Salvador

Nesta página estão 10 fotos batidas na cidade de Salvador, Bahia. Colocando o mouse sobre as fotos você verá um texto adicional.

 

Home
Inicio
Aracaju
Boa Vista
Brasilia
Florianópolis
Fortaleza
Gramado
João Pessoa
Lençóis
Maceió
Manaus
Natal
Olinda
Pantanal
Porto Alegre
Porto Velho
Recife
Rio
Rio Branco
Salvador
São Luis
Teresina

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 







 

 

 

 

Francisco Coutinho, um dos primeiros colonizadores a fundar uma comunidade na região, não se saiu muito bem nas relações públicas com os índios Tupinambás, e acabou participando de um banquete com eles, não como convidado, mas sim como prato principal: Ele foi devorado!
Clique nesta foto para vê-la em alta definição.

Nossa viagem à Bahia era sonhada há muito tempo, e para falar a verdade, quando finalmente se realizou, não foi bem o que a gente esperava. Foi muito melhor. Encontramos em Salvador um povo que parece estar sempre de bem com a vida, exorcizando o stress, cantando, dançando, e curtindo as coisas boas de cada dia, uma de cada vez, como todo mundo deveria fazer. Imagine um lugar alegre: Assim é Salvador. A foto ao lado foi batida em nosso primeiro dia na cidade, ao recebermos as boas vindas da terra de Iemanjá, oferecidas pelo belíssimo e histórico Farol da Barra.

Dizem que Salvador tem 365 igrejas, uma para cada dia do ano. Na verdade o  número é menor, mesmo assim existem dezenas e dezenas. Nenhuma visita à Salvador seria completa sem conhecer algumas destas obras primas. Comece pela Igreja de São Francisco. Construída entre 1708 e 1750, seu interior representa o ideal português de uma igreja dourada. Embora o ouro que recobre seu interior não tenha valor comercial, é quase impossível conter uma exclamação de espanto ao entrar neste templo santo e ver seus tetos e paredes dourados. Clique e veja uma imagem do interior desta igreja dourada.

Depois visite a Catedral Basílica. Situada no Terreiro de Jesus, construída entre 1657 e 1672 com paredes revestidas de mármore, ela está situada numa das partes mais altas da cidade, e por isso conta-se que era avistada de longe pelos navios que se aproximavam da Baía de Todos os Santos, lhes oferecendo proteção e bênçãos ao chegar ou partir. Nela foi ordenado o padre José de Anchieta. 

Foi nestas terras Baianas que nasceu nosso país, quando Pedro Alvarez Cabral avistou, em 22 de abril de 1500, o Monte Pascoal. E em pouco tempo, Salvador iria se transformar num dos mais importantes centros históricos e culturais daquelas novas terras do outro lado do oceano, a tal ponto que em 1763 a cidade já era o maior centro urbano do hemisfério sul. A parte central de Salvador divide-se em Cidade Alta, construída sobre colinas, e Cidade Baixa, à beira mar. A foto ao lado foi batida na Cidade Alta, na Praça Castro Alves, aquela sobre a  qual Caetano Veloso já cantava: A Praça Castro Alves é do povo, como o céu é do Avião...

Mais tarde, chega à cidade uma grande frota militar portuguesa comandada por Tomé de Souza. Ao chegar ele encontrou um povoado, conhecido como “Vila do Pereira”, a qual havia sido fundada por Francisco Coutinho, antes de ser devorado.

Quem por acaso sentir um súbito desejo por um Acarajé ou Vatapá não vai ter dificuldade nenhuma em encontrar, pois eles são vendidos por baianas vestidas a caráter, em qualquer ponto da cidade. Não esqueça que na Bahia um prato quente significa com muita pimenta e frio com pouca pimenta. E para aquelas comprinhas que não podem faltar em nenhuma viagem, recordações, artesanato, redes, camisetas, instrumentos musicais, estátuas das divindades religiosas, etc, etc,  o lugar certo é o Mercado Modelo. Este imenso casarão em estilo neoclássico foi construído na segunda metade do século 20, sobre o mar, no mesmo local onde funcionava a alfândega. Reformado há poucos anos, agora oferece um ambiente agradável e envolvente, onde se pode passar horas apreciando toda a rica variedade artesanal da Bahia. No segundo andar há também um ótimo restaurantes especializado em culinária Baiana.  O Mercado Modelo fica localizado na Cidade Baixa, a 100 metros do Elevador Lacerda.
 

Tomé de Souza tinha como missão assegurar para a coroa portuguesa o controle destas ricas terras, que já eram também ambicionadas por outras nações, como França e Holanda, bem como por piratas e aventureiros saqueadores.

Se você tiver apenas um dia para visitar Salvador nem há o que pensar: Vá direto ao Pelourinho. Trata-se de uma área relativamente pequena, com menos de 2 km2, formada por íngremes ladeiras com calçamento de pedras e dezenas de prédios históricos tombados, considerados patrimônio universal. O lugar é de uma beleza única e parece até hoje ter estacionado no tempo. Na prática, o Pelourinho era o coração, pulmão e artérias da antiga Salvador.

Estas casas do Pelourinho abrigavam todo tipo de atividade colonial, e nem é preciso muito esforço para imaginar este mesmo lugar na época do Brasil colonial, quando ricos senhores de engenho e comerciantes, vinham ao Pelourinho para negociar, comprar ou vender de tudo, inclusive seus escravos. Salvador foi o maior e mais importante porto de chegada no Brasil dos escravos trazidos da Africa, o que explica que cerca de 80% dos moradores da cidade são descendentes da raça negra. Não devem deixar de ser visitados no Pelourinho o prédio da Fundação Casa de Jorge Amado e o Museu da Cidade, que são na verdade os dois principais e maiores prédios do Largo do Pelourinho.
 

Toda área do Pelourinho vem sendo submetida a um cuidadoso trabalho de preservação histórica aliado a uma inteligente exploração turística. Isto transformou o local num agradável shopping a céu aberto, onde estão dezenas de restaurantes, lojas de artesanato, museus, casas de espetáculos musicais,   etc.

Clique sobre a foto ao lado para ver uma imagem em alta definição do Pelourinho.

Salvador surgiu quando o governador geral Tomé de Souza desembarcou na praia da Barra. Ele tinha como missão construir uma cidade que servisse também com fortaleza contra ataques inimigos. Esta é a razão de existirem tantos fortes em Salvador.

Praticamente todas as noites acontecem apresentações de artistas e ritmistas locais, e um dos programas mais agradáveis para um turista é percorrer estas ruelas seguindo o som da música ou sentar numa destas mesinhas, pedir um bom prato de comida baiana e deixar a noite passar sem pressa alguma. Repare na foto acima a decoração de São João, que ornamentava todas as ruas do Pelourinho quando estivemos lá.
 

Tomé de Souza não gostou muito da localização da Vila do Pereira, pois ficava deslocada em relação à entrada da Baía de Todos os Santos e não tinha condições de protegê-la contra as frotas inimigas. Decidiu então construir a cidade em outro lugar.
Clique nesta foto para vê-la em alta definição.

Situado ao norte da cidade, o Farol de Itapoan não está aberto à visitação, mas em compensação pode-se passar quase por baixo, sob os arcos de sua estrutura de apoio. Esta é uma das regiões de praias mais belas de Salvador, e é impossível não sentir vontade de ficar para sempre por aqui e lembrar daquela canção de Toquinho e Vinicius de Moraes: Passar uma tarde em Itapoan, ao sol que arde em Itapoan, ouvindo o mar de Itapoan, falar de amor em Itapoan...

Quem gosta de fazer suas compras nos shoppings tradicionais não vai ficar sem opções. Basta ir ao Shopping Iguatemi (o maior da cidade), Shopping da Barra (o de melhor localização, próximo ao litoral e perto do Morro do Cristo, onde estão diversos bons hotéis) ou Aeroclube Plaza Show (shopping a céu aberto, que já virou point. Situado em frente ao mar, na praia de Armação, costuma apresentar shows com bandas de música popular baiana). 
 

