Inicio
Amsterdam
Assis
Atenas
Barcelona
Bath
Belfast
Berlin
Biarritz
Blackpool
Bordeaux
Bratislava
Brighton
Brugge
Bruxelas
Budapeste
Cambridge
Cardiff
Chamonix
Chester
Copenhagen
Dijon
Dublin
Dusseldorf
Edinburgh
Estocolmo
Firenze
Frankfurt
Genebra
Glasgow
Grenoble
Heildelberg
Helsinque
Innsbruck
Inverness
Istambul
Koln
Liechtenstein
Lisboa
Liverpool
Londres
Luxemburgo
Madri
Manchester
Milano
Monaco
Moscou
Munique
Nice
Oslo
Oxford
Paris
Portsmouth
Praga
Reims
Roma
Rouen
Salzburgh
San Malo
Sao Petersburgo
Talin
Toulouse
Varsovia
Veneza
Viena
Winchester
York
Zurich

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 


Campos irlandeses

Talvez por ficar meio deslocada em relação ao resto da Europa ou por ser uma ilha ou sabe-se lá por qual razão, nossa visita à Irlanda foi diversas vezes adiada, até que um dia concluímos que não era mais possível deixar pra lá. Tínhamos que conhecer a Ilha das Esmeraldas. Montamos um roteiro, compramos as passagens, embarcamos num avião da Aer Lingus, e antes que nos déssemos conta, estávamos sobrevoando um cenário encantador, onde, mesmo à distância, já era possível vislumbrar pequenas construções, estradinhas sinuosas, campos cultivados, igreja, vilarejos e um ou outro castelo. E tudo aquilo junto formava um cenário que, de tão bonito, nem parecia real. E a cor predominante era o verde, em seus diversos tons e matizes, desenhando uma imagem que justificava plenamente o apelido do país. Sim, estávamos finalmente chegando à Ilha das Esmeraldas. E mesmo antes de aterrissar já nos perguntávamos porque tínhamos esperado tanto para ir lá.

   Vídeo: Aterrissagem em Dublin, voando Aer Lingus.

Nossa primeira impressão do país foi ótima, pois encontramos em Dublin um Aeroporto moderno e eficiente. E logo depois a boa impressão aumentou ainda mais, graças à simpatia da oficial de imigração, que ao ver nossos passaportes brasileiros comentou com um sorriso: Vocês trouxeram o sol. Pois é, todo mundo dizia que íamos pegar muita chuva por aqui, mas, coincidência ou não, descobrimos que a chuva tinha parado naquela manhã. E pelo resto do dia o sol brilhou num céu azul. O lado curioso da chegada foi ver que, até no aeroporto, tudo é escrito também na língua local. O idioma Gaeilge, também conhecido como Gaelic surgiu na própria Irlanda e foi a língua predominante no país durante praticamente toda sua história. Somente a partir do século XVII, com o início da dominação inglesa, o idioma passou a ser visto como uma ameaça aos britânicos, e o inglês foi praticamente imposto à população.


Esteira de bagagens do aeroporto

Atualmente o ensino do Gaeilge continua a ser feito em algumas escolas, mas somente uma pequena parcela da população fala o idioma no dia a dia. Na verdade, pouca gente se interessa em aprender o Gaeilge, mesmo assim, em locais públicos, placas de trânsito, nomes de rua e em outros locais ele está quase sempre presente. Segundo pesquisas, grande parte da população considera o idioma como um dos símbolos da cultura irlandesa, embora na prática tenha pouca utilidade. Este mesmo idioma, com algumas modificações, foi no passado adotado na Escócia e Gales, e também lá ele hoje sobrevive com dificuldade. Portanto, quem vai à Irlanda não precisa se preocupar em aprender o Gaeilge, porque no dia a dia todo mundo fala inglês.

Veja abaixo algumas placas de informações com grafia nos idiomas Gaeilge e inglês.

   

Rio Liffey e Dublin Quays

Nos hospedamos no hotel Jurys Inn Christchurch, situado bem próximo ao coração histórico da cidade. É um hotel bom e com serviço eficiente, embora considerando o preço, poderia ter quartos mais espaçosos. Depois de deixar as malas no quarto saímos para explorar os arredores, e nossa primeira impressão foi que... não tínhamos saído do Brasil. Poucas vezes já encontramos em cidades do exterior tanta gente falando português. A todo momento passavam por nós grupos de jovens animados, rindo e falando alto, em português do Brasil. É claro que tivemos que descobrir porque Dublin é uma escolha de tantos brasileiros e não sossegamos até descobrir porque Dublin é uma preferência verde-amarela. Foi uma simpática catarinense quem nos explicou que os preços aqui são bem mais em conta que no resto da Europa, e os irlandeses recebem muito bem aos brasileiros, razão pela qual muita gente ver fazer intercâmbio ou estudar aqui.

