Helsinque

Nesta página estão 12 fotos batidas na cidade de Helsinque, Finlândia. Colocando o mouse sobre as fotos você verá um texto adicional.

 

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  Durante o primeiro milênio, as terras hoje ocupadas por Helsinque eram habitadas por tribos conhecidas como Finns. Foi somente a partir do século 12, com a chegada de expedições Suecas que surgiu a primeira sociedade politicamente desenvolvida.

Helsinque, Helsinki ou Helsingfors. Este é aquele lugar onde tudo parece funcionar bem, na hora certa, do modo certo. Os carros param para os pedestres atravessarem as ruas, os pedestres não atravessam a rua fora das faixas, não se ouvem buzinas, os motoristas de táxi não passam os turistas para trás na hora de cobrar a corrida, os bondes passam nos pontos na hora certa.  A primeira impressão que visitantes acostumados ao tumulto de outras cidades tem ao caminhar por aqui é de uma agradável paz, combinada com uma incomum sensação de segurança. Dá até para desconfiar de um lugar tão certinho, e fica no ar a impressão que não é possível que este lugar seja mesmo assim, que deve ter alguma coisa errada em algum lugar. Mas o fato é que não se vê mesmo nada errado por aqui. Se existe um lugar no mundo onde tudo funciona bem, este lugar é Helsinque.

 

Helsinque não é exatamente o tipo de lugar onde as pessoas vão passar as férias. É mais o tipo de lugar que a gente aproveita para visitar quando já está passando por perto, seja partindo de Estocolmo ou a caminho de São Petersburgo. A cidade é relativamente pequena, calma e fria, e isso desestimula quem gosta de agito ou movimento. É um lugar ideal para ser percorrido a pé, pois suas principais atrações estão na região central, numa dentro de uma área facilmente percorrida a pé.

  Para consolidar seu poder sobre estas terras, o rei da Suécia determinou a construção de diversas fortalezas. Em fins do século 13 a Finlândia já contava com os fortes de Abo, Tavastehus e Viborg.

Chegamos a Helsinque de trem, vindos de São Petersburgo. A estação ferroviária é um dos principais prédios do centro, situada próximo a tudo que é importante. Como nosso hotel, o Scandic Marski, também ficava perto, decidimos ir caminhando até ele. Depois de passarmos uma temporada na Rússia, onde praticamente ninguém fala inglês, foi com alívio que, ao perguntarmos a um mecânico de rua onde ficava nosso hotel, ele nos respondeu num inglês perfeito onde era, e a melhor forma de chegar até lá.

A avenida Mannerheimintie, que aparece na foto acima, é o endereço de alguns dos principais hotéis de Helsinque, além de restaurantes, lanchonetes e diversos estabelecimentos comercias, com destaque para a loja de departamentos Stockmann, a maior de Helsinque. 

 

  Helsinque foi fundada em 12 de junho de 1550, graças a um decreto do rei sueco Gustavo I. Para colonizar a região, ele ordenou a transferência de povos das cidades próximas de  Porvoo, Tammisaari e Rauma. Com isto ele pretendia assegurar o controle sueco na região.
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Ao lado, uma imagem da Praça do Senado,  um dos pontos marcantes da cidade. Esta praça é dominada pela catedral Luterana (Tuomiokirkko), o prédio branco ao fundo, construção de 1852. No centro da praça, um monumento homenageia o Tzar Russo Alexandre II.  Cercando a praça estão outros prédios importantes, como o Conselho de Estado (construção de 1822), a Universidade (1832) e Biblioteca central. Todo o conjunto é extremamente harmônico arquiteturalmente, e costuma estar sempre repleto de turistas. Em volta há também lojas de artigos turísticos e pequenos restaurantes. 

 

A menos de um quilômetro da praça do Senado situa-se a Catedral Uspenski, erguida no topo de uma colina, frente ao porto. Construída com tijolos vermelhos, este templo ortodoxo foi projetado por Aleksei Gornostayev, russo de São Petersburgo, e concluída em fins do século 19. Externamente, este prédio em estilo bizantino destaca-se da arquitetura típica dos prédios à sua volta. Mas seu interior é ainda mais opulento, graças às paredes cobertas por ícones ortodoxos.  Quem já esteve na Rússia, com certeza vai perceber a semelhança de estilo entre as catedrais ortodoxas de São Petersburgo e esta, o que é compreensível, considerando que até 1919 a Finlândia pertenceu à Rússia.

  Por estar situada entre Rússia e Suécia, esta região sempre foi território disputado pelos dois países. Para atingir os suecos, Helsinque foi invadida por tropas russas em 1713. Na ocasião a cidade foi completamente destruída.
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  Em 1727 Helsinque já estava parcialmente reconstruída. Mas na mesma ocasião, com a transferência da capital russa para São Petersburgo, situada a pouca distância de Helsinque, a ameaça ficou mais perto dos finlandeses.

