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Em 29 maio de 1453 o sultão Mehmet II conseguiu romper as muralhas de Constantinopla e invadir a cidade. Um evento tão marcante que passou a ser considerado como início da Idade Moderna. Constantinopla foi rebatizada de Istambul e, pode-se dizer, sua história confunde-se com a história das civilizações. Esta é uma cidade de contrastes, começando por suas inúmeras e belíssimas mesquitas, e por uma sociedade ainda machista, com homens passeando de mãos dadas, mulheres com o corpo e rosto envolto em véus, lado a lado com jovens vestidas com típicas roupas ocidentais. Um pouco confusa, algo agitada, bastante religiosa e totalmente surpreendente, Istambul é um lugar cheio de revelações. É um daqueles destinos que a gente escolhe quando procura algo bem diferente.

   

A primeira imagem de Istambul, aquela que não sai de nossas cabeças é a de quando o avião já estava suficientemente baixo para que pudéssemos distinguir os prédios, e se tornaram visíveis as dezenas de mesquitas da cidade, e suas torres pontiagudas direcionadas para o céu. Naquele momento já foi possível sentir que aquele era um lugar diferente de todos que já tínhamos visitado. Depois, a caminho do hotel, atravessando grandes e verdes parques repletos de gente com roupas coloridas, crianças brincando, homens fumando, mulheres conversando, tudo parecia contribuir para nos dar as boas vindas e passar a sensação que a cidade nos recebia de braços abertos, até mesmo o céu azul e o brilho do sol daquela manhã de domingo.

 

A história recente da Turquia foi traçada por Atäturk (Pai dos Turcos). Foi ele quem, em 1922, acabou com os privilégios dos sultões e trouxe democracia ao país. Além disso, aboliu a complicada escrita Árabe-Otomana e introduziu o alfabeto ocidental. Comece sua visita à cidade pelas mesquitas. A da foto à esquerda foi clicada frente à Basílica de Santa Sofia, uma das maiores realizações arquitetônicas de todos os tempos. Inaugurada como igreja católica no ano 537, após a tomada da cidade pelos Otomanos, ela foi convertida em mesquita e teve quatro minaretes construídos ao lado. Quanto maior o número de minaretes, maior a importância da mesquita. Cinco vezes ao dia, os religiosos faziam orações no topo destes minaretes. Hoje as orações continuam sendo ouvidas em toda cidade, mas são transmitidas por alto-falantes. 98% da população Turca é de religião islâmica. Atualmente, Santa Sofia é um Museu.

Istambul é dividida em quatro principais regiões, todas no lado europeu, conhecidas como Região do Palácio do Sultão, Sultanhamet (onde ficam a basílica Santa Sofia e Mesquita Azul), Bairro dos Bazares (onde está o grande bazar da cidade) e Beyoglu (onde fica Taksin, setor mais moderno da cidade). A cidade é grande, e para ir de um bairro a outro existem várias linhas de ônibus e barcos. Os preços não são caros, comparados a outras cidades européias, mas nem sempre é fácil entender as rotas e destinos. Não hesite em pedir informações, e lembre que mímica e inglês freqüentemente ajudam muito a comunicação. Mas o povo tem boa vontade com turistas, e é capaz até de seguir junto só para lhe mostrar o caminho.

 

Não deixe de visitar o Museu Arqueológico (Arkeoloji Müzesi), onde estão relíquias de todas as partes do império Otomano. Merecem destaque o Sarcófago de Alexandre o Grande, o Tratado de Kadesh (onde estão gravados os termos do tratado de paz firmado entre egípcios e Hititas, no ano 1269AC), relíquias de 3000AC da cidade de Tróia e objetos diversos das civilizações de Anatólia, Trácia e Bizâncio. 

Ao lado uma imagem dos típicos vendedores de água, que vestidos com trajes típicos e carregando grandes vasilhames nas costas costumam percorrer as ruas posando para fotos com turistas. Os copos coloridos de água ou suco são servidos com o auxílio de uma manguerinha.

 

Istambul é uma cidade situada em dois continentes. Parte fica na Europa e parte na Ásia. O canal da foto, o Estreito de Bósforo faz a divisão entre os continentes. Pegue um dos barcos que saem dos portos de Kabatas ou Eminonu, atravesse o Estreito de Bósforo, e vá dar uma voltinha logo ali na Ásia, onde fica Uskudar, o principal bairro asiático de Istambul. Alguns pontos em destaque nesta parte da cidade são A Torre de Leandro (Kiz Kulesi), Mesquita do Semsi Pasa, Mesquita dos Azulejos (Cinili Camii) e estação de trens Haydarpasa, a maior da cidade. 

