi
caminhando desta forma que atravessamos praticamente metade da
cidade e vimos muitas coisas interessantes. É seguro caminhar em
Moscou, bastando tomar os cuidados básicos de sempre, válidos para
qualquer cidade do mundo.
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Durante o período soviético foram construídos
diversos prédios como os da foto ao lado, que tinham por finalidade
não somente abrigar importantes escritórios e repartições
governamentais, mas também afirmar, arquitetonicamente, a grandeza
do regime e de suas propostas. Hoje, estas construções parecem
algo deslocadas no tempo e espaço, embora seja inegável seu
valor histórico. A maior parte abriga universidades ou prédios públicos,
e não tem mais a mesma importância política de outras eras. Estes
prédios são
conhecidos informalmente como as Torres de Stalin.
Atualmente o prédio ao lado abriga a Universidade de Moscou. |
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Há
necessidade de um guia para visitar a Rússia? Sim. Quase ninguém fala outras línguas além do russo,
e não há placas informativas em outros idiomas, inclusive nos
transportes públicos. Táxis freqüentemente cobram de acordo com a cara do
freguês, e os russos não tem muita disposição de parar na rua para dar
indicações a estranhos de como ir para este ou aquele lugar, principalmente se
não entendem sua língua. Quem não está acostumado a ler mapas pode ter
dificuldade de se locomover sozinho pela cidade, já que nomes de ruas,
estações de metrô, etc são somente escritos no alfabeto russo cirílico.
Para visitar a Rússia é
necessário obter visto, de preferência com antecedência, pois somente são
concedidos se foi comprovada uma reserva de hotel, em agência credenciada. Em
nossos passaportes, o visto estipulava até mesmo data de chegada e saída do
país, rigor que ainda não tínhamos visto em outros países. Ao chegar, seu
passaporte ficará retido no hotel até o dia seguinte, para registro. E é
recomendável levar sempre o passaporte ao passear pela cidade, já que a
polícia tem o direito legal de requisitar, a qualquer momento, a identificação
das pessoas.
Mas não deixe estas
recomendações lhe desestimular. A verdade é que, passadas as formalidades de
vistos, passaportes etc quando você finalmente sai pelas ruas a passear a
sensação é a mesma de estar visitando qualquer outra cidade desconhecida do
mundo, ou talvez até melhor. Tudo é estimulante, revelador, excitante. Até
mesmo eventuais dificuldades lingüísticas na hora de comprar uma Matryoshka ou
coca cola podem ser tornar divertidas brincadeiras envolvendo mímica e
sorrisos. Em nenhum momento tivemos qualquer tipo de problemas, e tudo, desde
a chegada, correu às mil maravilhas.
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Ao lado, um trecho da Catedral da Anunciação,
situada no interior do Kremlin, no trecho conhecido como Praça da
Catedral. Este largo permanece até hoje como o centro religioso da
cidade e do próprio Kremlin. A Catedral da Anunciação era comumente
utilizada para coroação dos Tzares. Dentre toda a linhagem de
soberanos da história russa, destaca-se a figura de Ivan, que
entrou para a história como Ivan o Terrível. Foi ele quem
conseguiu expulsar em definitivo as hordas invasoras bárbaras
provenientes da Sibéria, e estabelecer, a partir de então, um Estado
russo unificado. Seu nome permanece venerado em todo o país como o
Pai da Rússia, sendo que seu trono até hoje ocupa um local de
destaque dentro da Catedral. Aqui também estão as
sepulturas de importantes líderes da igreja ortodoxa russa. Mas o
verdadeiro destaque desta catedral é seu interior, primorosamente
adornado com ícones religiosos, cobrindo todas as paredes. |
À esquerda da foto acima vê-se a torre da Catedral, uma das estruturas
mais altas da cidade, visível de quilômetros em volta. Ao
lado da Catedral situa-se o maior sino já construído, fundido em 1701
e que nunca chegou a ser içado até a torre. A pouca distância encontra-se
também Canhão do Tzar, o maior canhão do mundo no gênero. Abaixo, um trecho da
muralha sul do Kremlin, e algumas de suas torres.
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Durante séculos o Kremlin tem sido testemunha de eventos históricos
e dramáticos da história da Rússia. Este imenso complexo, cuja
construção foi iniciada em 1147, forma o núcleo mais antigo de
Moscou. Na prática trata-se de uma fortaleza cercada por altas
muralhas, intercaladas por vinte torres. Em seu interior estão
situados prédios administrativos, repartições governamentais,
guarnições militares, palácios, museus, residências, igrejas,
monumentos e jardins. Somente alguns trechos são abertos à visitação
pública enquanto outros são reservados ao governo. |

Clique
sobre a foto acima para ver um dos portões do Kremlin
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O Kremlin
abrigou a sede do governo até a transferência da capital para São Petersburgo.
Depois da revolução bolchevique, em 1917, voltou a ser o endereço mais
importante da Rússia. Um de seus pontos de destaque é o
Salão
da Armoraria, onde está preservada uma inestimável coleção de
tesouros da história russa cobrindo o período que vai do século 4 ao 20.
São centenas de jóias de ouro, prata e pedras preciosas,
vestimentas, armaduras, tronos, carruagens, móveis, alguns dos
famosíssimos ovos Fabergé e uma infinidade de objetos diversos.
