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Para quem está acostumado com
o verde do Brasil, esta visita é algo especialmente surrealista. Há
milhões de anos aqui existiam rios e uma floresta. Hoje tudo é um
deserto em tons avermelhados, e por um capricho da natureza,
diversas destas árvores não sumiram, mas foram transformadas em
pedra, fossilizadas. O Petrified
Forest National Park é um parque tragicamente belo, de natureza
agressiva, cores fortes, mas acima de todo deve ser visto como um
sinal de alerta. Ele é um claro recado que o verde e
a água da natureza não ser eternos, e devem ser tratados com
respeito e preservados com atenção. Ao lado, uma foto que fizemos na
entrada deste parque.
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A primeira pergunta que os guardas do Petrified
Forest National Park nos fizeram, ainda no portão de entrada, era se
estávamos carregando alguma pedra. Não, claro, foi nossa resposta,
intrigados com a pergunta, e ao mesmo tempo imaginando porque alguém
iria viajar com pedras na bagagem. A simpática Ranger que controlava
o acesso deu então um sorriso, como se já estivesse acostumada com a
cara de espanto dos turistas que ouvem esta pergunta, disse Welcome,
e abriu a cancela que guardava a estrada, nos permitindo o acesso ao
parque.
Somente mais tarde fomos
entender a razão de sua pergunta, quando ficamos sabendo que é
expressamente proibido levar, como lembrança, qualquer pedra ou
mesmo pedrinha do parque, e quem chega carregando uma, tem que
declarar, como se fossem viajantes estrangeiros chegando numa
alfândega.
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Na foto ao lado, a placa lembra
novamente aos visitantes a proibição
de remover do parque qualquer pedaço de madeira petrificada. Não
existe nada verde por aqui, tudo é pedra, numa grande variação
de cenários, formas e tons de vermelho, amarelo e branco. Todo o
lugar é de uma impressionante aridez. O lugar foi formado graças
aos movimentos sísmicos da terra. Ao longo de milhões de anos, o
terreno afundou, foi coberto de água, depois elevado acima do nível
do mar e coberto por cinzas de vulcões. Foi esta movimentação toda
que causou a fossilização das árvores gigantes que haviam nesta
floresta, transformando-as em rochas.
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Após entrarmos no parque pelo acesso principal,
na auto-estrada I-40, chegamos ao Visitors Center, onde são fornecidos
mapas, informações, livros e vendidos souvenirs. Daí em diante a
estrada segue rumo norte passando por diversos mirantes do Painted
Desert. Quem quiser pode estacionar o carro e explorar o lugar a
pé. Depois segue-se rumo sul, onde fica a parte mais bonita, as
rochas chamadas Tepees, e a árvores petrificadas. Do ponto de entrada
até a saída, a estrada pelo parque cobre uma distância de 45 km.
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Esta foto foi batida na parte norte do parque,
conhecida como Painted Desert. Diversos fósseis de dinossauros foram
encontrados nesta região. Também foram encontradas provas da passagem
de humanos, provavelmente há 10 mil anos. Foi a partir dos anos
1800 que o exército americano começou a investigar e mapear este
lugar. Em 1906 a parte mais importante do parque, onde havia uma
grande profusão de árvores petrificadas, foi escolhida para formar
uma área preservada, e ganhou o status de Monumento Nacional. Como
muitos comerciantes continuavam pegando e vendendo pedras, e nesse
ritmo o lugar iria desaparecer em alguns anos, o governo decidiu
agir: Em 1962 incorporou mais áreas à reserva onde era proibida
a remoção de pedras, e criou neste lugar um novo Parque Nacional,
regido por leis federais.
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Imagem de algumas toras de árvores petrificadas.
Dentro do parque existem diversas trilhas boas para serem percorridas
a pé. A Tawa Point e a Rim Trail tem menos de 2 km de extensão,
e são boas para quem quer ver as coisas de perto sem se cansar demais.
Visite também Puerco Pueblo, uma antiga cidade construída em 1400
pelos índios. A trilha Crystal, com cerca de 1 km, é uma das melhores,
e permite ver de perto diversas formações petrificadas. Alguns dos recantos mais bonitos
do parque são os locais conhecidos como Pintado Point, Kachina Point, Newspaper Rock,
Tepees Rock, Jasper Forest e Crystal Forest.
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As fotos à esquerda e abaixo foram batidas junto
às rochas Tepees, um dos pontos mais bonitos do parque. A estranha
coloração é causada pela presença de ferro e manganês, entre outros
minerais. Apesar de ser deserto, a altitude deste lugar é de quase
dois mil metros, portanto faz frio. Alguns cuidados dever ser tomados ao caminhar sozinho
por aqui. Além de alguns animais típicos de deserto, como cobras
e escorpiões, o vento costuma ser muito forte, durante o verão chuvas
podem vir de repente , e inundar grandes áreas em pouco tempo.
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Mas durante a maior parte do
ano, o que está presente mesmo é um sol forte, e uma umidade
baixíssima. Não esqueça de levar bastante água para sua caminhada.
Quem quiser acampar dentro do parque tem que obter uma prévia
autorização da administração, na entrada. E neste caso é bom levar
roupas quentes, porque durante a noite a temperatura cai muito.
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Veja um vídeo que fizemos neste dia,
visitando Petrified
Forest.
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Petrified Forest National Park
situa-se no estado do Arizona, onde na verdade, a aridez da natureza
é quase total. O acesso ao parque é feito através da saída 311 da
auto-estrada I-40, a pouca distância da divisa com o estado do New
Mexico. Se estiver viajando entre o Arizona e o New Mexico não deixe
de visitar este lugar. É com certeza um lugar diferente de tudo que
você já viu, e o melhor descrição que conseguimos fazer com a
natureza deste lugar é, provavelmente, a superfície da lua.
Mais detalhes no site oficial:
Petrified National Park.
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