Táxis são baratos e cobram pelo taxímetro. Caminhar é uma boa opção para conhecer a cidade de perto, mas procure levar um bom mapa e caminhar com atenção, porque o lado mais antigo de Istambul é um labirinto de estreitas ruas, calçadas que podem desaparecer, e às vezes é preciso disputar espaço com os carros

 

O Grande Bazar existe há séculos e é imperdível. Lembrando um labirinto sem fim, ele mais parece cenário de filme das Arábias. Lá se encontra de tudo, sejam tapetes aos milhares, jóias de ouro e prata, artesanato, alimentos, temperos, perfumes, roupas, cerâmicas, narguilés de todos os tamanhos, e lembranças para todo mundo da família. Mas atenção: Nunca pague direto o que o vendedor pedir, ofereça apenas metade. Pechinchar faz parte da tradição local e ninguém se ofende com isto. Muito pelo contrário, a ofensa está em aceitar o primeiro preço oferecido pelo comerciante, o que pode ser interpretado como desprezo pelo produto.

Quer agora um programa diferente? Experimente um banho turco (Hamam), uma das mais antigas tradições do país. Consiste numa sauna a vapor intercalada com revigorantes massagens. Os massagistas tem fama de torcer cada músculo dos clientes, mas o resultado final é muito relaxante.

 

Ao lado uma foto da Mesquita Azul, a principal da cidade. Para entrar numa mesquita é necessário tirar os sapatos e geralmente são distribuídos na entrada sacos plásticos para colocar nos pés, e sacolas para levar os sapatos, que devem ser devolvidas na saída. Mulheres devem evitar roupas decotadas ou ombros de fora. Para aquelas que estejam vestidas assim são distribuídos xales para colocar nas costas. Também é usual cobrir a cabeça com um lenço, em sinal de respeito à fé muçulmana.

No interior da mesquita, há um local delimitando a área de orações apenas a quem realmente deseja rezar. Lembre que além de atração turística, esta é uma casa de orações, por isso o silêncio é recomendável. Mulheres muçulmanas fazem suas orações separadas dos homens, num setor situado nos fundos da mesquita. Ao sair, não esqueça de fazer uma doação àquela casa religiosa, o que sempre é bem vindo como sinal de gentileza e respeito.

 


Quem gosta de castelos não deve deixar de visitar a Fortaleza da Europa (Rumeli Hisari, na imagem ao lado), situada cerca de 20 km ao norte da cidade, um imponente castelo medieval. Por outro laod, bem mais próximo e mais luxuoso é o Palácio Dolmabahce, um tipo de Versalhes à moda Turca. O luxo e extravagância deste palácio construído pelo sultão Abdül Mecit em 1856 são estonteantes. Merecem destaque a Escadaria de Cristal, Salão Cerimonial, Harém e Salão Azul, onde está o maior lustre de cristal do mundo. Foi neste palácio que Atäturk passou seus últimos dias, e o relógio de seu quarto mostra até hoje a hora em que o Pai do Turcos faleceu.

 

Além das mesquitas e do grande bazar, outra visita que não se pode deixar de fazer é ao Palácio Topkapi, residência dos antigos sultões turcos. A área do palácio é formada por uma sucessão de pavilhões, pátios e jardins, onde estão trajes imperiais e tesouros de encher os olhos e imaginação. O ponto mais famoso do palácio é o Harém, onde fizemos a foto ao lado. Um sultão podia ter mais de mil mulheres, e elas viviam todas no Harém. Além do sultão, os únicos homens que podiam entrar no Harém eram os eunucos, escravos castrados que atendiam às mulheres. Ser eunuco era ter um bom emprego e algumas famílias preparavam seus filhos desde pequenos para esta função.

Ao contrário do que relatam alguns contos eróticos, um sultão não mantinha relações físicas com todas mulheres. Esse privilégio cabia apenas às suas quatro ou cinco esposas oficiais (Kadins, as favoritas) e às eventuais Gözdes (novatas que caiam em suas graças). Todas as demais eram apenas serventes com funções diversas. A responsável e maior autoridade dentro do harém era a mãe do Sultão, e cabia a ela controlar todas as outras mulheres. Quando um sultão morria todo mundo tinha que deixar o Harém, mãe, mulheres, esposas, filhas e serviçais. Vinham então as mulheres do novo sultão. As favoritas conseguiam acumular bastante dinheiro e jóias, e depois da morte do sultão podiam viver dentro de ótima situação financeira.

 

Caminhar por Istambul revela a todo momento uma sucessão de contrastes e numa mesma rua pode-se cruzar com mulheres maquiadas e vestindo terninhos e vestidos tipicamente ocidentais ou então trajando hijab, chador, niqab, shaila, al-amira ou khimar (imagem ao lado), os diferentes tipos de véus islâmicos. Mas o que nos chamou mesmo a atenção foi a culinária. Istambul é cheia de pequenos restaurantes onde os pratos são preparados na entrada, bem à vista dos fregueses. Basta apontar o que você quer e o atendente vai colocando os itens escolhidos em pratinhos separados. A comida não é muito diferente da nossa, mas costuma ser mais condimentada.

Entre os pratos mais populares estão o Kebab (espetinhos de carne, peixe ou legumes), frango (preparado de várias formas), berinjela (muito usada como acompanhamento ou recheada com carnes, etc), e também camarão, atum, alcachofras, pimentão e almôndegas, além de pão à vontade para acompanhar. Para arrematar experimente um café ou chá turcos, geralmente fortes e sempre servidos em pequenos e artesanais recipientes de vidro. Mas não espere encontrar áreas de não fumantes. Ninguém por aqui se preocupa com isto.

 

Esta foto foi tomada em frente à Torre de Gálata (Galata Kulesi), a construção mais alta da cidade. Ela está situada bem no centro de um labirinto de ruas, na região de Beyoglu. Construída em 1348, ela fazia parte das antigas fortificações da cidade. Hoje é mais uma atração turística, e principalmente, o melhor ponto de observação para quem quer ver Istambul de cima. Chega-se ao topo por um elevador, e à noite o restaurante do último andar apresenta shows com danças típicas e pratos regionais.

Quando estávamos lá em cima os relógios marcavam 13 horas, um dos momentos de oração na cidade, assim pudemos ouvir preces simultâneas, vindas de mesquitas em todas direções. Outro bom local para assistir danças típicas é no Mosteiro Mevlevi. Nele os famosos dançarinos Dervixes Rodopiantes fazem apresentações no último domingo de cada mês.

 

Fazer uma foto pisando em solo europeu e tendo a Ásia como pano de fundo é irresistível, por isso, são poucos os turistas que chegam a esta sacada do Palácio Topkapi e resistem à tentação. Outra tentação irresistível são os doces turcos. Saímos de Istambul convencidos que eles são os melhores do mundo! Esqueça a dieta e experimente as Tulumbas e Baklavas, folheados de mel, recheados de castanhas, cornucópias de chocolate e pudins de frutas, só para citar alguns. Delícias vendidas em tabuleiros pelas ruas, mas dignas do mais refinado gourmet.

 

Bem no centro está uma das visitas mais impressionantes da cidade, a Cisterna da Basílica (Yerebatan Saray). É um enorme reservatório subterrâneo de água, construído pelos Bizantinos no ano 532 para abastecer o palácio, e sustentado por 336 colunas de 8 metros de altura. Visite o trecho onde está representada a cabeça da Medusa, local de um santuário de ninfas aquáticas e passe no pequeno restaurante iluminado a velas existente dentro da cisterna. É o melhor lugar para se pedir um chá e apreciar com calma toda a beleza daquele ambiente. 

 

O aeroporto de Istambul é um dos maiores e mais modernos da Europa. Fica situado 25 km a oeste. A melhor opção de transporte para o centro são os confortáveis ônibus da linha Havas, com saída a cada 30 minutos bem da frente da área de desembarque. Se você quer hospedar-se num hotel bem situado, sugerimos que opte pela região próxima à praça Taksim, onde estão os melhores hotéis da cidade, ao estilo ocidental, e nem por isso mais caros. Ficamos no Hotel Taksin Square, um dos prédios na foto ao lado. Próximo a ela situa-se a rua Cad Istiklâl, principal artéria de comércio de Istambul, e cuja marca registrada é o simpático bondinho que circula de uma extremidade a outra. As melhores lojas da cidade estão aqui, além de diversos bares, restaurantes cinemas e consulados. 

 

A imagem símbolo que Istambul nos deixou é a de uma embarcação com a flamejante bandeira Turca navegando pelo estreito de Bósforo, com a torre de Gálata ao fundo, pairando sobre os bairros antigos de Istambul. Estar situada metade na Europa e metade na Ásia simboliza bem este lugar, pois aqui o oriente convive com o ocidente e hábitos milenares estão ao lado de costumes do século 21. E principalmente muçulmanos e cristãos convivem em paz. É uma terra de fortes contrastes, reveladora em cada uma de suas ruelas e mercados, e fascinante durante as vinte e quatro horas do dia. 

 

 

A música desta página é Donmelisin, melodia popular da Turquia. Para interromper sua execução clique em X (parar)

 


Bandeira da Turquia