 

Dublin é cortada ao meio pelo rio Liffey, e as duas metades de cidade tem características diferentes. A margem sul é conhecida pela boemia de Temple Bar, com seus diversos bares, galerias de arte, restaurantes e música ao vivo, sendo que sua área comercial situa-se principalmente ao longo de Grafton Street e arredores. Também aqui estão importantes marcos históricos da cidade, como o Trinity College e Dublin Castle. Na margem norte estão situados os shoppings, lojas famosas, o centro financeiro da cidade e também uma boa área comercial, situada ao longo da O'Connell Street e Mary Street. Mais afastadas da região central, as duas metades de Dublin são praticamente iguais, com trânsito organizado, residências de aspecto agradável, muitas praças, ruas arborizadas, comércio muito variado. É uma cidade agradável de se percorrer e que transmite impressão de segurança.

Esquina de Grafton e Cornell Streets

 

Grafton Street, rua comercial exclusiva de pedestres, na margem sul do Liffey river

A Grafton Street é um dos points mais badalados da cidade. É uma rua exclusiva de pedestres, com pouco mais de quinhentos metros de extensão situada entre Trinity College e St Stephen Green e abriga, lado a lado, lojas de todo estilo. Sapatarias, lojas de roupas, eletrônicos, delicatessen, telefonia, restaurantes, quiosques de flores, músicos de rua, ela é imperdível para um turista. Depois de percorrê-la siga até Georges Street Arcade (entre Drury Street e South Great Georges Street), mercado construído num antigo prédio Vitoriano, com paredes de tijolos vermelhos e teto de vidro, que abriga dezenas de bancas de pratos típicos, lanches, chás, cafés, roupas, artesanato, livros, e curiosidades diversas.

 

Um pouco antes de percorrermos a Grafton Street passamos pelo principal castelo da cidade, o Dublin Castle (em irlandês Caisleán Bhaile Átha Cliath). A primeira construção erguida neste local surgiu, ao que consta, no século XII. Através dos séculos, como quase todos castelos, sofreu diversas modificações, acréscimos, desabamentos, desempenhou muitas funções, militares e administrativas e foi habitado por nobres e governantes locais. A partir de 1922, após a criação do Estado Irlandês, passou a ser a residência oficial do primeiro governo.  Originalmente, o castelo era parte das muralhas que circundavam Dublin, e que, juntamente com o rio, formavam a defesa natural do povoado que deu origem à cidade.
Dublin Castle

O castelo de Dublin teve um papel determinante durante as lutas pela independência travadas entre ingleses e irlandeses, inclusive no domingo de 1920 que ficou conhecido como Bloody Sunday. O episódio serviria, anos mais tarde, para inspirar uma música do U2. Atualmente o castelo é utilizado para cerimônias de Estado e é também uma das principais atrações turísticas da cidade, com destaque para os aposentos conhecidos como State Apartments, que incluem a Drawing Room, Throne Room, Dining Room e State Bedrooms. Ao visitar o castelo não esqueça de conferir também Saint Patrick's Hall.


Ruas de Temple Bar

A região conhecida como Temple Bar é a parte boêmia de Dublin. Aqui estão incontáveis bares, restaurantes, pubs, locais com música ao vivo, pequenos hotéis, galerias, lojinhas, ambientes decorados com bandeiras e faixas, e cores berrantes, tudo distribuído ao longo de ruas estreitas, algumas com aspecto medieval, que fazem a alegria dos turistas e deleite dos habitantes locais. A região está situada na margem sul do Liffey, e é delimitada pelo próprio rio e pelas ruas Dame, Westmoreland e Fishamble. Mesmo quem não curte muito a vida boêmia não pode deixar de percorrer este trecho da cidade, seja de dia ou à noite.

Independente das atrações culturais de Temple Bar, que são muitas - Irish Photography CentreTemple Bar Gallery and Studios, Gaiety School of Acting – o visual das construções, quase todas muito antigas e diversas construídas com pedras, é bonito, inspirador e rende ótimas fotos.

A primeira imagem que nos veio à mente quando chegamos em Trinity College, foi Hogwarts, a escola de magia e bruxaria de Harry Potter. Os prédios que compõe esta conceituada universidade de Dublin são um dos símbolos da cidade e o conjunto arquitetônico formado por seus diversos prédios é de uma beleza única. O lugar parece irradiar uma aura de conhecimento. Qualquer um pode entrar aqui, percorrer seus parques e jardins, sentar nos bancos, tomar um café ao ar livre e curtir o movimento dos jovens, docentes e muitos turistas em volta, escolhendo os melhores ângulos para fotografar.


Triniy College, The Campanille

O Triniy College (Faculdade da Trindade, também conhecido como Universidade de Dublin) é a principal faculdade do país e foi fundada em 1592 pela rainha Elizabeth I, obedecendo ao padrão das melhores universidades inglesas, como Oxford e Cambridge. Com o passar dos séculos Dublin cresceu em torno do Triniy College, o que faz desta faculdade o coração intelectual e também geográfico da cidade. Seu Campus ocupa uma área aproximada de 190 mil metros quadrados, distribuídos entre diversos jardins e prédios imponentes, dentre os quais destaca-se a Campanille, mostrada na foto acima.

