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Teresina não costumava ser lembrada como destino turístico, mas isto, cada vez mais, pertence ao passado. As primeiras imagens que se tem desta região do país, quando chegamos de avião, já fornecem uma pequena amostra do que teremos pela frente: Áreas verdes, rios caudalosos e luxuosos prédios residenciais. Mas isto é apenas o ponto de partida. Quem tiver uns dias extras e esticar o passeio até o litoral do Piauí, vai ficar ainda mais surpreso com a região do Delta do Rio Parnaíba. Do agreste do interior e sua gente simples, passando por uma capital que moderniza-se a largos passos, até a exuberância de um litoral privilegiado, freqüentado por turistas de todo o mundo, o Piauí é uma terra de surpresas, contrastes e revelações.

   

Hábitos e costumes por aqui ainda não estão muito contaminados pela correria e estresse dos grandes centros e  Teresina costuma dar aos viajantes a impressão de ser um lugar onde duas épocas diferentes convivem juntas. Pessoas simples vindas do sertão cruzam pelas ruas com gente vinda de todos os cantos do país e do exterior, envolvidas em projetos diversos na região, ou que chegam à procura de rotas turísticas diferentes. Enquanto isso, mercados de rua oferecem artigos típicos, produzidos da mesma forma há gerações, enquanto os shoppings oferecem tudo do mais moderno. Envolvendo tudo e a todos o calor, intenso e sufocante, que não nos deixa esqueçer que esta é a capital mais quente do país e faz a gente precisar de muita coragem para deixar o ar condicionado do hotel e sair às ruas.

 

Para conhecer a história do estado o lugar certo para começar a visita é o Museu do Piauí, belo sobrado em estilo colonial que já serviu de sede ao Governo da Província e Poder Judiciário, e que hoje abriga valiosas peças históricas.

A Igreja de São Benedito, construção do século 19, é um dos marcos mais conhecidos e representativo da cidade, e é difícil não reparar nela, tal sua imponência. O nome da cidade surgiu como homenagem à imperatriz Teresa Cristina, e seu marco zero foi estabelecido há apenas 150 anos por Conselheiro Saraiva, um influente Baiano que decidiu que a cidade de Oeiras era pequena demais para continuar sendo a capital daquelas terras.

Depois siga até o belo Teatro 4 de Setembro (Sua São Pedro), centenário prédio com arquitetura de inspiração portuguesa e detalhes greco-romanos. E à tarde, para refrescar um pouco, vá tomar um sorvete de frutas típicas do nordeste na Praça Pedro II, que nos faz lembrar aquelas praças de antigamente, desde as luminárias de época, até cada um de seus detalhes, cuidadosamente reformados dentro do estilo art-nouveau.

 

Como todo turista está sempre à procura de lembranças, artesanato e curiosidades de cada lugar visitado, ao chegar em Teresina não deixe de visitar o Centro de Artesanato, na imagem ao lado. Este imponente prédio já serviu como sede da polícia estadual, e agora, totalmente recuperado, é o endereço certo para encontrar tudo isso e mais um pouco. Situado exatamente em frente à Praça Pedro II, ele é popularmente conhecido como Centro do Mestre Dezinho, homenagem a um dos maiores artesãos que o nordeste do Brasil já conheceu.

Na hora da refeição aproveite para conhecer um pouco das delícias gastronômicas do Piauí: Que tal um Baião de dois com cajuína? Ou então Maria Izabel, Galinha Caipira ou Carne de Sol? Bons endereços para isto é que não faltam. Vá até o Celso's, que apesar do nome em inglês é especializado em Comida Piauiense (Rua Angélica 1059 – Fátima), ou então o Panela de Barro (Av. Pedro Freitas 1965). Quem gosta de pescados pode ir no Camarão do Elias, especializado em camarões e moquecas (Av. Pedro Almeida 457), ou O Pesqueirinho, situado em frente ao rio (Rua Domingos Jorge Velho 6889). Depois do almoço ninguém sai às ruas por aqui, principalmente depois de uma boa refeição. Então sugerimos que você volte ao hotel, se refresque um pouco e depois que o sol baixar continue a caminhada.

 

Um passeio pela cidade deve incluir a Avenida Frei Serafim, mais movimentada via da capital, ligando o centro à zona leste da cidade. Antigamente uma nobre área residencial, hoje ela é importante pólo de comércio. E não deixe de conhecer a Igreja Nossa Senhora das Dores, fundada em 1867 e localizada na Praça Conselheiro Antônio Saraiva, bem no centro.

Você sabe como surgiu o nome da cidade? Foi em agradecimento à Teresa Cristina Maria de Bourbon, imperatriz do Brasil, que havia apoiado a criação de uma nova capital no Piauí. Logo após sua fundação, a cidade entrou em ritmo de desenvolvimento acelerado, e dez anos depois já tinha uma população de oito mil habitantes.

 

Deixando Teresina para trás e pegando a estrada, não deixe de visitar a Lagoa do Portinho, um paraíso ecológico que tem mais semelhança com alguma miragem no meio do deserto do que com a realidade. Cercada de imensas dunas de areia branca, e geralmente acariciada por um vento quente que vem do litoral, já tornou-se o point ideal para prática de esportes aquáticos.

 

No segundo dia em Teresina aproveite para conhecer o Palácio de Karnak, de construção inspirada num templo grego, e que hoje serve de sede ao governo estadual. E depois vá ao Parque Ambiental Encontro dos Rios, onde Poti e Parnaíba se encontram. Além do belo espetáculo, o parque tem um original Monumento à Lenda do Cabeça de Cuia, mirantes, restaurante flutuante e central turística.

Quem curte compraas pode ir direto no Teresina Shopping, o maior da cidade, ou então, no vizinho Riverside Walk Shopping (Av. Ininga 1201), ambos situados junto à margem direita do rio Parnaíba.