Outro destaque da exposição é o diamante de 180 quilates que
pertenceu à imperatriz Catarina a Grande.
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Vista do monumento a Pedro o Grande
- Petry Velikomu - situada junto a uma ilhota formada pelo rio Moskva e o
canal Vodootvodnyi, próximo ao centro da cidade. Com 55 metros de
altura, o monumento representa Pedro no comando de uma caravela com
velas enfurnadas. Em sua base é reproduzido artificialmente o
movimento de ondas do mar. Pela originalidade, o monumento atrai
imediatamente a atenção dos visitantes, mas nem por isso é uma
unanimidade entre os moscovitas, que o acusam de ser feio e
homenagear um vulto histórico muito mais ligado a São Petersburgo
que a Moscou.
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Outro ponto da cidade, no
entanto, é uma autêntica unanimidade entre moradores e turistas, o prédio
sede do Balé Bolshoi, fundado em 1825. Amantes das artes e em especial da
dança clássica costumam ficar emocionados ao ver de perto a sede deste
bale que se tornou sinônimo de arte. Dependendo da
época de sua visita a Moscou pode-se assistir aqui às suas apresentações.
Também sempre lembrado é o
Museu Lubyanka da KGB, antiga sede
da polícia secreta soviética, e que disputava com o FBI americano a supremacia
mundial nos serviços de informações. A visita ao museu da KGB deve ser
agendada com antecedência.
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A torre
Spasskaya, ao lado, é considerada por muitos como a mais bonita do Kremlin. Sua
construção foi iniciada em 1491,
de acordo com um projeto do artista italiano Pietro Antonio Solari.
A estrela vermelha no topo foi adicionada mais tarde, por influência
do regime soviético, e até hoje permanece no mesmo lugar. Em
diversos prédios e elementos arquitetônicos pela cidade ainda
é possível encontrar-se a estrela vermelha, embora a Rússia
tenha, desde 1990, abolido a conhecida bandeira com foice e martelo
sobre fundo vermelho e voltado a adotar a bandeira tricolor do tempo
imperial, com faixas azul, vermelha e branca. Durante muito a torre Spasskaya foi a principal porta de entrada para o Kremlin, mas
atualmente o acesso de visitantes é feito principalmente por três
outras portas, situadas no lado norte da muralha.
Clique sobre a foto ao lado para ver a torre
Spasskaya em alta definição.
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Na foto abaixo, mais
uma vez, a Catedral de São Basílio (a mesma que aparece na primeira foto
desta página). O
principal ícone turístico de Moscou tem suas origens no século 16, quando
uma pequena igreja de pedra foi erguida neste mesmo local, onde estaria
enterrada Santa Sofia. Aproximadamente na mesma época, os russos obtiveram
uma vitória definitiva sobre as hordas asiática que ameaçavam
Moscou. Para comemorar o evento Ivan o Terrível ordenou a construção de
sete igrejas na praça vermelha.
O diferencial
nesta catedral é que as igrejas são conectadas entre si, formando um único
conjunto, embora com características arquitetônicas e cores diferentes, o que
pode ser facilmente constatado observando-se cada torre. Cada uma
das igrejas foi projetada para homenagear diferentes eventos da
campanha contra os bárbaros. Assim, a Catedral
compõe-se de uma nave central, ladeada por outras igrejas, formando um conjunto ao mesmo tempo independente e integrado.
Ao todo, o conjunto tem nove torres.
A torre
noroeste, por exemplo homenageia Santa Ustina e Cipriano, santos do dia em que
a capital mongol Kazaan foi conquistada, enquanto a torre sudeste foi consagrada para homenagear
Nicola Velikoretsky, cujo nome também está
relacionado à conquista russa. O templo não tem uma fachada principal, pois
foi concebido para ser apreciado igualmente de todos os lados, assim como o próprio
globo terrestre.
Não há serviços
religiosos regulares no local, pois seu status é mais de monumento nacional e
histórico do que religioso. Embora seu nome oficial seja Catedral da
Anunciação de Nossa Senhora, este
templo maravilhoso e suas torres coloridas tornaram-se conhecidas em todo o
mundo como Catedral de São Basílio, a qual, além do papel
histórico, acumula agora também a função de coadjuvante em centenas de fotografias batidas
diariamente pelos turistas
que lotam a Praça Vermelha.
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Clique
sobre esta foto.
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Finalizando, podemos dizer que a capital da Rússia foi para nós uma
das visitas mais marcantes e bonitas que já fizemos. Nos deixou a
certeza que precisaríamos ter permanecido meses, para conhecer
com detalhes todos os tesouros históricos que lá estão. Moscou revelou-se
um cidade surpreendente, de vários matizes e contrastes. E passada
aquela impressão inicial de gelo do povo, percebemos que na verdade esta é uma
gente simples, que ainda precisa de um tempo para assimilar todas as
mudanças que tem acontecido em sua terra. No final a impressão
foi tão boa que saímos de lá até com vontade de aprender
russo. Tudo bem, não vamos exagerar... Mas o que podemos
afirmar com certeza é que Moscou valeu cada centavo e cada momento. |
A música dessa página é
Sempre em Frente, canção tradicional russa.
Para interromper a execução clique em X (parar).
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