Integram o conjunto de prédios a famosa Library of Trinity College, que guarda cerca de 4,5 milhões de livros e manuscritos diversos, a histórica Capela, o Examination Graduates Memorial Building e o Museum Building. Nem todos estão abertos à visitação pública, mas vale reservar ao menos uma hora para tentar conhecer alguma coisa do local. Trinity College é uma das principais atrações turísticas de Dublin.

 


Henry Street, lado norte da cidade.

Henry Street  (em irlandês: Sráid Anraí) forma, junto com a Grafton Street, a dupla de principais ruas comerciais do lado norte de Dublin. Exclusiva de pedestres desde os anos 80, lá estão dezenas de lojas, inclusive de redes importantes, como Marks & Spencer e Arnotts. Junto com Mary Street (prolongamento de Henry Street) esta área concentra ainda os dois principais shoppings da cidade, Jervis Shopping Centre e ILAC Centre, sendo que este último tem lojas das badaladas Debenhams e Dunnes. Quem procura artigos com bons preços não pode deixar de passar na Penneys, como é chamado o ramo irlandês da Primark. E quem procura um bom lugar para almoçar ou apenas um chá ou café com doces recomendamos o ótimo café/restaurante situado no último andar da Debenhams.

 

Sandymouth Strand é uma extensa faixa de areia à beira mar, situada ao sul de Dublin. É uma região simpática, com residências de aspecto acolhedor, pintadas de cores fortes com cortinas de renda branca nas janelas. É um dos lugares preferidos dos Dublinenses para caminhar, correr, andar de bicicleta ou simplesmente sentar, relaxar ou ler alguma coisa em frente à baía. Para quem está de carro e quer seguir ainda mais em frente, o trajeto ao longo do litoral alterna faixas de areia com áreas construídas, e o ideal é tirar uma tarde para este passeio, parando aqui ou ali onde der vontade. Ao longo do trajeto pode ser vista uma das torres de pedra de aspecto medieval - conhecidas como Martello Tower - que foram construídas pelos ingleses no século XIX como parte de um sistema defensivo contra a esperada invasão de Napoleão, a qual nunca aconteceu. Nesta torre agora funciona o James Joyce Museum.


Sandymount Strand - litoral sul de Dublin

Depois de passar por Sandymouth siga pelo litoral até o extremo sul da Strand Road, no local conhecido como Bray Head. Estacione o carro e siga a pé até o topo da elevação de onde se tem uma ótima vista da enseada e suas simpáticas residências. Pequenos hotéis, cafés, estacionamentos à beira mar e um pequeno parque de diversões dão um aspecto de cidade do interior a esta localidade. Depois desça e siga até o The Coffee Dock, para tomar um chá com scones ou um café no deck em frente ao mar.

Castelo Malahide, ao norte de Dublin

Malahide Castle (em irlandês Caisleán Mhullach Íde) teve sua construção iniciada no século XII, graças à Sir Richard Talbot, integrante do círculo próximo ao rei Henry II durante suas conquistas na Irlanda, e que por isso recebeu do soberano muitas terras e propriedades. Por 791 anos a família Talbot foi proprietária do castelo e de suas terras e durante este período o castelo permaneceu praticamente sem mudanças. Somente durante o reinado de Edward IV foram construídos novos aposentos e, em 1765, erguidas as duas torres. Em 1975, a última descendente da família Talbot, não conseguindo fazer frente aos elevados custos de manutenção da propriedade, decidiu vendê-la ao Estado. Após a venda, Rose foi morar na Tasmânia, onde viveu até 2009, numa propriedade batizada por ela de Malahide House.

Malahide Castle está situado a cerca de vinte quilômetros ao norte de Dublin e é uma visitar muito interessante. A propriedade tem um amplo estacionamento e a compra de bilhetes é feita num anexo do castelo, onde podem também ser compradas lembranças e artigos típicos. No local também há um bom restaurante e salão de chá. Vale a pena percorrer também os magníficos parques e jardins da propriedade, situados atrás do castelo.

Dublin Quays é como são conhecidas as duas vias que correm paralelas ao rio Leffey, na margem norte e na margem sul. São duas ruas contínuas, mas seus nomes mudam conforme o trecho e somente o termo 'Quay' permanece. Por exemplo, City Quay, North Wall Quay, Wood Quay e assim por diante. Dentre todas, somente três trechos não tem o nome Quay (Swift's Row, Bachelors Walk e Usher's Island). E cada trecho ou cada Quay parece ter sua própria personalidade. Alguns são ladeados por bares e cafés, outros são emoldurados por modernos prédios de escritórios ou hotéis, e ainda outros tem galpões  de aparência decadente, mas todos  oferecem uma visão diferente da cidade bem no trecho onde ela surgiu, às margens do Liffey.