 

A Cachoeira do Urubu é outro lugar que costuma surpreender muita gente que pensa que no Piauí só existe seca. Apesar do nome pouco inspirado, este verdadeiro mar de águas está situada a menos de duzentos quilômetros de Teresina, na divisa com o município de Batalha, e costumam atrair turistas de toda região nordeste, devido não apenas à paisagem, mas também pelo prazer que é banhar-se em suas águas agitadas. Em épocas de cheia ela fornece o espetáculo adicional da Piracema, quando os peixes tentam transpor as barreiras do rio para a desova. Apesar de ser a mais famosa, a Cachoeira do Urubu não é a única da região. Na verdade ela é apenas uma dentre várias quedas de água que existem por aqui.

Em ambos os lados da Cachoeira do Urubu existem terminais turísticos, com bar, restaurante, área para camping, quadra de esportes e áreas de lazer. A melhor época para apreciar o lugar é entre os meses de janeiro a junho, quando o volume de água costuma ser maior.

O Parque Nacional de Sete Cidades, situado apenas a cem quilômetros das Cachoeiras, é outro ponto que não pode faltar em sua visita ao Piauí. Criado em 1961 e com área de quase 7 mil hectares, este impressionante conjunto de monumentos de pedra, com formas tão inesperadas quanto fantásticas, tem a capacidade de mexer com nossa imaginação. O trecho aberto ao turismo é visitado ao longo de doze quilômetros de trilhas, com diferentes graus de inclinação e dificuldade.

O ideal para conhecer com segurança o Parque Nacional de Sete Cidades é levar calçados antiderrapantes. O nome Sete Cidades foi dado porque estas estranhas esculturas de pedra formam grupos que parecem reproduzir cidades. Por exemplo, na primeira cidade está a Floresta de Pedras e a Trilha da Sambaíba, na segunda estão o Sítio do Camaleão e a Pedra do Castelo, e assim por diante em cada uma das sete cidades. São dezenas de monumento naturais, de todas as formas. Para visitar toda a área que forma o Parque Nacional de Sete Cidades o ideal é dispor de um dia inteiro.

Mas a jóia da coroa de um passeio ao Piauí é sem dúvida conhecer o delta do rio Parnaíba. Este rio nasce na Chapada das Mangabeiras e percorre 1485 km até desembocar no mar, formando um espetáculo de rara beleza. O nome Delta é utilizado para designar aqueles rios que ao desaguar no oceano dividem-se, e formam vários canais e em apenas em três lugares do mundo este fenômeno acontece: Rio Nilo (Egito), YangTze (China) e Parnaíba. Embora o litoral do Piauí tenha apenas 66 km de extensão, situado entre Maranhão e Ceará, pode-se dizer que este pequeno trecho foi abençoado pela natureza.

Ao chegar ao mar o Parnaíba divide-se em cinco grandes canais: Igaraçu, Canárias, Caju, Carrapato ou Melancieira e Tutóia. Mais do que apenas uma curiosidade geográfica, esta divisão proporciona a formação de dezenas de ilhas, igarapés, bancos de areia, manguezais, dunas e praias, num conjunto que forma um verdadeiro paraíso ecológico, repleto de vida vegetal e animal.

No Delta do Parnaíba estão mais de setenta ilhas, algumas desertas e praticamente inexploradas, outras habitadas por pescadores e suas famílias. Uma das maiores, a Ilha do Caju, é um santuário ecológico de onze mil hectares de cenário diversificado, com florestas nativas de várias espécies que servem de alimentação para a fauna. Lá foi implantada a Reserva Particular do Patrimônio Natural, para garantir a preservação deste ecossistema. Em sintonia com o ambiente, turistas lá encontram uma antiga fazenda, agora transformada em pousada, bastante confortável.

A maior ilha do Delta é a Ilha Grande de Santa Isabel, famosa pelo artesanato e por suas rendas, confeccionadas por rendeiras que aprenderam o ofício com suas mães que aprenderam com suas avós..... Também a Ilha das Canárias é um lugar muito procurado por turistas e ambientalistas, onde a preservação ambiental está sempre em primeiro plano. A Ilha das Canárias está entre as que possuem melhores condições para a prática do turismo ecológico.

Como se ainda não bastasse, além do Delta do Parnaíba, o litoral do Piauí também tem algumas das melhores praias do nordeste, como a Praia de Atalaia, sempre movimentada com seus mais de cinqüenta bares, ou então a Praia do Coqueiro, que já é considerada como um dos principais points do litoral, e dezenas de elegantes casas de veraneio. Já as praias de Macapá e Campo Grande são consideradas oásis de tranqüilidade, enquanto a praia de Pedra do Sal é a preferida dos surfistas, devido à suas grandes ondas. 

Ao voltar para Teresina depois de ver tudo aquilo, é impossível não admitir quão pouco conhecemos sobre as belezas de nossa própria terra. O Rio Poti, ao lado, tem sido testemunha do rápido crescimento ocorrido em Teresina ao longo dos últimos anos, e do número cada vez maior de turistas que descobrem as belezas deste estado do nordeste brasileiro. Como a simbolizar estes novos tempos, junto a ele estão modernos prédios residenciais e os melhores shoppings da cidade. No coração de uma das regiões mais secas do país, Teresina é um oásis de cores e desenvolvimento, ponto de partida ideal para conhecer as muitas belezas do Piauí.

 

 

A música desta página é 'Asa Branca', de Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira. Para interromper sua execução clique em X (parar)  

Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do Céu, ai
Por que tamanha judiação?
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.
Inté mesmo a asa-branca
Bateu asas do sertão

Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe muitas léguas
uma triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Prá mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, num chore não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração