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Teresina
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Teresina não costuma ser muito lembrada como destino
turístico, mas no ritmo em que vai, isto logo logo vai mudar. Para
quem não sabe o que vai encontrar, as primeiras imagens já surpreendem: Ao
sobrevoar a cidade destacam-se áreas verdes, rios caudalosos e luxuosos
prédios residenciais, mas isto é apenas o ponto de partida. Quem tiver uns
dias extras, e esticar o passeio até o litoral do Piauí, vai ficar ainda
mais surpreso com a belíssima região do Delta do Rio Parnaíba. Do agreste do
interior e sua gente simples, passando por uma capital que moderniza-se a
largos passos, até a exuberância de um litoral privilegiado, freqüentado por
turistas de todo o mundo, o Piauí é uma terra de surpresas, contrastes e
revelações. |
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O centro de Teresina ainda tem gostosas características
de cidade do interior. Paralelamente a um frenético mercado de rua, onde se
compra e vende de tudo, a cidade tem diversas construções em estilo clássico
e uma gente amistosa, pronta a nos receber para bater um dedo de
prosa. Hábitos e costumes por aqui ainda não estão contaminados pela
correria e estresse dos grandes centros.
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Um dos pontos principias da cidade é a Igreja Nossa Senhora das Dores, fundada em 1867 e localizada na
Praça Conselheiro Antônio Saraiva, bem no centro. Um passeio pela
cidade deve incluir também a Avenida Frei Serafim, mais
movimentada via da capital, ligando o centro à zona leste da cidade. Antigamente
uma nobre área residencial, hoje ela é importante pólo de comércio.
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A Igreja de São Benedito, construção do século 19,
é um dos marcos mais conhecidos e representativo da cidade, e é difícil não
reparar nela, tal sua imponência. O nome da cidade surgiu como homenagem à
imperatriz Teresa Cristina, e seu marco zero foi estabelecido há
apenas 150 anos por Conselheiro Saraiva, um influente Piauiense que
decidiu que Oeiras era pequena demais para continuar sendo a capital
daquelas terras. Para conhecer mais da história do estado o lugar certo é o
Museu do Piauí, belo sobrado em estilo colonial que já serviu de sede
ao Governo da Província e Poder Judiciário, e que hoje abriga valiosas peças
históricas. |
Você sabe como surgiu o nome da cidade? Em agradecimento à
imperatriz do Brasil, Teresa Cristina Maria de Bourbon, que havia apoiado
a criação de uma nova capital no Piauí, esta cidade foi batizada com o nome de
Teresina. Logo após sua fundação, a cidade entrou em ritmo de desenvolvimento
acelerado, e dez anos depois já tinha uma população de 8 mil habitantes.
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Como todo turista está sempre à procura de
lembranças, artesanato e curiosidades de cada lugar visitado, ao chegar em
Teresina não deixe de visitar o Centro de Artesanato, na foto ao
lado. Este imponente prédio já serviu como sede da polícia estadual, e
agora, totalmente recuperado, é o endereço certo para encontrar tudo isso e
mais um pouco. Situado exatamente em frente à Praça Pedro II, ele é
popularmente conhecido como Centro do Mestre Dezinho, homenagem a um
dos maiores artesãos que o nordeste do Brasil já conheceu. |
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Na hora do jantar aproveite para conhecer as delícias
gastronômicas do Piauí: Que tal um Baião-de-dois com cajuína? Ou
então Maria Izabel, Galinha Caipira ou Carne de Sol? Bons
endereços para isto é que não faltam. Vá até o Celso's, que apesar do
nome em inglês (estes nossos tempos....) é especializado em Comida Piauiense
(Rua Angélica 1059 – Fátima), ou então o Panela de Barro (Av. Pedro
Freitas 1965). Quem gosta de pescados pode ir no Camarão do Elias,
especializado em camarões e moquecas (Av. Pedro Almeida 457), ou O
Pesqueirinho, situado em frente ao rio (Rua Domingos Jorge Velho
6889).
