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São Luís do Maranhão é uma das três únicas capitais brasileiras construídas em ilhas. Além disso, é a única cidade de nosso país a sofrer forte influência de três povos. Fundada pelos franceses, foi depois invadida pelos holandeses e finalmente colonizada por portugueses. O resultado foi uma mistura única de influências que gerou um mosaico histórico como poucos outros no mundo. Reconhecida pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, esta cidade é um museu ao ar livre, uma viagem de volta ao passado, e a certeza de um passeio memorável.

   

As imagens mostradas acima e ao lado foram feitas na Praça Benedito Leite, onde pode ser constatado o magnífico trabalho que vem sendo feito na restauração dos prédios históricos de São Luis. Para passear por esta área uma sugestão é tomar como ponto de partida a praça situada em frente ao Terminal Hidroviário. Siga então em frente pelas ruas, becos, ladeiras e escadarias que compõem este conjunto. Ao todo são 107 mil metros quadrados de área urbana tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, envolvendo cerca de vinte quadras e trezentas edificações, e constituindo o mais extenso e valioso conjunto de arquitetura colonial portuguesa do século 19. Toda esta área vem sendo gradativamente restaurado, de acordo com o Projeto Reviver.

 

Ao lado, palmeiras e o mar da Ponta da Areia, onde nos hospedamos. Se você que um lugar para relaxar, sair do hotel direto para a areia, sentir a água quente do mar batendo nos seus pés. Nada de barulho, estresse ou trânsito. À noite poder olhar para o céu e ver tantas estrelas como você nem sabia que existiam... A brisa gostosa do mar acariciando os sentidos.... Uma boa companhia num clima bem romântico.. Isto lhe parece o paraíso? Pois é... não é de admirar que o romantismo seja uma das principais atrações desta cidade, o que é confirmado pelo grande número de casais que escolhe a cidade para passar a lua de mel. 

 

Até o final do século 19, São Luís era conhecida informalmente como 'A Atenas Brasileira', graças ao elevado nível cultural de sua população. Fatores históricos, culturais e coloniais teriam contribuído para favorecer este privilégio. A cidade está situada entre os rios Anil e Bacanga, e seu trecho histórico situa-se a oeste. São centenas de casarões, incontáveis fachadas cobertas por azulejos, sacadas de ferro, janelas e portas em arco, que abrigam desde residências até hotéis, pequenas lojas, mercados, museus, casas de cultura, restaurantes, ateliês, agências de turismo, oficinas de artesanato, e principalmente uma gente simpática que tem prazer em receber visitantes.

 

Passear pelas ruas de São Luis já é um programa em si, ainda que você não vá a nenhum lugar em especial. Dá para caminhar um dia inteiro, e ir se maravilhando aos poucos com cada recanto ou cada esquina. É um mercadinho escondido aqui, um escadaria inesperada ali, e assim por diante. Mesmo assim, a cidade também tem pontos que não podem deixar de ser incluídos em qualquer roteiro turístico, como, por exemplo, a Casa do Maranhão, onde pode-se aprender muito sobre a cultura desta terra, o Palácio La Ravadière, construído em 1689 em homenagem ao fundador da cidade, Daniel de La Touche, e o imponente Palácio dos Leões, que hoje abriga a sede do governo estadual. Diversos de seus aposentos estão abertos à visitação pública, e os luxuosos aposentos, móveis, esculturas e pinturas belíssimas, fazem com que muitos o considerem como um Palácio de Versalhes em escala reduzida.

À pouca distância do Palácio dos Leões está situado o Restaurante Senac, que num ambiente agradável e elegante serve bons pratos, inclusive comida típica, como Arroz de Cuchá, preparado com camarão seco e gergelim. A mandioca também está sempre presente nas mesas Maranhenses, e serve de ingrediente para quase tudo, como farinhas, bolos e bijus. Peixes e frutos do mar também são encontrados em cada esquina, assim como as deliciosas frutas regionais Bacuri, Cupuaçu, Murici, Cajá, Sapoti, Jussara, Jenipapo e Graviola.

