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Clique sobre esta foto para vê-la em
maior resolução. |
Talvez não tão conhecidas como
outras cavernas, elas são, na verdade a maior de todas. O complexo
de túneis e cavernas conhecido como Mammoth Cave é o mais longo do
gênero, em todo o mundo. Ao todo são 630 (!) quilômetros de
passagens, cavernas e túneis interligados. Um autêntico labirinto
subterrâneo. Sabe aquele filme de ficção, Viagem ao Centro da Terra?
Este lugar poderia muito bem servir como locação à história.
O nome - Caverna do Mamute -
foi dado em referência às montanhas sob a qual a caverna foi
descoberta, mas há quem diga que o nome refere-se mesmo às
dimensões, pois de tão imensas, foram nomeadas também com o nome de
um animal gigantesco. A foto ao lado foi feita quando chegamos no
parque, um pouco antes de começar nossa excursão subterrânea.
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Ao contrário de outras
cavernas (já visitamos diversas, adoramos cavernas) esta região não
demonstra nada de especial. Uma estrada comum, cortando uma área
verde comum, uma placa indicando o nome do parque e sua entrada
conduzem ao estacionamento e ao centro de recepção de turistas, onde
se compra os bilhetes para as excursões, todas com hora marcada,
feitas em grupo e acompanhadas por guias. Em épocas de alta
temporada é aconselhável comprar as entradas online, com
antecedência, para evitar chegar lá e descobrir que não há mais
ingressos para aquele dia.
Com os bilhetes na mão
esperamos o guia num local demarcado. Geralmente os grupos são de
vinte ou trinta pessoas, dependendo da época de sua visita. O guia
faz uma breve preleção, instruções de segurança e depois conduz a
fila de visitantes até a entrada da caverna (imagem ao lado) feita
por uma escada totalmente sem graça, que nos faz pensar: Será que
este lugar é mesmo tão bonito assim?
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Todo o trajeto é
feito com o acompanhamento de Rangers, os guardas do parque
encarregados das informações e da segurança dos visitantes. Um
roteiro básico leva cerca de duas horas de duração e mesmo ele
requer uma certa disposição física, para enfrentar as muitas subidas
e descidas pelo caminho. Ao longo da
caminhada de duas horas e dependendo do roteiro escolhido, pode-se descer a um profundidade
de noventa metros, e se não fosse pela
iluminação artificial existente na caverna, o lugar seria de um
escuro absoluto, sendo que em alguns trechos a luz nunca chegou.
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É aconselhável levar um casaco
para o passeio, pois a temperatura no interior das cavernas é baixa,
cerca de quinze graus durante todo o ano. Sapatos anti derrapantes
também são aconselháveis, para evitar escorregar em rochas muito
lisas ou inclinadas.
Do início ao fim, incluindo a
parte externa, nosso tour durou cerca de três horas, e no interior
das cavernas passamos por uma infinidade de câmaras, salões,
formações rochosas estranhíssimas e corredores deslumbrantes.
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Em alguns momentos da caminhada o guia faz uma
parada para dar informações específicas sobre trechos importantes
do labirinto, mostrando onde foram feitas as primeiras expedições,
inscrições antigas no teto e paredes, ou outras curiosidades.
Mas o mais fantástico de tudo é mesmo deixar nossa imaginação viajar
neste lugar. Ao olhar as formas tão incomuns que surgem ao nosso
redor durante a caminhada é impossível as vezes não ter a impressão
que estamos em outro planeta ou outra dimensão. Tudo é absolutamente
diferente, deslumbrante, fora do comum, tanto nas formas quanto nas
cores.
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Há uma grande diversidade de
roteiros pela caverna,mas claro que nenhum deles percorre os 630 km.
Ufa!
Visitantes podem escolher roteiros mais longos, íngremes, básicos ou
completos, de acordo com o tempo disponível de cada um, bem como sua
disposição física.
Estas cavernas tem sido
freqüentadas há muito tempo. Estima-se que há seis mil anos elas já
eram visitadas por nativos da região. Durante os séculos 19 e 20
foram descobertos restos humanos por aqui, indicando que as cavernas
teriam sido utilizadas no passado como cemitério.
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Durante algum tempo, antes da
real extensão das caverna e túneis ser conhecida, algumas pessoas
chegavam a afirmar que estas cavernas não tinham fim, que se
prolongavam indefinidamente, indo além do território americano.
Contribuía para isto o fato de também existirem rios subterrâneos
correndo nas cavernas, com destino desconhecido. Foi somente após
sistemáticas expedições exploratórias, durante os séculos 18 e 19,
que as cavernas foram mapeadas e conseguiu-se determinar que sua
extensão total é de aproximadamente 630 km, situadas principalmente
sob o estado de Kentucky, região sul dos Estados Unidos.
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A administração das cavernas é
feita pelo
National Park Service, que também é responsável pelos roteiros
subterrâneos. As principais formações rochosas, estalactites e
estalagmites recebem nomes característicos, como Grand Avenue,
Frozen Niagara e Fat Man's Misery, onde os guias costumam fazer pausas
para fotografias. Turistas com mais disposição podem optar
pelos roteiros selvagens (wild tours), que percorrem as rotas fora
das trilhas cimentadas, através de túneis estreitos, ou áreas
enlameadas. Não espere sair de um Wild Tour limpinho, mas com
certeza você vai conhecer a caverna bem a fundo....
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Um dos roteiros mais
procurados até meados dos anos 90 era conhecido como Echo River
Tour, onde os turistas embarcavam num bote para navegar ao longo de
um trecho do rio subterrâneo. A procura foi tão grande que acabou
trazendo problemas logísticos e ambientais para a administração do
parque, que decidiu acabar com o passeio fluvial.
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Para quem pretende fazer
algumas fotos aqui, lembre que é bobagem usar flash. Boas imagens
nestas condições devem ser feitas, preferencialmente, com tripés, ou
câmeras apoiadas em superfícies estáveis.
Se você está em dúvida sobre
qual roteiro escolher e com pouco tempo, sugerimos os básicos,
conhecidos como 'Historic Tour' e 'Frozen Niagara Tour'. Quem
prefere seguir em seu próprio ritmo e tem mais tempo disponível pode
optar pelo 'Self Guide Tour' (roteiro por conta própria), oferecido
somente durante as temporadas turísticas.
Reserve parte de suas energias
para o final do passeio. Ao contrário de outras cavernas, como
Carlsbad (estado de New Mexico), ao final do roteiro a volta à
superfície é feita a pé mesmo, através de uma escada que parece não
ter fim. A escadaria metálica tem altura equivalente a um prédio de
30 andares.
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A caverna tem iluminação
artificial, não há necessidade de levar lanternas. A maior parte dos
roteiros é feita ao longo de trilhas com piso cimentado, portanto
ninguém também vai precisar levar equipamentos especiais. Em nenhum
momento sente-se dificuldade para respirar, mesmo assim, claro, este
não é um programa recomendado para quem sofre de claustrofobia, ou
para quem tem dificuldades de locomoção ou necessidades especiais.
Fizemos esta última foto ao
lado dos dois Rangers que nos guiaram ao longo do trajeto pela
caverna, ainda tentando normalizar a respiração após subir a escada
de saída. Foi um passeio incrível, uma jornada diferente de tudo que
já tínhamos visto, e recomendamos este passeio para todos que
estiverem passeando pelo sul do estado de Kentucky.
Clique sobre a foto ao lado para vê-la em
alta definição.
Mais detalhes sobre as cavernas no site oficial
de Mammoth Cave. |
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