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Helsinque, Helsinki ou Helsingfors. Este é
aquele lugar onde tudo parece funcionar bem, na hora certa, do modo
certo. Os carros param para os pedestres atravessarem as ruas, os
pedestres não atravessam a rua fora das faixas, não se ouvem
buzinas, os motoristas de táxi não passam os turistas para trás na
hora de cobrar a corrida, os bondes passam nos pontos na hora certa.
A primeira impressão que visitantes acostumados ao tumulto de outras
cidades tem ao caminhar por aqui é de uma agradável paz,
combinada com uma incomum sensação de segurança. Dá até para
desconfiar de um lugar tão certinho, e fica no ar a impressão que
não é possível que este lugar seja mesmo assim, que deve ter
alguma coisa errada em algum lugar. Mas o fato é que não se vê mesmo nada
errado por aqui. Se existe um lugar no mundo onde
tudo funciona bem, este lugar é Helsinque.
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Helsinque não
é exatamente o tipo de lugar onde as pessoas vão passar as férias. É mais o tipo de lugar
que a gente aproveita para visitar quando já está
passando por perto, seja partindo de Estocolmo ou a caminho de São
Petersburgo. A cidade é relativamente pequena, calma e fria, e isso
desestimula quem gosta de agito ou movimento. É um lugar ideal para
ser percorrido a pé, pois suas principais atrações estão na região
central, numa dentro de uma área facilmente percorrida a pé. |
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Chegamos a Helsinque de trem, vindos de São
Petersburgo. A estação ferroviária é um dos principais prédios do centro,
situada próximo a tudo que é importante. Como nosso hotel, o
Scandic Marski, também ficava perto,
decidimos ir caminhando até ele. Depois de passarmos uma temporada na Rússia,
onde praticamente ninguém fala inglês, foi com alívio que, ao perguntarmos
a um mecânico de rua onde ficava nosso hotel, ele nos respondeu num inglês
perfeito onde era, e a melhor forma de chegar até lá.
A avenida Mannerheimintie, que aparece na foto acima,
é o endereço de alguns dos principais hotéis de Helsinque, além de restaurantes, lanchonetes e
diversos estabelecimentos comercias, com destaque para a loja de
departamentos
Stockmann, a maior de Helsinque.
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Clique sobre esta foto para vê-la em alta
definição
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Ao lado, uma imagem da Praça do Senado, um
dos pontos marcantes da cidade. Esta praça é dominada pela
catedral Luterana (Tuomiokirkko), o prédio branco ao fundo, construção de 1852.
No centro da praça, um monumento homenageia o Tzar Russo Alexandre
II. Cercando
a praça estão outros prédios importantes, como o
Conselho de Estado (construção de 1822), a Universidade (1832) e
Biblioteca central. Todo o conjunto é extremamente harmônico
arquiteturalmente, e costuma estar sempre repleto de turistas. Em
volta há também lojas de artigos turísticos e pequenos
restaurantes. |
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A menos de um quilômetro da praça do Senado
situa-se a
Catedral Uspenski, erguida no topo de uma colina, frente
ao porto. Construída com tijolos vermelhos, este templo ortodoxo foi
projetado por Aleksei Gornostayev, russo de São Petersburgo, e
concluída em fins do século 19. Externamente, este prédio em
estilo bizantino destaca-se da arquitetura típica dos prédios à
sua volta. Mas seu interior é ainda mais opulento, graças às
paredes cobertas por ícones ortodoxos. Quem já esteve na Rússia,
com certeza vai perceber a semelhança de estilo entre as catedrais
ortodoxas de São Petersburgo e esta, o que é compreensível,
considerando que até 1919 a Finlândia pertenceu à Rússia. |

Clique sobre esta foto para vê-la em
alta definição. |
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Ao lado, vista da rua residencial Cygnaeuksenk,
trecho entre a colina da igreja Temppeliaukio e o parque Djurgarden.