Ao lado, vista da rua residencial Cygnaeuksenk, trecho entre a colina da igreja Temppeliaukio e o parque Djurgarden. Um passeio recomendável é tirar duas ou três horas para conhecer as ruas desta parte da cidade, percorrendo as vias Lonnrotink, Uudenmaankatu e Bulevarden, que abrigam dezenas de restaurantes, lojinhas, sebos, antiquários, curiosidades e prédios residenciais. Observe que a maioria dos prédios residenciais da cidade é no estilo caixote.

Caminhando por estas redondezas, vale a pena parar no restaurante Lautanen, famoso por servir pratos típicos finlandeses, com boas porções e preços aceitáveis. Ou então o Kynsilaukka, especializado em pratos com alho, muito apreciados por aqui, ambos situados no centro. Quem preferir comprar queijos e vinhos para um jantar personalizado no hotel vai encontrar um ótimo supermercado 24 horas no subsolo do Sokos Hotel, também na avenida Manneheimintie.

 

Depois da Mannerheimintie, a principal via comercial da cidade é a Aleksanterinkatu, onde o movimento dos modernos e silenciosos bondes é constante. A foto ao lado foi batida na esquina das duas vias. Na Aleksanterinkatu estão lojas elegantes, relojoarias, música, cafés etc. O sistema de transporte público de Helsinque é considerado um dos mais eficientes da Europa. A integração de bondes, ônibus, metrô e ferries permite aos moradores e turistas ir de um lado para outro com apenas um bilhete, o qual pode ser comprado em máquinas automáticas espalhadas pela cidade. Turistas tem a opção de comprar bilhetes semanais, mais baratos que bilhetes diários. Quem estiver de carro também não vai encontrar problemas, pois o trânsito flui sem problemas. Quanto à segurança, a cidade é impecável, e os níveis de criminalidade aqui estão entre os mais baixos da Europa. 

Clique sobre a foto ao lado para ver uma imagem em alta definição da avenida Aleksanterinkatu.

  Em 1808 Rússia e Suécia entram novamente em guerra, mas desta vez a Finlândia saiu lucrando. Interessados em enfraquecer militarmente a Suécia, os russos conquistam a Finlândia e lhe concedem autonomia política.

 

  Com a derrota da Suécia para os russos, a partir de 1809 a Finlândia passa a desfrutar o status de Grão Ducado sob a liderança do Tzar russo, uma situação bem melhor que a anterior, quando era uma possessão sueca.

Não deixe de conhecer a Igreja Temppeliaukio, uma das principais atrações turísticas da cidade. Seu nome significa Igreja na Rocha. Projetado pelos irmãos Timo e Tuomo Suomalainen, este templo foi construído dentro de uma sólida rocha de granito, em 1969, e a  impressão que se tem lá dentro é de estar no interior de uma cratera. A cobertura da igreja é feita por um círculo côncavo de cobre, e o conjunto resultante é diferente de tudo que já tínhamos visto no gênero. Temppeliaukio é utilizada também como local de apresentações musicais diversas. Está aberta todos os dias e a entrada é grátis. A foto ao lado mostras um detalhe de sua cobertura e paredes de rocha.

Clique na foto acima para ver imagem em alta definição do interior da igreja Temppeliaukio.

Um dos locais mais aprazíveis de Helsinque é a avenida Pohjoisesplanadi, situada em frente a um simpático jardim. Foi aqui que encontramos um ótimo café, com mesas na calçada em frente. Em seu interior, um excelente bufe oferece desde salgados até doces diversos para acompanhar chá ou chocolate quentes, pedidas ideais para o clima frio da cidade. Depois aproveite para visitar o Museu Nacional, que tem interessantes exposições a respeito da vida na Finlândia, deste os tempos históricos até a época atual. Entre as exposições estão armas, roupas típicas e objetos diversos das antigas civilizações.

Durante o período em que a Finlândia foi Grão Ducado russo, o Tzar concedeu ao país o direito de ter leis próprias, reconheceu os direitos civis de seus cidadãos e permitiu que continuassem a praticar a religião Luterana.

Você sabia que uma das maiores empresas de comunicações do mundo é finlandesa? É a Nokia. Quando partimos de Helsinque sentou ao nosso lado no avião um representante desta empresa, que nos falou muito sobre sua firma e sobre a fábrica construída no Brasil, na zona franca de Manaus.

 

  Em 1812 Helsinque (Helsingfors) é declarada capital do Grão Ducado da Finlândia, e começa a surgir em sua população o desejo de independência total da Rússia.