A Samuel Beckett Bridge é uma das mais modernas pontes da cidade e foi inaugurada em 2009, ligando Sir John Rogerson's Quay (margem sul) a North Wall Quay (margem norte). Seu projeto  é de autoria do arquiteto Santiago Calatrava, que criou uma ponte estaiada capaz de girar sobre um eixo vertical, de forma a permitir que embarcações maiores subam o rio. Dizem os dublinenses que, para elaborar seu projeto, o autor se inspirou numa harpa, considerado o instrumento nacional da Irlanda.


Samuel Beckett Bridge

Vídeo: Dirigindo em Dublin


The Ferryman Pub

Há quem diga que os pubs irlandeses são melhores que os ingleses, enquanto outros juram que isto é uma grande inverdade. Rivalidades... Não entendemos muito de Pubs e nem tivemos tempo para tentar descobrir quem está certo, mas de qualquer forma é inegável que os pubs de Dublin tem personalidade e principalmente, boas cervejas. E engana-se quem pensa que são todos iguais. Eles variam no tipo de decoração, ambiente, bebidas, pratos, clientela e sobretudo no que poderia ser definido como o 'clima' de cada um.

O nome Pub deriva da expressão Public House - casa pública - embora na verdade eles sejam locais privados, com licença para vender bebidas alcoólicas.

Na verdade os Pubs são o local preferido de reunião ou diversão, o ponto de encontro de amigos, perto de casa ou na saída do trabalho, local preferido para tomar aquela cerveja, jogar dardos ou assistir jogos de futebol pela televisão. O Pub é, acima de tudo, um pretexto para estar com amigos, um clube 'quase' fechado, onde a turma se reúne no final do dia. Mas nem por isso alguém deve ficar constrangido de entrar num Pub cheio de gente, temendo ser tratado como um estranho no ninho. O pub é também o lugar onde os irlandeses demonstram saber receber bem os visitantes de outras terras e dar dicas, sugerir suas bebidas ou pratos favoritos e em pouco tempo já estão conversando com a gente sobre qualquer assunto.

Entre a imensa relação de Pubs de Dublin existe um que, além de agradável e acolhedor, é muito famoso, mesmo entre turistas, e sua notoriedade deve-se em parte, a ser o pub mais frequentado pelos músicos do U2, que tinham seu estúdio de gravação quase ao lado e que passavam aqui freqüentemente para beber uma loura irlandesa gelada. O 'The Ferryman Pub é também um hotel, construído no final do século XVIII, junto ao local onde antigamente operava um ferry, transportando trabalhadores entre as duas margens do rio Leffey. Hoje o ferry não está mais lá e diversas pontes cruzam o rio, mesmo assim, o charme e fama do 'The Ferryman Pub continuam intactos. Dublin tem quase setecentos pubs, sendo o mais antigo o Brazen Head, fundado em 1198. Na Irlanda é necessário ter dezoito anos para poder consumir legalmente qualquer bebida alcoólica.

Merrion Square é um dos endereços mais elegantes de Dublin. Esta praça, construída a partir de 1762, tem o contorno formado por diversos imóveis que pertenceram à aristocracia irlandesa. Tudo começou com o Conde de Kildare, que na época tomou a decisão de construir neste local - onde até então não havia nada - uma mansão. Após a obra estar concluída, a residência do Conde - Leinster House - só perdia em luxo e tamanho para o Castelo de Dublin.  Não demorou muito e diversas outras figuras influentes da sociedade local decidiram imitá-lo e construir também aqui suas residências, o que acabou fazendo desta praça um dos locais mais nobres de Dublin. 

Merrion Square é atualmente um retângulo gramado, situado a pouca distância do Trinity College, mas o que realmente faz sucesso é seu entorno, que tem, ao longo de três laterais, belos prédios de estilo Georgiano, alguns cobertos com heras coloridas. A quarta lateral da praça é ocupada pelo conjunto de prédios que formavam a Leinster House, e que agora abrigam prédios governamentais, como o Natural History Museum e a National Gallery.


Vídeo: Caminhando pelo centro de Dublin


Residência de Merrion Square

A pouca distância seguindo em direção sul está Fitzwilliam Square, outro endereço muito conhecido por aqui. Foi ao longo da rua Fitzwilliam Street - que liga estas duas praças - que a banda U2 gravou em plano seqüência o vídeo 'Swetest Thing', em que Bono percorre a rua na traseira de um conversível enquanto ao fundo desfilam bandas escolares, animais e outros grupos musicais. Conta-se que Bono compôs esta música como pedido de desculpas para sua mulher, pois no dia de aniversário de casamento, ele ficou preso no estúdio durante as gravações do álbum Joshua Tree. Curiosamente, a mulher de Bono, Ali Hewson, também aparece no vídeo. Vídeo: U2 / Swetest Thing