Um passeio recomendável é tirar duas ou três horas para conhecer as
ruas desta parte da cidade, percorrendo as vias
Lonnrotink, Uudenmaankatu e Bulevarden, que abrigam dezenas de restaurantes, lojinhas, sebos,
antiquários, curiosidades e prédios residenciais. Observe que a
maioria dos prédios residenciais da cidade é no estilo caixote. |
Caminhando por estas redondezas, vale a pena parar no restaurante
Lautanen, famoso por servir pratos típicos finlandeses, com boas
porções e preços aceitáveis. Ou então o
Kynsilaukka,
especializado em pratos com alho, muito apreciados por aqui, ambos
situados no centro. Quem preferir comprar queijos e vinhos para um jantar
personalizado no hotel vai encontrar um ótimo supermercado 24 horas no
subsolo do Sokos Hotel, também na avenida Manneheimintie.
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Depois
da Mannerheimintie, a principal via comercial da cidade é a
Aleksanterinkatu, onde o movimento dos modernos e
silenciosos bondes é constante. A foto ao lado foi batida na esquina
das duas vias. Na Aleksanterinkatu estão lojas elegantes, relojoarias,
música, cafés etc. O sistema de transporte público de
Helsinque é considerado um dos mais eficientes da Europa. A
integração de bondes, ônibus, metrô e ferries permite aos moradores
e turistas ir de um lado para outro com apenas um bilhete, o qual
pode ser comprado em máquinas automáticas espalhadas pela cidade.
Turistas tem a opção de comprar bilhetes semanais, mais baratos que
bilhetes diários. Quem estiver de carro também não vai encontrar
problemas, pois o trânsito flui sem problemas. Quanto à segurança, a
cidade é impecável, e os níveis de criminalidade aqui estão entre os
mais baixos da Europa.
Clique sobre a foto ao lado
para ver uma imagem em alta definição da avenida Aleksanterinkatu.
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Não deixe de conhecer a Igreja Temppeliaukio,
uma das principais atrações turísticas da cidade. Seu nome
significa Igreja na Rocha. Projetado pelos irmãos Timo e
Tuomo
Suomalainen, este templo foi construído dentro de uma sólida rocha
de granito, em 1969, e a impressão que se tem lá dentro é
de estar no interior de uma cratera. A cobertura da igreja é feita
por um círculo côncavo de cobre, e o conjunto resultante é
diferente de tudo que já tínhamos visto no gênero. Temppeliaukio é utilizada também como local de apresentações
musicais diversas. Está aberta todos os dias e a entrada é grátis.
A foto ao lado mostras um detalhe de sua cobertura e paredes de
rocha. |
Clique na foto acima para ver imagem em alta
definição do interior da igreja Temppeliaukio.
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Um dos locais mais aprazíveis de Helsinque é
a avenida Pohjoisesplanadi, situada em frente a um simpático
jardim. Foi aqui que encontramos um ótimo café, com mesas na calçada
em frente. Em seu interior, um excelente bufe oferece desde salgados
até doces diversos para acompanhar chá ou chocolate quentes, pedidas
ideais para o clima frio da cidade. Depois aproveite para
visitar o Museu Nacional, que tem interessantes exposições
a respeito da vida na Finlândia, deste os tempos históricos até
a época atual. Entre as exposições estão armas, roupas típicas
e objetos diversos das antigas civilizações.
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Você sabia que uma das maiores empresas de comunicações do mundo é
finlandesa? É a Nokia.
Quando partimos de Helsinque sentou ao nosso lado no avião um representante
desta empresa, que nos falou muito sobre sua firma e sobre a fábrica
construída no Brasil, na zona franca de Manaus.
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Procure tirar uma tarde para visitar a fortaleza
Suomenlinna,
na imagem ao lado, uma das mais lembradas atrações locais. Situada
numa ilha próxima de Helsinque, esta guarnição militar com 250
anos de idade foi erguida quando o país ainda era controlado pela
Suécia. Diversas embarcações zarpam da praça do mercado e levam
os visitantes até lá, sendo que a jornada dura somente 15 minutos.