Depois desta lauta refeição peça perdão pelo pecado da gula visitando a Igreja Matriz, construída entre 1690 e 1699 e a Igreja do Desterro, erguida no mesmo local onde os primeiros colonizadores fizeram uma capela em devoção à Nossa Senhora do Desterro. A melhor forma de visitar as duas, bem como todos os outros pontos históricos da cidade é acompanhado de um bom guia, pois ele lhe fará conhecer com detalhes as histórias incríveis de suas construções, dos túneis escondidos etc. Fizemos nosso City Tour pela cidade com a Sea and Air Receptivo (Rua Inácio Xavier de Carvalho), e podemos recomendá-los com louvor.

Ao lado, vista da Baía de São Marcos a partir do mirante situado ao lado do Palácio dos Leões. Neste momento a maré estava alta, e um cenário completamente diferente pode ser obtido deste mesmo lugar durante a maré baixa, quando este imenso rio praticamente seca por completo, formando uma imagem bastante surrealista. Os prédios visíveis na linha do horizonte, no lado oposto do rio, são luxuosos condomínios e hotéis, situados na praia do Calhau e Ponta da Areia.

 

A Lagoa da Jansen, mostrada ao lado, é um dos recantos mais agradáveis da cidade. São seis mil metros quadrados de área, onde estão restaurantes, quadras de esportes e ciclovias. Na área de lazer em seu contorno estão quiosques oferecendo sucos e petiscos, e durante as tardes e noites de fim de semana este é um dos locais mais agradáveis para uma caminhada em boa companhia ou simplesmente curtir a noite estrelada. A pouca distância da Lagoa está situada a parte moderna de São Luis, com luxuosos prédios residenciais, excelentes hotéis, e o imenso São Luis Shopping, com cinemas, restaurantes e grandes lojas de departamento.

 

Ao lado, vista aérea da Lagoa de Jansen, com os modernos prédios residenciais ao fundo, e mais além o oceano. Se, por curiosidade, você quiser saber porque a lagoa chama-se Jansen, saiba que é para homenagear uma das personalidades femininas mais influentes na história de São Luis. Conta-se que Ana Jansen foi uma mulher de forte personalidade, temida até pelos homens, o que era muito raro em sua época. Casou diversas vezes, sempre com homens ricos e influentes da cidade, e construiu aos poucos grande fortuna.

Ana Jansen conseguiu também tornar-se muito influente entre políticos e militares, e chegou até a formar um exército particular de 400 escravos para defender seus interesses. Voluntariosa, inteligente, destemida e influente, o lado ruim de sua personalidade é que Ana Jansen era cruel, e tratava de forma desumana seus escravos. Talvez por isso, corre a lenda que até hoje seu fantasma continua vagando sem descanso pelas ruas da cidade à noite, a bordo de uma carruagem puxada por cavalos sem cabeça.

Na praia da Ponta da Areia estão alguns dos melhores hotéis da cidade, além de bares e bons restaurantes. Mas nada impressiona tanto como uma caminhada pela areia durante a maré baixa. Você sabia que São Luis é um dos lugares do mundo onde é maior a diferença dos níveis entre maré alta e baixa? São 8 metros de diferença para ser exato, e ao que consta, apenas na baía de Saint Michel, França, existe uma maré maior. Em São Luis, duas vezes ao dia, o mar parece fugir da terra. Por algumas horas então podemos avançar centenas de metros em meio às poças deixadas para trás. Nestes momentos únicos, o cenário chega a lembrar uma pintura surrealista ou uma paisagem de sonhos.

 

Este recanto tão agradável foi justamente nomeado de Recanto dos Amores e está situado na Praça Gonçalves Dias. É uma região elevada, situada a pouca distância do centro, e desta colina tem-se uma excelente visão da foz do Rio Anil e das duas pontes que ligam a cidade história à cidade nova. Quem desejar conhecer o típico comércio da cidade, pode aproveitar e seguir pela rua Rio Branco, cruzar a Praça Panteon e em pouco tempo chegará à Rua Grande, principal pólo comercial de São Luis, onde se encontra desde o comércio popular até filiais das grandes lojas de departamento do país.