Ponte sobre o rio Liffey

E já que estamos falando de praças, siga depois até Stephen’s Green, situado na extremidade sul da rua de pedestres Grafton Street. Este parque de formato retangular é ponto de partida de alguns roteiros turísticos pela cidade, inclusive dos curiosos ônibus anfíbios operados pela Viking Splash Tour, que cortam as rua da cidade e depois prosseguem o passeio pelas águas do rio Liffey. O único problema é que os ingresso para este passeio costumam esgotar rápido. Mas se isto acontecer com você não desanime, atravesse a rua e siga até o KC Peaches, um café-restaurante super simpático, ideal para aquele chá ou café da tarde acompanhado de doces e bolos de fabricação própria.

Os principias jornais da cidade são o Irish Times, Irish Independent e Irish Sun.

Embora a região de Dublin fosse povoada desde a época pré-histórica, a primeira colônia fixa neste local surgiu graças aos Vikings, que decidiram estabelecer um povoado junto à foz do rio Liffey. Registros históricos indicam que esta colônia teria surgido no ano 988 da era Cristã. Muito mais tarde, já no século XI, após a invasão normanda, Dublin já tinha crescido muito e se transformado na principal cidade da ilha. Seu nome tem origem no vocábulo Duibhlind, que no idioma irlandês antigo era usado para designar um lago próximo ao rio Liffey. A cidade chegou a ser a segunda maior do império britânico e a partir de 1922, quando a Irlanda conquistou sua independência, Dublin tornou-se a capital do novo país. Graças à sua história, Celtas, Vikings, Normandos e Ingleses são presenças constantes em sua história, embora alguns sejam lembrados com mais alegria do que outros.


Arco de Winetavern Street / Dublinia

Quem quiser conhecer um pouco mais da história de Dublin, poderá curtir a experiência de voltar no tempo até o período da Dublin medieval e dos Vikings visitando Dublinia, uma interessante atração que procura recriar através de cenários, bonecos que se movem, sons, luzes, odores e até atores com roupa de época que interagem com os visitantes que procuram mostrar como seria a vida naquela época. Sempre que saíamos de nosso hotel e seguíamos em direção às margens do rio Liffey, passávamos sob este arco, integrante do complexo arquitetônico da Christchurch Cathedral, e onde funciona Dublinia, mas só alguns dias depois de nossa chegada fomos descobrir o que havia ali.


North Earl Street

Quem gosta de comprar lembranças e coisas típicas é bom ficar sabendo que os produtos irlandeses típicos mais procurados são roupas, tecidos, louças, vidros com motivos regionais, copões de cerveja e uísque, chocolates, jóias e artesanatos no formado de trevos verdes (a cor oficial da Irlanda) e ornamentos decorativos Célticos. Quase toda loja de produtos típicos tem também uma ampla variedade de CDs e DVDs com músicas típicas. Lojas especializadas nestes produtos são encontradas com facilidade na região central, como por exemplo na Nassau Street, próxima ao Trinity College ou então na loja Paddywagon, situada na O'Connel Street Lower, quase em frente à estátua do homem com os dois braços elevados, homenageando o líder sindical James Larkin.

A moeda irlandesa é o Euro. Assim como o Reino Unido, a Irlanda também adota a mão invertida de trânsito.

A Cervejaria Guinness (Guinness Storehouse) é não somente a mais famosa cervejaria da cidade, mas também uma das principais atrações de Dublin e ainda uma marca registrada da Irlanda. Visita imperdível principalmente por quem aprecia uma boa cerveja, o prédio original data de 1902, sendo que no ano 2000 recebeu o acréscimo de novas e modernas instalações, destinadas a formar no local um museu, centro histórico e de degustação de uma das principais cervejas do mundo. 

O complexo tem sete andares que circundam um átrio de vidro construído no formado de um Pint de cerveja (lembrando que Pint é a medida oficial de um copo britânico de cerveja, e corresponde a pouco mais de meio litro) que contam, ao longo do trajeto por seus corredores e salões, a história da fabricação da cerveja, seus principais componentes e ingredientes, a propaganda da cerveja ao longo do tempo, e claro, o processo de fabricação da cerveja Guiness e a história de seu fundador, Arthur Guinness.


Guinness Storehouse

No alto do prédio da Guinness Storehouse existe um bar com paredes de vidro de onde se tem uma vista incrível de Dublin, e onde se pode degustar um Pint de cerveja Guinness, já incluído no preço do ingresso. A Guinness Storehouse está situada a menos de três quilômetros a oeste do centro de Dublin, na margem sul do Liffey. Não deixe de ir.


