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O Sequoia National Park pode ser definido como um santuário. Este parque situado no centro da California guarda os maiores e mais antigos seres vivos do planeta terra, as gigantescas árvores Sequoia. Comuns em toda América do Norte até a idade do gelo, há cerca de dez mil anos, hoje estas árvores podem ser encontradas somente em três locais da California, os parques Kings Canyon, o Sequoia Park e Yosemite. A foto ao lado, situada ao lado do estacionamento de um dos mirantes ao longo da estrada 198 dá as boas vindas aos visitantes que chegam ao Sequoia National Park. A foto mostra o rosto de um índio (eles habitavam esta região até serem expulsos, praticamente extintos pelos colonizadores brancos). Inevitável pensar também: Será que as gigantescas Sequoias estarão também condenadas ao mesmo destino?

   

O Sequoia Park tenta impedir que isto aconteça, por isso não se pode nem pensar em maltratar qualquer destas árvores, pegar um galhinho como lembrança ou algo semelhante. Infratores estão sujeitos à pesadas multas.

Ao lado, uma vista do estacionamento junto à entrada do parque. Conta-se que o nome Sequoia surgiu graças ao botânico inglês Stephen Endlicher, que ao descobrir estes gigantes vegetais resolveu batizá-los com um nome que homenageasse um chefe índio da tribo Cherokee, o cacique Sequoya, considerando como um gigante entre os homens. O nome científico destas árvores é Sequoiaddndron Giganteum.

 

A foto de Regina (dentro da elipse vermelha) ao lado de uma Sequóia (que não é das maiores nem das mais antigas) dá uma pequena idéia das dimensões gigantes destas árvores. Alguns números podem dar uma idéia mais completa das dimensões destas gigantes:

Altura: 85 metros (um prédio de 27 andares).
Tempo médio de vida: Dois mil anos.
Volume médio do tronco: 1.500 metros cúbicos.
Circunferência média da base: 32 metros.
Diâmetro da Base: 12 metros.

Uma das melhores vistas elevadas do parque é obtida de Moro Rock, um rochedo de granito, situado acima da floresta. A trilha até o topo de Moro Rock tem cerca de 400 metros de extensão e quase 500 degraus escavados na pedra.

 

Esta foto mostra a parte superior da mesma Sequóia que aparece na foto a cima. Não tinhamos um lente grande angular capaz de enquadrar todo este gigante, por isso a solução foi fazer duas fotos.

Durante o século 19 estas árvores eram objeto da cobiça de muitos madeireiros, que chegaram até a derrubar muitas delas, para aproveitar sua madeira. Felizmente eles logo descobriram que a madeira das Sequóias não era de boa qualidade para ser utilizada na construção civil, ou na confecção de móveis, o que as livrou de continuarem a ser derrubadas. Outro perigo que as Sequóias correram até os anos 70, foi a moda de construírem túneis escavados em seu tronco, o que as deixava debilitadas e contribuía para sua morte prematura. Felizmente agora os locais onde estas árvores ainda são encontradas estão transformados em parques nacionais, onde elas podem ostentar sua majestade livres de agressões

 

Segundo os botânicos, os fatores que contribuem para a longevidade destas árvores residem principalmente na resistência de sua casca, que às vezes chega a ter mais de sessenta centímetros de espessura. Existem três variedades de Sequóias: A Sequóia Gigante, como essas encontradas neste parque, as do tipo Redwood, encontradas no norte da California e no Oregon, e uma terceira variedade, nativa da China.

O Sequoia Park e o King's Canyon Park são vizinhos, estão situados a pouca distância da cidade de Fresno, no centro da California. A estrada 180 conduz diretamente de Fresno até os dois parques, de onde pode-se escolher entre continuar pela estrada 180, que leva até King’s Canyon, ou a estrada 198, que cruza o Sequoia National Park e segue na direção sul, rumo à cidade de Exeter.