O centro de informações turísticas, situado no interior da fortaleza,
fornece mapas e dicas sobre todo o local e suas atrações. Quase
mil pessoas ainda moram lá, trabalhando tanto no preservado setor
militar como nos prédios históricos que formam o conjunto, entre
os quais diversos museus, parques, praia, restaurantes e até uma
cervejaria própria. Desde 1991 Suomenlinna faz parte da lista
de Patrimônios Universais da Unesco.
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Você sabia que, de acordo com levantamentos realizados anualmente pela
ONG
Transparency International, especializada no combate à corrupção,
dentre 163 países pesquisados a Finlândia é o lugar do mundo onde menos
existe corrupção?
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Ao lado, uma imagem da avenida Mannerheimintie
numa tarde com muito sol e muito frio. Por estar situada bem
ao norte, durante o verão os dias são longos e o sol quase não
some no horizonte, dando origem ao conhecido fenômeno do Sol
da Meia Noite. Por outro lado, durante o pique do inverno,
as horas de luz são poucas, criando o fenômeno oposto, que batizamos
de Lua do Meio Dia... De qualquer forma, para quem está
acostumado a ter sempre luz e escuridão em cada período de 24
horas, este deve ser um lugar bem diferente para se viver.
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Mais um passeio interessante nos arredores é visitar
Seurasaari, museu ao ar livre representando o interior da Finlândia.
Construído aos moldes do Skansen de Estocolmo, o local tem residências,
igrejas, estábulos, escolas e diversas outras construções do país, reproduzindo
sua arquitetura original. Ao todo são oitenta e seis prédios reproduzindo
a vida numa comunidade típica do interior, durante os séculos 18 e 19.
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A embarcação estacionada no porto da cidade leva
o nome do Tzar russo Nicolau II, mais uma das lembranças do longo
período em que a Finlândia foi possessão russa. Frente ao porto
situa-se a Praça do Mercado, um lugar que vale a pena conhecer.
É entre as dezenas de bancas armadas todas as manhãs que pode-se
encontrar de tudo um pouco. Frutas, peixes, sanduíches, temperos,
pratos típicos, casacos de lã, roupas, curiosidades, lembranças,
souvenirs etc.
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Do lado oposto ao cais, por trás das barraquinhas, alinham-se
prédios de arquitetura imponente, como a Prefeitura e o Palácio
Presidencial. Também é desta praça que partem excursões marítimas
pelas redondezas, bem como os ferries e cruzeiros para outras capitais
européias, como Estocolmo, Talin e São Petersburgo. Foi daqui que partimos
para visitar Talin, a bordo de um super confortável e veloz ferry, conhecido
como Seacat, da empresa
Silja Line. Para preços e horários, confira o site desta empresa.
Ou então veja na página links o endereço de seus credenciados no
Brasil, a Kolibri Tours.
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O nome oficial da Finlândia é Suomen Tasavalta,
e a população de sua capital é de aproximadamente 900 mil pessoas.
A língua local é o finlandês, mas sueco e inglês são também compreendidos
praticamente por todos. Ao norte do país, o Sami é falado principalmente
pelas populações daquela área, conhecida como Lapônia. Principalmente
na época de Natal, é grande o número de turistas visitando a Lapônia,
conhecida como a Terra de Papai Noel. Levamos destas terras
frias ótimas lembranças. Helsingfors é uma cidade de pessoas educadas,
eficientes e bonitas, e com certeza é um lugar para ser incluído
em qualquer bom roteiro pelos países nórdicos.
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A música dessa página é o Hino da Finlândia.
Para interromper a execução clique em X (parar).
Oi maamme Suomi, synnyinmaa,
soi, sana kultainen!
Ei laaksoa ei kukkulaa,
ei vetto rantaa rakkaampaa
kuin kotimaa to pohjoinen,
maa kallis isien.
Sun kukoistukses kuorestaan
keerrankin puhkeaa;
viel' lempemme saa nousemaan,
sun toivos, riemus loistossaan,
ja kerran laulus, synnyinmaa,
korkeemman kaiun saa.

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