St. Patrick's Cathedral

A catedral de São Patrício é a maior da Irlanda e nem poderia ser diferente, afinal, este é o santo protetor do país. É difícil encontrar um irlandês que não seja devoto ou fã deste santo tão popular. São Patrício, ou Saint Patrick é praticamente um popstar da Irlanda. A catedral a ele dedicada, Saint Patricks Cathedral, também é conhecida como The National Cathedral and Collegiate Church of Saint Patrick, e é a maior igreja da Irlanda. Está situada no lado sul da cidade, na Patrick Street e sua origem remonta ao ano de 1192, quando o arcebispo de Dublin decidiu consagrar à Saint Patrick um dos quatro templos celtas existentes. Praticamente nada mais resta daquela primeira construção e com o passar dos séculos o templo foi aumentado e recebeu anexos, como o Palace of the St Sepulchre, residência oficial do arcebispo.

Como seria de esperar, o principal eventos de Dublin - e de toda Irlanda - é o dia de São Patrício, quando acontecem festas, desfiles e comemorações diversas em vários pontos da cidade. A tradição iniciou graças à igreja católica, que no século XVII começou a comemorar a chegada do cristianismo à Irlanda. A data é comemorada não somente na Irlanda, mas também em partes do Canada, Reino Unido, Estados Unidos e Austrália e Nova Zelândia, entre outros países.

São Patrício foi um missionário na Irlanda, e acredita-se que ele tenha nascido na região que hoje corresponde ao Reino Unido, durante a período que elas faziam parte do Império Romano. Conta a lenda que ainda criança ele teria sido seqüestrado por tribos celtas e obrigado a servir como escravo. Durante seu cativeiro, ele teria encontrado Deus, e passado a pregar o cristianismo entre os irlandeses pagãos. Ainda de acordo com a lenda, no lugar da cruz, ele usava um trevo de três folhas para pregar o cristianismo. Saint Patrick morreu em 17 de março, e com o tempo tornou-se o santo mais popular da Irlanda, passando a ser considerado o santo padroeiro e protetor do país. No dia de Saint Patrick é tradição vestir-se de verde e/ou usar trevos enfeitando a roupa e muitos usam trevos na lapela.

O ponto alto das comemorações do Saint Patrick's Day é o desfile pelas ruas centrais da cidade, que atrai multidões para as calçadas desde as primeiras horas da manhã. Em Dublin, o primeiro desfile aconteceu em 1931, e a cada ano parece juntar mais gente, inclusive de outros países, para assistir os carros alegóricos, bandas de músicas, dançarinos com roupas típicas, banda escolares e muito mais, com roupas onde o verde predomina, junto com muitos trevos de três folhas. Eventos diversos pela cidade também comemoram a Semana de Saint Patrick, com shows, apresentações musicais típicas, e muito folclore irlandês.

A Irlanda tem três grandes símbolos, a cor verde, o trevo de três folhas (shamrock) e o pequenino gnomo barbudo, conhecido como Leprechaun. Contam alguns que o simbolismo do trevo estaria ligada ao catolicismo, pois Saint Patrick teria o hábito de andar sempre com um trevo, representando a Santa Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Outros dizem que a tradição do trevo é ainda mais antiga, e já era usada pelas tribos Celtas, os primeiros povos a colonizar o território irlandês. A partir do século XIX, quando o país decidiu revoltar-se contra o domínio britânico o trevo passou a ser usado também como símbolo da luta pela independência.

Já o Leprechaun é o personagem mais conhecido da mitologia e folclore local, e não há criança irlandesa que não cresça ouvindo muitas histórias sobre eles. São homenzinhos minúsculos, espertos, cheios de truques, e conta-se que habitavam a Irlanda antes mesmo da chegada dos Celtas. Os Leprechaun fogem dos humanos, se vestem muito bem, com jaquetas e bom sapatos, cintos com fivelas grossas, sempre na cor verde. Moram no campo, em labirintos subterrâneos, e as entradas para seu mundo costumam ser disfarçadas como tocas de coelhos ou estar situadas dentro de árvores.


Leprechaun e seus trevos

Os Leprechaun são geralmente inofensivos, mas gostam de pregar peças nos humanos, como fazer coisas desaparecer de vez em quando, entornar bebidas etc. Freqüentemente são vistos carregando um pote de ouro, pois em seu esconderijo há uma imensa montanha dourada. Adoram músicas, danças e bebidas e são exímios sapateiros. Se você estiver passeando pelo interior do país e ouvir, sem saber de onde, algumas batidas, como um toc toc toc, é sinal que um Leprechaun deve estar por perto, porque este é o som que eles fazem quando estão pregando as solas de seus sapatos novos.

É muito difícil ver e mais difícil ainda pegar um Leprechaun, porque eles são ariscos e fogem dos humanos. Mesmo assim, se você tiver a sorte de conseguir pegar algum ele será obrigado a lhe conceder três desejos para ser solto novamente. Mas pense bem e diga com clareza o que deseja, porque muita gente já expressou seus desejos de forma errada e os Leprechaun, sempre espertos, deram o troco, atendendo o pedido ao pé da letra, mas nem sempre da forma como a pessoa esperava....