Procure tirar uma tarde para visitar a fortaleza Suomenlinna, na imagem ao lado, uma das mais lembradas atrações locais. Situada numa ilha próxima de Helsinque, esta guarnição militar com 250 anos de idade foi erguida quando o país ainda era controlado pela Suécia. Diversas embarcações zarpam da praça do mercado e levam os visitantes até lá, sendo que a jornada dura somente 15 minutos. O centro de informações turísticas, situado no interior da fortaleza, fornece mapas e dicas sobre todo o local e suas atrações. Quase mil pessoas ainda moram lá, trabalhando tanto no preservado setor militar como nos prédios históricos que formam o conjunto, entre os quais diversos museus, parques, praia, restaurantes e até uma cervejaria própria. Desde 1991 Suomenlinna faz parte da lista de Patrimônios Universais da Unesco.

Você sabia que, de acordo com levantamentos realizados anualmente pela ONG Transparency International, especializada no combate à corrupção, dentre 163 países pesquisados a Finlândia é o lugar do mundo onde menos existe corrupção?

Veja um vídeo que colocamos no Youtube mostrando alguns locais turísticos da cidade.

Ao lado, uma imagem da avenida Mannerheimintie numa tarde com muito sol e muito frio. Por estar situada bem ao norte, durante o verão os dias são longos e o sol quase não some no horizonte, dando origem ao conhecido fenômeno do Sol da Meia Noite. Por outro lado, durante o pique do inverno, as horas de luz são poucas, criando o fenômeno oposto, que batizamos de Lua do Meio Dia... De qualquer forma, para quem está acostumado a ter sempre luz e escuridão em cada período de 24 horas, este deve ser um lugar bem diferente para se viver. 

A revolução russa incendeia o espírito cívico de Helsinque e de sua população. Em dezembro de 1917 a Finlândia proclama sua independência da Rússia. O movimento dividiu democratas e comunistas, levando a Finlândia à guerra civil.

Mais um passeio interessante nos arredores é visitar Seurasaari, museu ao ar livre representando o interior da Finlândia. Construído aos moldes do Skansen de Estocolmo, o local tem residências, igrejas, estábulos, escolas e diversas outras construções do país, reproduzindo sua arquitetura original. Ao todo são oitenta e seis prédios reproduzindo a vida numa comunidade típica do interior, durante os séculos 18 e 19.

 

  Com a guerra civil, Helsinque foi tomada pelo partido comunista, que pretendia instaurar no país um regime totalitário. No entanto, a chamada República Popular da Finlândia teve vida curta e até hoje Helsinque é capital de uma nação democrática. Seu governo é uma república parlamentarista.

A embarcação estacionada no porto da cidade leva o nome do Tzar russo Nicolau II, mais uma das lembranças do longo período em que a Finlândia foi possessão russa. Frente ao porto situa-se a Praça do Mercado, um lugar que vale a pena conhecer.  É entre as dezenas de bancas armadas todas as manhãs que pode-se encontrar de tudo um pouco. Frutas, peixes, sanduíches, temperos, pratos típicos, casacos de lã, roupas, curiosidades, lembranças, souvenirs etc.

Do lado oposto ao cais, por trás das barraquinhas, alinham-se prédios de arquitetura imponente, como a Prefeitura e o Palácio Presidencial. Também é desta praça que partem excursões marítimas pelas redondezas, bem como  os ferries e cruzeiros para outras capitais européias, como Estocolmo, Talin e São Petersburgo. Foi daqui que partimos para visitar Talin, a bordo de um super confortável e veloz ferry, conhecido como Seacat, da empresa Silja Line. Para preços e horários, confira o site desta empresa. Ou então veja na página links o endereço de seus credenciados no Brasil, a Kolibri Tours.

 

O nome oficial da Finlândia é Suomen Tasavalta,  e a população de sua capital é de aproximadamente 900 mil pessoas. A língua local é o finlandês, mas sueco e inglês são também compreendidos praticamente por todos. Ao norte do país, o Sami é falado principalmente pelas populações daquela área, conhecida como Lapônia. Principalmente na época de Natal, é grande o número de turistas visitando a Lapônia, conhecida como a Terra de Papai Noel. Levamos destas terras frias ótimas lembranças. Helsingfors é uma cidade de pessoas educadas, eficientes e bonitas, e com certeza é um lugar para ser incluído em qualquer bom roteiro pelos países nórdicos.

Cerca de dez por cento da população da Finlândia moram em Helsinque, a qual é a capital mais setentrional da Europa. Sua população é de 900 mil habitantes e praticamente todos no país falam mais de uma língua, inclusive o inglês

 

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A música dessa página é o Hino da Finlândia. Para interromper a execução clique em X (parar).    

Oi maamme Suomi, synnyinmaa,
soi, sana kultainen!
Ei laaksoa ei kukkulaa,
ei vetto rantaa rakkaampaa
kuin kotimaa to pohjoinen,
maa kallis isien.
Sun kukoistukses kuorestaan
keerrankin puhkeaa;
viel' lempemme saa nousemaan,
sun toivos, riemus loistossaan,
ja kerran laulus, synnyinmaa,
korkeemman kaiun saa.

 

Brasão com o escudo nacional da Finlândia.