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Clique nesta foto para vê-la em maior resolução.
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Nossa viagem à Bahia era sonhada há muito tempo,
e para falar a verdade, quando finalmente se realizou, não foi bem o
que a gente esperava. Foi muito melhor. Encontramos em Salvador um
povo que parece estar sempre de bem com a vida, exorcizando o
stress, cantando, dançando, e curtindo as coisas boas de cada dia,
uma de cada vez, como todo mundo deveria fazer. Imagine um lugar
alegre: Assim é Salvador. A foto ao lado foi batida em nosso
primeiro dia na cidade, ao recebermos as boas vindas da terra de
Iemanjá, oferecidas pelo belíssimo e histórico Farol da Barra.
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Dizem que Salvador tem 365
igrejas, uma para cada dia do ano. Na verdade o número é menor,
mesmo assim existem dezenas e dezenas. Nenhuma visita à Salvador
seria completa sem conhecer algumas destas obras primas. Comece
pela Igreja de São Francisco. Construída entre 1708 e 1750,
seu interior representa o ideal português de uma igreja dourada.
Embora o ouro que recobre seu interior não tenha valor comercial,
é quase impossível conter uma exclamação de espanto ao entrar neste
templo santo e ver seus tetos e paredes dourados. Clique e veja
uma imagem do interior desta
igreja dourada.
Depois visite a Catedral
Basílica. Situada no Terreiro de Jesus, construída entre 1657
e 1672 com paredes revestidas de mármore, ela está situada numa
das partes mais altas da cidade, e por isso conta-se que era avistada
de longe pelos navios que se aproximavam da Baía de Todos os
Santos, lhes oferecendo proteção e bênçãos ao chegar ou partir.
Nela foi ordenado o padre José de Anchieta.
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Foi nestas terras Baianas que nasceu nosso país,
quando Pedro Alvarez Cabral avistou, em 22 de abril de 1500, o Monte
Pascoal. E em pouco tempo, Salvador iria se transformar num dos mais
importantes centros históricos e culturais daquelas novas terras do
outro lado do oceano, a tal ponto que em 1763 a cidade já era o
maior centro urbano do hemisfério sul. A parte central de Salvador
divide-se em Cidade Alta, construída sobre colinas, e
Cidade Baixa, à beira mar. A foto ao lado foi batida na Cidade
Alta, na Praça Castro Alves, aquela sobre a qual Caetano
Veloso já cantava: A Praça Castro Alves é do povo, como o céu é
do Avião... |
Quem por acaso sentir um súbito desejo
por um Acarajé ou Vatapá não vai ter dificuldade nenhuma
em encontrar, pois eles são vendidos por baianas vestidas a caráter, em
qualquer ponto da cidade. Não esqueça que na Bahia um prato quente
significa com muita pimenta e frio com pouca pimenta. E para aquelas
comprinhas que não podem faltar em nenhuma viagem, recordações, artesanato,
redes, camisetas, instrumentos musicais, estátuas das divindades religiosas,
etc, etc, o lugar certo é o Mercado Modelo. Este imenso casarão
em estilo neoclássico foi construído na segunda metade do século 20, sobre
o mar, no mesmo local onde funcionava a alfândega. Reformado há poucos
anos, agora oferece um ambiente agradável e envolvente, onde se pode passar
horas apreciando toda a rica variedade artesanal da Bahia. No segundo
andar há também um ótimo restaurantes especializado em culinária Baiana.
O Mercado Modelo fica localizado na Cidade Baixa, a 100 metros do Elevador
Lacerda.
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Se você tiver apenas um dia para visitar Salvador
nem há o que pensar: Vá direto ao Pelourinho. Trata-se de uma
área relativamente pequena, com menos de 2 km2, formada por
íngremes ladeiras com calçamento de pedras e dezenas de prédios
históricos tombados, considerados patrimônio universal. O lugar é de
uma beleza única e parece até hoje ter estacionado no tempo. Na
prática, o Pelourinho era o coração, pulmão e artérias da antiga
Salvador. |
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Estas casas do Pelourinho abrigavam todo tipo de
atividade colonial, e nem é preciso muito esforço para imaginar este mesmo
lugar na época do Brasil colonial, quando ricos senhores de engenho e
comerciantes, vinham ao Pelourinho para negociar, comprar ou vender de
tudo, inclusive seus escravos.
Salvador foi o maior e mais importante
porto de chegada no Brasil dos escravos trazidos da Africa, o que explica
que cerca de 80% dos moradores da cidade são descendentes da raça negra.
Não devem deixar de ser visitados no Pelourinho o prédio da Fundação
Casa de Jorge Amado e o Museu da Cidade, que são na verdade os
dois principais e maiores prédios do Largo do Pelourinho.
Já quem gosta dos modernos e confortáveis
shoppings não vai ficar sem opções. Basta ir ao Shopping
Iguatemi (o maior da cidade), Shopping da Barra (o de melhor
localização, próximo ao litoral e perto do Morro do Cristo, onde estão
diversos bons hotéis) ou Aeroclube Plaza Show (shopping a céu aberto,
que já virou point. Situado em frente ao mar, na praia de Armação, costuma
apresentar shows com bandas de música popular baiana). |
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Clique sobre esta foto para ver uma imagem
em maior resolução do Pelourinho. |
Toda área do Pelourinho vem sendo submetida a um
cuidadoso trabalho de preservação histórica aliado a uma inteligente
exploração turística. Isto transformou o local num agradável
shopping a céu aberto, onde estão dezenas de restaurantes, lojas de
artesanato, museus, casas de espetáculos musicais, etc.
Praticamente todas as noites acontecem
apresentações de artistas e ritmistas locais, e um dos programas mais
agradáveis para um turista é percorrer estas ruelas seguindo o som da
música ou sentar numa destas mesinhas, pedir um bom prato de comida baiana
e deixar a noite passar sem pressa alguma. Repare na foto acima a decoração
de São João, que ornamentava todas as ruas do Pelourinho quando estivemos
lá. |
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Situado ao norte da cidade, o Farol de Itapoan
não está aberto à visitação, mas em compensação pode-se passar quase
por baixo, sob os arcos de sua estrutura de apoio. Esta é uma
das regiões de praias mais belas de Salvador, e é impossível não
sentir vontade de ficar para sempre por aqui e lembrar daquela
canção de Toquinho e Vinicius de Moraes: Passar uma tarde em
Itapoan, ao sol que arde em Itapoan, ouvindo o mar de
Itapoan, falar de amor em Itapoan... |

Clique nesta foto para vê-la em maior resolução. |
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A estrutura principal desta
foto é do Elevador Lacerda, mais importante e movimentada
ligação entre Cidade Alta e Cidade Baixa. Inaugurado em 1868, substituído
em 1928 por um sistema elétrico e novamente reformado há poucos
anos, este é um daqueles passeios que ninguém pode deixar de fazer.
Todos os dias, mais de 50 mil pessoas vencem o desnível de 85 metros
entre as duas partes da cidade num de seus quatro modernos elevadores.
A viagem não é grátis, mas o bilhete é tão barato que seu custo
é praticamente simbólico.
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Ao lado do embarque superior do Elevador
Lacerda há uma loja vendendo sucos de frutas deliciosos, e uma agência
do órgão oficial de turismo de Salvador. Apenas lamentamos que, estando
de frente para uma vista tão fantástica, o elevador não tenha cabines
panorâmicas de vidro. Quem sabe numa próxima reforma?
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Ao lado uma imagem da Lagoa
de Abaeté. O cenário formado por suas águas cristalinas, areias
brancas e rica vegetação forma um conjunto que nos fez lembrar
alguma miragem dos contos de mil e uma noites. Mesmo assim é bom
saber que apesar da aparência tranqüila suas águas são perigosas, e
por isso só é recomendável nadar junto às margens. O contorno da
lagoa foi recentemente reformado e agora tem uma boa área de lazer
pavimentada, com bicicletas de aluguel e um ótimo bar restaurante
com música ao vivo.
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Desde o nascimento Salvador se dividia
em Cidade Alta e Cidade Baixa. Na Baixa estavam situados os armazéns,
portos e principais casa comerciais. Na Alta ficava a administração política
e religiosa. A ligação entre as duas cidades era feita por ladeiras, que
até hoje existem. A cidade foi a primeira capital do Brasil, entre
os anos de 1549 a 1763, e primeira metrópole portuguesas nas Américas.
A partir de 1550 começaram a chegar os primeiros escravos negros trazidos
da Africa, de países como Nigéria, Angola, Senegal, Congo e Moçambique.
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Mais uma foto batida nas ladeiras que compõem o
Pelourinho. A melhor forma de vencer estas ruas íngremes com
calçamento irregular é usar um bom sapato à prova de escorregões.
Quando sentir fome, não deixe de fazer sua refeição também num dos
ótimos restaurantes existentes no Pelourinho. Entre os mais
simpáticos, oferecendo comida típica e ambiente agradável estão o
Mama Bahia (rua das Portas do Carmo 21) e o Pomerode (rua
Alfredo de Brito 33). Ou então vá ao Senac, que num ambiente
mais informal serve ótimas refeições a preço fixo, sobremesas
incluídas. Quem estiver a procura de um restaurante super
especializado em comida baiana pode ir direto ao Restaurante da
Dadá. Sua proprietária (a Dadá, é claro), ao longo dos anos
ficou conhecida como uma das melhores quituteiras baianas da cidade,
e hoje tem uma rede com diversas casas. A melhor e maior de todas
está situada praticamente dentro do mar, na praia de Patamares
(cerca de 15 km do centro). Esteja certo que vale a pena ir lá.
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Ainda no Pelourinho, siga pela rua Alfredo Brito até a
Igreja do Santíssimo Sacramento
(1737). Sua imensa escadaria frente à fachada principal lhe transforma num
endereço marcante, ideal para fotos dramáticas. Aqui foi feita a famosa
cena de O Pagador de Promessas, filme ganhador da Palma de Ouro
no festival de Cannes. A igreja tem cinco altares em estilo rococó
e foi próximo a ela que, em 1549, Tomé de Souza fundou Salvador, sobre uma
colina estrategicamente situada de frente para o mar. Conheça ainda a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos,
construída por escravos e negros libertos, com torres de influência
indiana e fachada em estilo barroco e rococó.
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Clique nesta foto para vê-la em maior resolução.
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A melhor forma de conhecer o litoral de Salvador
é caminhar. Nesta foto já tínhamos deixado o Farol da Barra para
trás (ao fundo) e seguindo pela praia chegamos ao Forte Santa
Maria, onde estão estes antigos canhões enferrujados deixados
pelos portugueses. Na época colonial os portugueses mantinham aqui
centenas de engenhos de cana de açúcar e tabaco. Junto com o Pau
Brasil e o ouro estas riquezas muito contribuíram para as finanças
da coroa portuguesa assim como para despertar a cobiça de holandeses
e franceses. Violentas batalhas foram travadas nestas águas pelo
controle das terras brasileiras, todas devidamente rechaçadas pelos
portugueses. E estes canhões, embora hoje aparentem ser peças de
museu, tiveram muito trabalho naqueles anos. |
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Partindo da cidade baixa e seguindo na direção oposta
à Barra chega-se em poucos minutos à Igreja de Nosso Senhor do Bonfim,
padroeiro dos baianos, e famosa pelo ritual de lavagem de suas escadas.
Embora menor que as anteriores ela também não pode faltar em nenhum roteiro.
Com certeza você será assediado por vendedores lhe oferecendo as tradicionais
fitinhas coloridas do Senhor do Bonfim.
Coloque uma fitinha colorida
no pulso e leve também para presentear seus amigos. Segundo a
tradição, essas fitinhas devem ser usadas até caírem por conta
própria, quando então aquele seu desejo mais íntimo se tornará
realidade. |
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Após a visita à igreja do Bonfim,
siga na direção do litoral e aproveite para conhecer mais um dos fortes
desta região, o Forte Humaitá, totalmente recuperado pelo exército,
e agora aberto à visitação pública. Veja duas imagens em alta definição
do forte Humaitá clicando em Janela
e Guarita. E ao cair da noite, o endereço certo para encerrar este
dia em Salvador com uma experiência memorável é jantar no excelente
Solar do Unhão, que apresenta ótimos shows de música e dança
folclórica. Simplesmente imperdível. |
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No dia seguinte volte à Igreja de São
Francisco (um dia é pouco para conhecer tudo que ela tem a
mostrar) e visite o Claustro de seu mosteiro. Este pátio
interno era decorado em sua totalidade por elaborados painéis
azulejados, pintados pelos missionário Jesuítas e Beneditinos. Além
de belíssimos como obra de arte, os temas utilizados são também
muito interessantes, por fornecerem um exemplo das tentações,
devoções e angústias que freqüentavam a mente das pessoas
naquela época. Cada painel é uma história completa, com temas que
cobrem desde a agricultura à avareza, da certeza da morte à virtude,
da disciplina à filosofia. |
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Um dos maiores encantos da Bahia é justamente
esta sua capacidade de unir história, cultura, tradições, religiões
e paisagens, formando um mosaico que não encontra concorrentes em
lugar algum. É uma terra para se visitar muitas vezes, e a cada uma
delas aprender um pouquinho mais sobre nossa história e nossa gente.
A foto ao lado foi batida do
Morro do Cristo (sim, também há uma estátua do Cristo em
Salvador). Este local, situado entre os bairros de Ondina e Barra,
tem uma das melhores vistas do litoral, com destaque para o Farol da
Barra, ao fundo, e por isso escolhemos esta imagem para fechar esta
página sobre aqueles dias inesquecíveis que passamos em Salvador.
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(nesta opção você terá uma resposta junto
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2 (para para quem não necessita resposta). As mensagens
estarão visíveis em pouco tempo.
A música dessa página é
Na Baixa do Sapateiro, de Ary Barroso. Para interromper sua execução clique em X (parar).
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Ai amor ai, ai,
Amor, bobagem que a gente não explica ai, ai,
Prova um bocadinho, oi, fica envenenando, oi,
E pro resto da vida é um tal de sofrer,
Olará, o lerê...
Ô Bahia iaiá,
Bahia que não me sai do pensamento, oi
Faço o meu lamento, oi, na deseperença, oi,
De encontrar nesse mundo o amor que eu perdi
na Bahia, vou contar...
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Na Baixa do Sapateiro eu encontrei um dia
A morena mais frajola da Bahia.
Pedi um beijo não deu, um abraço sorriu,
Pedi a mão não quis dar.. fugiu...
Bahia, terra da felicidade,
Morena, ah morena,
eu ando louco de saudade!
Meu senhor do Bomfim
Arranje outra morena igualzinha pra mim!
Ah Bahia, iá iá...
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