Curiosidade: A companhia aérea oficial da Irlanda - Aer Lingus - tem seus aviões pintados na cor (surpresa)... Verde.


Margem norte do rio Liffey

Dublin tem área aproximada de 115 quilômetros quadrados. Sua população é uma das mais jovens da Europa, sendo que metade tem até 25 anos de idade. Durante o verão as temperaturas costumam ficar entre 11 e 19 graus e os dias são longos, com mais de dezesseis horas de sol por dia. Já durante o invernos os dias são bem curtos, com somente oito horas de sol por dia e as temperaturas oscilam entre 2 e 6 graus. Quando venta, no entanto, a sensação térmica pode ficar bem abaixo disto. Não é incomum nevar na cidade, mas quase nunca em grandes quantidades. O mês mais chuvoso é dezembro, que tem em média 19 dias de chuva por mês, enquanto os meses de março abril e maio tem menos dias chuvosos (somente 15 dias chuvosos por mês). Veja informações atualizadas sobre o tempo local em  Ireland Weather.

Pois é... nos meses menos chuvosos chove durante metade do mês! Não é à toa que os campos irlandeses estão sempre verdes. Mas não deixe isto lhe desanimar, basta ter à mão uma boa capa impermeável e pronto. Mesmo porque, embora chova com freqüência, não costumam ser chuvas fortes e geralmente não atrapalham em nada quem está passeando. Mas isto explica porque dias de sol brilhante são mais apreciados que o normal em outros países. Por aqui dias quentes e de sol costumam levar muita gente aos parques e jardins da cidade para sentar ou deitar na grama enquanto outros correm para os bares com mesas ao ar livre para curtir o sol e o calor.

A região conhecida como Bull Island (em irlandês: Oileán an Tairbh) está situada ao norte da cidade, entre o continente e Dublin Bay e é um passeio indicado para quem quer fugir do agito da cidade e curte praias desertas. Esta faixa de areia com cinco quilômetros de extensão e oitocentos metros de largura é também um santuário ecológico e reserva natural de pássaros, com nenhuma intervenção humana, a não ser as casas dos poucos residentes. A ilha tem dois acessos, sendo o primeiro através do prolongamento da Watermill Road, que atravessa uma região alagada, e o segundo no extremo sul, através da Wooden Bridge, uma estreita ponte de madeira que dá acesso à beira mar. Ao chegar lá, pode-se seguir a pé pela Bull Wall, como são conhecidos os molhes de pedra que avançam mar adentro, obra do século XVIII para proteger a entrada do porto de Dublin.



Bull Island

Ainda em Bull Island, na extremidade dos molhes foi erguida em 1972, sobre três grandes pilares de concreto, o monumento 'Realt Na Mara' (Nossa Senhora, estrela do mar), representando a Virgem Maria abençoando a todos que aproximam do porto de Dublin, de onde se tem uma bela vista da baía e da entrada de Dublin. Bull Island é refúgio ecológico para diversas espécies animais, como raposas, coelhos e outros mamíferos de pequeno porte. A ilha é reconhecida pela UNESCO como a mais importante reserva irlandesa de biosfera, ou seja, um local de pesquisa para a descoberta de soluções para questões como o desmatamento, desertificação e poluição atmosférica. É uma coleção dos ecossistemas característicos da região, buscando otimizar a convivência entre o homem e a natureza em projetos que privilegiam o uso sustentável dos recursos naturais.


James Joyce e Oscar Wilde

Dois nomes sempre lembrados em Dublin são de um par de escritores geniais, nascidos nesta cidade. James Joyce (1882-1941), autor do clássico 'Dublinenses' obra formada por quinze contos abordando diversos aspectos da cidade, seus habitantes, vida e luta pela liberdade, no que era, em resumo, a luta de sua própria vida e de seu país e Oscar Wilde (1854-1900), autor da obra prima 'O Retrato de Doryan Gray' que relata a história fascinante de um homem que, graças a um pacto assustador, consegue que suas maldades e erros transpareçam na pintura que ele possui de si mesmo, enquanto o próprio personagem permanece sempre belo e atraente.

James Joyce costumava dizer que sua idéia ao escrever Dublinenses era escrever “um capítulo da história moral de meu país” e seus contos iriam fornecer aos irlandeses uma visão nítida de si mesmos, como a que se obtém ao olhar um espelho bem polido.  Embora seu livro tenha sido recebido com frieza na época de lançamento, e não tenha obtido sucesso de público ou crítica, o tempo se encarregou de demonstrar o mérito e valor de sua obra. Atualmente Dublinenses de James Joyce é considerado uma obra prima, um verdadeiro clássico, presente obrigatoriamente, em qualquer lista dos mais importantes livros de qualquer época. Diversas estátuas de James Joyce enfeitam recantos da cidade, mas a mais famosa está situada na rua de pedestres North Earl Street, no trecho bem próximo ao monumento conhecido como The Spire.