Outra curiosidade Maranhense é o Guaraná Jesus, bebida oficial de São Luis. É difícil encontrar quem não goste deste refrigerante cor de rosa, presente em cada mercadinho ou supermercado. Criado em 1920 por um empresário de visão, logo se transformou num sucesso inédito, a ponto de atrapalhar as vendas da Coca-Cola. Mas, como diz aquele velho ditado, se não pode uni-lo, una-se a ele, e foi isto que a multinacional das bebidas fez: Comprou a licença do Guaraná Jesus, e hoje é a Coca-Cola quem produz, engarrafa e distribui o Guaraná Jesus em todo Maranhão, com vendas cada vez maiores.

É claro que nós experimentamos o Guaraná Jesus, e se você quer saber, ele é uma delícia! Mas quem preferir bebidas mais quentes sempre poderá optar pela tradicional cachaça Tiquira.

Alcântara é outro passeio obrigatório para quem visita São Luis. Esta cidade está situada do outro lado da Baía de São Marcos, e para chegar lá é necessário tomar um dos barcos que zarpam do Terminal Hidroviário. A travessia dura cerca de oitenta minutos, e costuma ser agitada, sendo freqüentes os casos de enjôo entre turistas. Mesmo assim, é impossível deixar passar a oportunidade de conhecer esta cidade que se preparou com todo esmero para a visita do imperador Pedro II. Na ocasião, cada Coronel mandou construir um casarão maior que o do seu vizinho, todos querendo ter a honra de abrigar o imperador quando ele chegasse.

Infelizmente D. Pedro II acabou nunca vindo a Alcântara, frustrando seus pretensos anfitriões. Em compensação, a competição para construir belas mansões legou à história e aos turistas um conjunto histórico como poucos, onde se destacam a Casa de Câmara, Cadeia Pública, Pelourinho e Igreja do Carmo.

De volta a São Luis, não deixe de percorrer a Rua Portugal, um dos melhores exemplos da arquitetura colonial da cidade. Para encontrar belas peças de artesanato vá até o Ceprama. E não deixe de conhecer a Casa das Tulhas, construção de 1820 onde podem ser encontrados produtos típicos Maranhenses. Percorra ainda o Beco Catarina Mina, famosa escadaria de pedra. Passe pelo Cafuá das Mercês, sobrado que funcionava como mercado de escravos. E visite o Centro de Cultura Popular, onde estão expostas belas vestimentas e interessantes objetos usados em festas populares.

 

Uma das curiosidades percebidas ao percorrer as ruelas e escadarias de São Luis é quanto aos seus nomes, como o Beco da Bosta (aqui era onde os escravos despejavam as águas servidas), Beco do Quebra Bunda (originalmente pavimentado com pedras muito escorregadias) e Rua do Veado (?). Outra particularidade de São Luis é sua fama de capital nacional do Raggae, que até lhe rendeu o título de Jamaica Brasileira. Mas a marca registrada da cidade é sem dúvida seus Azulejos Decorados, esta antiga arte portuguesa, que parece ter chegado à perfeição em São Luis.

Em fins do século 18, toneladas de azulejos decorados chegaram a São Luis, sendo instalados em fachadas e interiores de residências. Sua utilização foi imensa devido principalmente ao clima úmido e equatorial da cidade, que danificava pinturas e rebocos, e logo transformou os azulejos na melhor solução para execução de revestimentos.

Além de todas atrações naturais, São Luis é também um ótimo ponto de partida para conhecer uma das regiões mais belas do país, os Lençóis Maranhenses. Diversas operadoras de turismo oferecem desde excursões de poucos dias até roteiros completos e personalizados, percorrendo não somente os Lençóis, mas também o Delta do Rio Parnaíba (Piauí), Praia de Jericoacoara (Ceará) e outras maravilhas feitas pela natureza que podem ser encontradas ao longo do caminho.