A estrutura que aparece por trás da gente nesta foto é do Elevador Lacerda, mais importante e movimentada ligação entre Cidade Alta e Cidade Baixa. Inaugurado em 1868, substituído em 1928 por um sistema elétrico e novamente reformado há poucos anos, este é um daqueles passeios que ninguém pode deixar de fazer. Todos os dias, mais de 50 mil pessoas vencem o desnível de 85 metros entre as duas partes da cidade num de seus quatro modernos elevadores. A viagem não é grátis, mas o bilhete é tão barato que seu custo é praticamente simbólico.

Tomé de Souza resolveu fundar Salvador num trecho mais elevado, de forma a controlar a aproximação de navios inimigos. O local escolhido ficava entre a praça Castro Alves e a Praça Municipal. Para planejar a cidade foi trazido de Portugal o mestre de obras Luiz Dias.

Ao lado do embarque superior do Elevador Lacerda há uma loja vendendo sucos de frutas deliciosos, e uma agência do órgão oficial de turismo de Salvador. Apenas lamentamos que, estando de frente para uma vista tão fantástica, o elevador não tenha cabines panorâmicas de vidro. Quem sabe numa próxima reforma? 
 

Mesmo com todos seus fortes, Salvador foi invadida pelos holandeses. Em 1624 eles conseguiram assumir o controle da cidade durante 11 meses, e só foram expulsos com a chegada de uma poderosa frota portuguesa, composta por dezenas de navios de guerra, e milhares de soldados.

Foto da Lagoa de Abaeté. O cenário formado por suas águas cristalinas, areias brancas e rica vegetação forma um conjunto que nos fez lembrar alguma miragem dos contos de mil e uma noites. Mesmo assim é bom saber que apesar da aparência tranqüila suas águas são perigosas, e por isso só é recomendável nadar junto às margens. O contorno da lagoa foi recentemente reformado e agora tem uma boa área de lazer pavimentada, com bicicletas de aluguel e um ótimo bar restaurante com música ao vivo.

Desde o nascimento Salvador se dividia em Cidade Alta e Cidade Baixa. Na Baixa estavam situados os armazéns, portos e principais casa comerciais. Na Alta ficava a administração política e religiosa. A ligação entre as duas cidades era feita por ladeiras, que até hoje existem.  A cidade foi a primeira capital do Brasil, entre os anos de 1549 a 1763, e primeira metrópole portuguesas nas Américas. A partir de 1550 começaram a chegar os primeiros escravos negros trazidos da Africa, de países como Nigéria, Angola, Senegal, Congo e Moçambique.
 

Mais uma foto batida nas ladeiras que compõem o Pelourinho. A melhor forma de vencer estas ruas íngremes com calçamento irregular é usar um bom sapato à prova de escorregões. Quando sentir fome, não deixe de fazer sua refeição também num dos ótimos restaurantes existentes no Pelourinho. Entre os mais simpáticos, oferecendo comida típica e ambiente agradável estão o Mama Bahia (rua das Portas do Carmo 21) e o Pomerode (rua Alfredo de Brito 33). Ou então vá ao Senac, que num ambiente mais informal serve ótimas refeições a preço fixo, sobremesas incluídas. Quem estiver a procura de um restaurante super especializado em comida baiana pode ir direto ao Restaurante da Dadá. Sua proprietária (a Dadá, é claro), ao longo dos anos ficou conhecida como uma das melhores quituteiras baianas da cidade, e hoje tem uma rede com diversas casas. A melhor e maior de todas está situada praticamente dentro do mar, na praia de Patamares (cerca de 15 km do centro). Esteja certo que vale a pena ir lá.

Em 1763 Salvador deixou de ser capital do Brasil, mesmo assim preservou sua grande importância econômica. Foi com a vinda da família real para o Brasil que a cidade ganhou, no Terreiro de Jesus a primeira Escola de Medicina do Brasil.

Ainda no Pelourinho, siga pela rua Alfredo Brito até a Igreja do Santíssimo Sacramento (1737). Sua imensa escadaria frente à fachada principal lhe transforma num endereço marcante, ideal para fotos dramáticas. Aqui foi feita a famosa cena de O Pagador de Promessas, filme ganhador da Palma de Ouro no festival de Cannes. A igreja tem cinco altares em estilo rococó e foi próximo a ela que, em 1549, Tomé de Souza fundou Salvador, sobre uma colina estrategicamente situada de frente para o mar. Conheça ainda a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, construída por escravos e negros libertos, com torres de influência indiana e fachada em estilo barroco e rococó.