Oscar Wilde estudou no Trinity College, em Dublin e mais tarde no Magdalen College, em Oxford, Inglaterra. Seu talento e criatividade fizeram dele, com o tempo, um dos poetas, autores e dramaturgos mais conhecidos e influentes do Reino Unido. Foi um dos precursores do movimento 'Dandyism' (dandismo) no Reino Unido, que dava importância especial à aparência física, usava linguagem refinada e tinha hábitos elegantes. Em sua maioria eram pessoas de classe média, que procuravam assimilar os hábitos e costumes da aristocracia e de seu estilo de vida. Procuravam valorizar a estética, o romantismo e a beleza como formas de vida. Atualmente a expressão Dandy está associada à uma certa frivolidade, mas na época o movimento foi considerada uma resposta para a insensibilidade social surgida com a revolução industrial. Oscar Wilde foi perseguido por sua homosexualidade, numa época em que isto era considerado crime no Reino Unido. Foi condenado e preso, o que fez com que sua reputação, situação financeira e saúde declinassem rapidamente, e que o acabou levando a uma morte prematura. Sua obra é imensa e variada, mas talvez seu trabalho mais conhecido seja o romance 'O Retrato de Doryan Gray', considerado um clássico da literatura, de leitura obrigatória. Oscar Wilde também tem uma estátua construída em sua homenagem, em estilo bem diferente do tradicional e apropriado a seu estilo de vida e arte. Está situada numa esquina de Merrion Square, em frente à casa onde ele morou.

A O'connell Street - em irlandês: Sráid Uí Chonaill - é a avenida mais imponente e larga da cidade. Situada em sua metade norte e perpendicular ao rio Liffey, ela é, para os habitantes da cidade, o Champs Elysées de Dublin. Foi quase toda destruída no início do século XX, durante os combates pela independência irlandesa, e por isso a maior parte de seus prédios tem menos de cem anos de idade. Uma notável exceção é o famoso imóvel ocupado pelo General Post Office, construção de 1818. Mais do que apenas uma rua, O'connell Street é o palco principal da cidade para manifestações, protestos, homenagens e outros eventos importantes, artísticos, políticos ou culturais.


O'connell Street e The Spire

Não é por acaso que na O'connell Street acontece o trecho principal do desfile de Saint Patrick, comemorado anualmente no dia 17 de março. A rua não é longa, tem pouco mais de quinhentos metros de extensão, por isso não deixe de percorrê-la. Vá até o fim por uma calçada e volte pela outra, apreciando pelo caminho os prédios, monumentos, lojas, restaurantes e entrando onde der vontade.

O mastro com cento e vinte metros de altura que aparece no centro da foto acima é conhecido como 'The Spire' (em irlandês 'An Túr Solais', significando 'Monumento da Luz'). O monumento foi construído no mesmo local onde antes existia um monumento em homenagem ao almirante Nelson, o famoso herói inglês. Após a independência irlandesa, símbolos e monumentos ingleses passaram a não ser vistos com simpatia por aqui. Adicionalmente, os frequentes conflitos armados na Irlanda do Norte agravavam ainda mais a disputa com os ingleses. Neste contexto, o monumento era visto por alguns como uma afronta à soberania irlandesa o que levou, em 1966, militantes do IRA (exército de libertação irlandesa) a explodirem o monumento.

Após alguns anos, e com o surgimento do projeto de reurbanização da área central de Dublin, foi decidido erguer-se no mesmo local um novo monumento, e o projeto escolhido não deveria ter finalidades políticas, o que levou à escolha do The Spire of Dublin, o monumento à luz, para simbolizar o novo centro de Dublin. O monumento foi completado em 2003, e é considerado a maior escultura do mundo. Construído em aço, a imensa agulha é iluminada à noite, dando a impressão que sua luz alcança o céu, o que deu origem ao seu nome.


Dublin Quays e rio Liffey à noite

Dublin tem marcas evidentes do período de colonização inglesa e logo ao chegar pode dar a impressão que ainda estamos no Reino Unido. Mas quem olhar com mais atenção, para além das aparências, vai encontrar uma cidade que não tem semelhança com nenhuma outra. Visitantes devem reservar, no mínimo, dois dias para conhecer o básico da cidade, sendo um dia dedicado ao lado sul e outro ao lado norte. Mas quem permanecer lá por quatro dias não vai ficar sem ter o que fazer pois há muito para conhecer na cidade e seus arredores. Nossa experiência em Dublin foi ótima e curtimos muito a cidade e seus moradores, sempre gentis e atenciosos. Se a Irlanda é conhecida por todos como a Ilha das Esmeraldas, Dublin para nós brilhou como uma pedra preciosa: Se destaca entre todas as outras, impressiona bem, é bonita e parece ter luz  própria.

 

A música desta página é With or Without You, do U2, banda de Dublin Para interromper sua execução clique em X (parar).  

 



Shamrock - o trevo de três folhas