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Deixando Teresina para trás e pegando a estrada, não
deixe de visitar a Lagoa do Portinho, um paraíso ecológico que tem
mais semelhança com alguma miragem no meio do deserto do que com a
realidade. Cercada de imensas dunas de areia branca, e geralmente acariciada
por um vento quente que vem do litoral, já tornou-se o point ideal
para prática de esportes aquáticos, vela ou windsurf. |
Quando voltar a Teresina, no final de seu primeiro dia de
passeios pela região, aproveite para conhecer o Palácio de Karnak, de
construção inspirada num templo grego, e que hoje serve de sede ao governo
estadual. Depois vá ao Parque Ambiental Encontro dos Rios, onde Poti e
Parnaíba se encontram. Além do belo espetáculo, o parque tem um original
Monumento à Lenda do Cabeça de Cuia, mirantes, restaurante flutuante e
central turística.
Conheça ainda o belo Teatro 4 de Setembro, centenário prédio
com arquitetura de inspiração portuguesa e detalhes greco-romanos. E à tarde vá
tomar um sorvete de frutas típicas do Nordeste na Praça Pedro II, que nos
faz lembrar aquelas praças de antigamente, desde as luminárias de época, até cada
um de seus detalhes, cuidadosamente reformados dentro do estilo art-nouveau.
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Não, esta não é uma foto de Miami Beach nem de
Mar del Plata. Por aqui estamos no Piauí sim, e com muito orgulho! E
você que nem sabia que por aqui tinha lugares assim heim? Mas não se
avexe cabra, porque
a verdade é que você não está sozinho. Por mais incrível que pareça, só de
uns tempos para cá é que as belezas naturais do Piauí estão começando a se tornar
conhecidas em outros lugares, tanto no Brasil como no exterior. Mais e mais pessoas
descobrem a cada ano o verdadeiro paraíso que é a região do Delta do
Parnaíba. |
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A Cachoeira do Urubu é outro lugar que costuma
surpreender muita gente que pensa, erradamente, que no Piauí só existe seca.
Apesar do nome pouco inspirado, este verdadeiro mar de águas está situada a
menos de 200 km de Teresina, na divisa com o município de Batalha,
e costumam atrair turistas de toda região nordeste, devido não
apenas à paisagem, mas também pelo prazer que é banhar-se em suas águas
agitadas. Em épocas de cheia ela fornece o espetáculo adicional da Piracema,
quando os peixes tentam transpor as barreiras do rio para a desova. Apesar
de ser a mais famosa, a Cachoeira do Urubu não é a única da região. Na verdade
ela é apenas uma dentre várias quedas dágua que existem por aqui. |
Em ambos os lados da Cachoeira do Urubu existem terminais
turísticos, com bar, restaurante, área para camping, quadra de esportes e áreas
de lazer. A melhor época para apreciar o lugar é entre os meses de janeiro a
junho, quando o volume de água costuma ser maior.
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O Parque Nacional de Sete Cidades, situado apenas
a 100 km das Cachoeiras, é outro ponto que não pode faltar em sua visita ao
Piauí. Criado em 1961 e com área de quase 7 mil hectares, este
impressionante conjunto de monumentos de pedra, com formas tão inesperadas
quanto fantásticas, tem a capacidade de mexer com nossa imaginação. O trecho
aberto ao turismo é visitado ao longo de 12 km de trilhas, com diferentes
graus de inclinação e dificuldade. |
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O ideal para conhecer com segurança o Parque Nacional de Sete Cidades
é levar calçados não derrapantes. O nome Sete Cidades foi dado porque estas estranhas esculturas de
pedra formam grupos que parecem reproduzir cidades. Por exemplo, na primeira
cidade está a Floresta de Pedras e a Trilha da Sambaíba,
na segunda estão o Sítio do Camaleão e a Pedra do Castelo,
e assim por diante em cada uma das sete cidades. São dezenas de monumento
naturais, de todas as formas. Para visitar toda a área que forma o Parque Nacional de Sete Cidades
o ideal é dispor de
um dia inteiro.