Foi graças ao acaso e a uma insistente chuva que caia numa segunda feira por volta do meio dia, e que nos obrigou a procurar abrigo na primeira porta que encontramos, que ficamos conhecendo Diogo, atualmente na Orbe Turismo. Enquanto a chuva caia ele nos recebeu com boa vontade e durante um papo super agradável, nos fez conhecer todas as possibilidades de conhecer mais a fundo as belezas deste litoral. São roteiros que incluem transporte em vários tipos de veículos, pernoites em pousadas pelo caminho e a certeza de muita aventura. Se você também tiver a sorte de encontrar Diogo em São Luis, converse com ele, e com certeza irá receber dicas preciosas e detalhadas sobre a melhor forma de conhecer toda esta região.

Este gigantesco Bumba meu Boi estava no Ceprama - Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão - um dos melhores locais da cidade para encontrar belas peças de artesanato, e onde à noite freqüentemente são apresentados shows de música e danças típicas. O Bumba Meu Boi é uma das maiores tradições festivas do Maranhão. Seu personagem principal obviamente é o Boi, representado por uma armação leve, coberta por um tecido colorido. O conjunto é conduzido por um homem escondido na armação. A festa é uma mistura de teatro, dança e música, tendo surgido durante o ciclo econômico da criação de gado, e sofrido influência de diversas culturas.

Conta a lenda que o Bumba meu Boi surgiu graças a um homem e sua mulher grávida, a qual estava com desejos de comer a língua do novilho preferido de um rico fazendeiro, patrão de seu marido. Mesmo contrariado, o marido acaba atendendo à vontade de sua mulher, mas é descoberto ao matar o boi. O casal foge, perseguido pelo fazendeiro que deseja puni-los. Ao mesmo tempo é chamado um curandeiro para tentar ressuscitar o boi. No final da história o boi ressuscita, o casal é perdoado, e o fazendeiro resolve dar uma grande festa para comemorar, repleta de alegria, música e dança.

O espetáculo do Boi se desenrola com o público em volta, e no decorrer do evento ocorrem cenas diversas, ensaiadas e improvisadas, detalhando toda a história. Tudo é acompanhado pela música executada por instrumentos e ritmo diversos, representando os Sotaques, ritmos musicais utilizados nas toadas. Cada Sotaque possui instrumentos específicos que determinam a batida e a evolução do Boi. Os sotaques mais tradicionais são matraca, zabumba e orquestra.

Os principais personagens de cada Boi são o Rico Fazendeiro, o marido (Pai Francisco), a mulher grávida (Mãe Catirina), as índias, vaqueiros, mutucas, e claro, o publico, que se aglomera em volta para tudo ver e participar.

Nos meses de junho e julho praticamente toda localidade do Maranhão apresenta seu Boi, sendo que os grupos maiores contam com centenas de Dançantes. Somente em São Luis existem mais de cem Bois. Nos Dançantes de cada Boi destacam-se as ricas e coloridas vestimentas, muitas delas confeccionadas com veludo, adornado com fitas multicores. Esteja certo que visitar São Luis nesta época do ano é garantia de presenciar espetáculos belíssimos, de muita dança e música, e principalmente poder participar de tudo.

Nossa visita à São Luis é até hoje lembrada com carinho, pois ela ficou em nossas recordações como uma terra de gente amiga e atenciosa com os visitantes. É um povo que se orgulha e cultua suas tradições e sua história, mas ao mesmo tempo tem plena consciência do potencial turístico de sua terra, e investe muito no setor.

Levamos daqui a lembrança de nascentes inesquecíveis e marés surpreendentes, águas mornas e areias macias. Tudo isto e muito mais, fazendo desta terra um lugar que dá até pena quando chega a hora de ir embora.

 

 

A música desta página é forró 'Bumba meu Bo'i, de Waldemar Henrique. Para interromper sua execução clique em X (parar)  

 

Ele não sabe que seu dia e hoje
céu forrado de veludo azul-marinho
Venho ver devagarinho
Onde o boi ia dançar
Ele pediu pra não fazer muito ruído
Que o santinho distraído
Foi dormir sem celebrar
Bumba meu boi do campo
Bumba me boi bumbá.