 

São as pinhas destas árvores que garantem sua reprodução. Ao cair no solo elas dispersam as duzentas sementes que guardam em seu interior. Em média, uma Sequoia produz durante sua vida trezentas mil pinhas, o que correspondem a sessenta milhões de sementes. Infelizmente, deste total somente uma semente irá gerar uma nova Sequóia, a qual viverá dois mil anos.

 

O Sequoia National Park tem diversos Visitor's Centers (centro para recepção aos visitantes), dotados de facilidades completas para turistas. De lá partem diversas trilhas que percorrem o interior do parque, passando junto às arvores mais antigas ou de maiores dimensões. A maior parte das trilhas é bem íngreme e mesmo sendo pavimentadas, devem ser percorridas devagar.

Foi depois de uma longa caminhada destas, e de chegarmos no fim da trilha, que descobrimos que nossas duas câmeras tinham ficado sem bateria (!). Como as baterias suplementares tinham ficado no carro e ir embora sem fazer estas fotos seria algo impensável, a solução foi refazer toda a trilha (cerca de 2 km em terreno íngreme), voltar ao carro e depois voltar novamente ao local das maiores Sequoias, para fazer as fotos. d este dia em diante, as bateria extras nunca mais ficaram no carro. Agora vão sempre com a gente...

 

A estrela do Sequoia National Park é a árvore conhecida como General Sherman, e não é para menos. Ela não é a maior dentre todas, mas em compensação esta árvore é o ser vivo de maiores dimensões em nosso planeta. Ao seu lado, uma placa dá alguma informações básicas sobre a gigante. Idade estimada: 2300 a 2700 anos. Altura 83.8 metros.

 

A foto ao lado, ao estilo de Indiana Jones, foi feita junto ao ser vivo mais antigo de nosso planeta, a Sequoia batizada de 'General Sherman'. Mas poucas coisas, às vezes, são mais frustrantes que uma fotografia que não consegue nem sequer chegar perto de passar a idéia do que é algo, ou algum lugar. Esta é uma dessas fotos frustrantes, porque não dá idéia nem do tamanho, nem da imponência deste ser vivo.

Na verdade, quando ela é vista de perto e ao vivo, surpreende os visitantes, como se fosse a versão em vegetal de um antigo dinossauro ou mamute pré-histórico, saído de algum filme do Spielberg, ou coisa parecida.

Mas além de tudo, como se não bastasse o belíssimo espetáculo visual e ecológico que estas árvores milenares fornecem, elas ainda tem uma vantagem adicional: Quando pensamos que elas tem dois mil anos de idade, a gente se sente tãããão jovem.... rsrs

 

 

Nossa visita ao Parque das Sequoias foi feita em uma tarde, o que dá tempo suficiente para ver o melhor. Neste dia, saímos pela manhã de Los Angeles, seguimos pela estrada 198 até a pequena cidade de Three Rivers, e de lá fomos direto para o parque, onde ficamos o resto do dia.

A área do parque é muito grande, mas para a maioria dos turistas um dia será plenamente suficiente para ver praticamente tudo. Um trecho que chama especial atenção por sua beleza é o situado ao longo da estrada que corta o parque em direção oeste, repleta de curvas que seguem serpenteando entre as Sequoias. São área de luz e sombra, entremeadas por folhagens, árvores gigantescas a cada curva e recantos belíssimos, impossíveis de descrever. A vontade que tínhamos era estacionar em cada curva e seguir a pé pelo parque adentro. Tudo isto abençoado por um ar tão puro e límpido como poucas vezes já tinhamos sentido.

Saímos de lá convencidos de ter visitado um verdadeiro santuário, onde ainda moram os mais antigos seres vivos de nosso planeja. E saímos também cientes que estas árvores só continuarão a viver e a nos deslumbrar, se nós as respeitarmos. Como, a bem da verdade, devemos respeitar toda natureza deste nosso planeta.

Mais detalhes sobre estes parques no site oficial Sequoia & King's Canyon National Parks.

 

 

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