Mas a jóia da coroa de um passeio ao Piauí é sem
dúvida conhecer o Delta do Parnaíba. Este rio nasce na Chapada das
Mangabeiras e percorre 1.485 km até desembocar no mar, formando um
espetáculo de rara beleza. O nome Delta é utilizado para designar aqueles
rios que ao desaguar no oceano dividem-se, e formam vários canais. Apenas em três
lugares do mundo este fenômeno acontece: Rio Nilo (Egito), YangTze (China) e
Parnaíba.
Ao chegar ao mar o Parnaíba divide-se em cinco grandes
canais: Igaraçu, Canárias, Caju, Carrapato ou Melancieira e Tutóia. Mais do que
apenas uma curiosidade geográfica, esta divisão proporciona a formação de
dezenas de ilhas, igarapés, bancos de areia, manguezais, dunas e praias, num
conjunto que forma um verdadeiro paraíso ecológico, repleto de vida vegetal e
animal. Embora o litoral do Piauí tenha apenas 66 km de extensão, entre Maranhão e Ceará,
pode-se dizer que foi abençoado.
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No Delta do Parnaíba estão mais de 70 ilhas, algumas
desertas e praticamente inexploradas, outras habitadas por pescadores e suas
famílias. Uma das maiores, a Ilha do Caju, é um santuário
ecológico de 11 mil hectares e oferece um cenário diversificado, com
florestas nativas de várias espécies, que servem de alimentação para a fauna.
Lá foi implantada a Reserva Particular do Patrimônio Natural, para
garantir a preservação deste ecossistema. Em sintonia com o ambiente, turistas lá encontram uma antiga
fazenda, agora transformada em pousada, com muito conforto a oferecer.
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A maior ilha do Delta é a Ilha Grande de Santa Isabel,
famosa pelo artesanato e por suas rendas, confeccionadas por rendeiras
que aprenderam o ofício com suas mães que aprenderam com suas avós..... Também a
Ilha das Canárias é um lugar muito procurado por turistas e
ambientalistas, onde a preservação ambiental está sempre em primeiro plano. A
Ilha das Canárias está entre as que possuem melhores condições para a prática do
turismo ecológico.
Como se ainda não bastasse, além do Delta do Parnaíba, o
litoral do Piauí também tem algumas das melhores praias do nordeste, como a
Praia de Atalaia, sempre movimentada com seus mais de 50 bares, ou então a
Praia do Coqueiro, que já é considerada como um dos principais points do
litoral, e dezenas de elegantes casas de veraneio. Já as praias de
Macapá e Campo Grande são consideradas oásis de tranqüilidade,
enquanto a praia de Pedra do Sal é a preferida dos surfistas, devido à suas
grandes ondas.
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Ao voltar para Teresina depois de ver tudo aquilo, é
impossível não admitir quão pouco conhecemos sobre as belezas de nossa
própria terra. O Rio Poti, ao lado, é testemunha do
rápido crescimento ocorrido em Teresina ao longo dos últimos anos, e do
número cada vez maior de turistas que descobrem as belezas deste estado do
nordeste brasileiro. Como a simbolizar estes novos tempos, junto a ele estão
modernos prédios residenciais e os melhores shoppings da cidade. Mas se você
quer mesmo um conselho, nunca venha ao Piauí com muita pressa. À pouca
distância dessa cidade ao mesmo tempo pacata e moderna, está um mundo a ser
descoberto, ao mesmo tempo desconhecido e fascinante. |
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A música dessa página é
Asa Branca,
de Luiz Gonzaga & Humberto Teixeira.
Quando olhei a terra
ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do Céu, ai
Por que tamanha judiação?
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão.
Inté mesmo a asa-branca
Bateu asas do sertão |
Então eu disse adeus
Rosinha
Guarda contigo meu coração.
Hoje longe muitas léguas
uma triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Prá mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro, num chore não, viu
Que eu voltarei, viu, meu coração. |
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