Assim como em outras localidades brasileiras, também os baianos se rebelaram contra o domínio português. Em 1798 explode a revolta que ficou conhecida como “Conjuração dos Alfaiates”. O nome foi dado por ter sido organizado por profissionais liberais, como alfaiates e sapateiros. Mas o movimento fracassou e seus líderes foram enforcados.
Clique nesta foto para vê-la em alta definição.

A melhor forma de conhecer o litoral de Salvador é caminhar. Nesta foto já tínhamos deixado o Farol da Barra para trás (ao fundo) e seguindo pela praia chegamos ao Forte Santa Maria, onde estão estes antigos canhões enferrujados deixados pelos portugueses. Na época colonial os portugueses mantinham aqui centenas de engenhos de cana de açúcar e tabaco. Junto com o Pau Brasil e o ouro estas riquezas muito contribuíram para as finanças da coroa portuguesa assim como para despertar a cobiça de holandeses e franceses. Violentas batalhas foram travadas nestas águas pelo controle das terras brasileiras, todas devidamente rechaçadas pelos portugueses. E estes canhões, embora hoje aparentem ser peças de museu, tiveram muito trabalho naqueles anos.

Partindo da cidade baixa e seguindo na direção oposta à Barra chega-se em poucos minutos à Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, padroeiro dos baianos, e famosa pelo ritual de lavagem de suas escadas. Embora menor que as anteriores ela também não pode faltar em nenhum roteiro. Com certeza você será assediado por vendedores lhe oferecendo as tradicionais fitinhas coloridas do Senhor do Bonfim. Coloque uma delas no pulso e leve também para presentear seus amigos. Segundo a tradição, essas fitinhas devem ser usadas até caírem por conta própria, quando então aquele seu desejo mais íntimo se tornará realidade. Após a visita à igreja do Bonfim, siga na direção do litoral e aproveite para conhecer mais um dos fortes desta região, o Forte Humaitá, totalmente recuperado pelo exército, e agora aberto à visitação pública. Veja duas imagens em alta definição do forte Humaitá clicando em Janela e Guarita.

E ao cair da noite, o endereço certo para encerrar este dia em Salvador com uma experiência memorável é jantar no excelente Solar do Unhão, que apresenta ótimos shows de música e dança folclórica. Simplesmente imperdível!

No dia seguinte volte à Igreja de São Francisco (um dia é pouco para conhecer tudo que ela tem a mostrar) e visite o Claustro de seu mosteiro. Este pátio interno era decorado em sua totalidade por elaborados painéis azulejados, pintados pelos missionário Jesuítas e Beneditinos. Além de belíssimos como obra de arte, os temas utilizados são também muito interessantes, por fornecerem um exemplo das tentações, devoções e angústias que  freqüentavam a mente das pessoas naquela época. Cada painel é uma história completa, com temas que cobrem desde a agricultura à avareza, da certeza da morte à virtude, da disciplina à filosofia. 
 

Um dos maiores encantos da Bahia é justamente esta sua capacidade de unir história, cultura, tradições, religiões e paisagens, formando um mosaico que não encontra concorrentes em lugar algum. É uma terra para se visitar muitas vezes, e a cada uma delas aprender um pouquinho mais sobre nossa história e nossa gente. A foto ao lado foi batida do Morro do Cristo (sim, também há uma estátua do Cristo em Salvador). Este local, situado entre os bairros de Ondina e Barra, tem uma das melhores vistas do litoral, com destaque para o Farol da Barra, ao fundo, e por isso escolhemos esta imagem para fechar esta página sobre aqueles dias inesquecíveis que passamos em Salvador.

Mesmo depois de proclamada a Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas. No dia 2 de julho de 1823, ocorreu a última batalha entre tropas brasileiras e portuguesas. A luta dos baianos foi decisiva, e até hoje esta data é comemorada com grandes festejos, como símbolo da independência do Brasil e da Bahia.

 

A música dessa página é Na Baixa do Sapateiro, de Ary Barroso.  

Ai amor ai, ai,
Amor, bobagem que a gente não explica ai, ai,
Prova um bocadinho, oi, fica envenenando, oi,
E pro resto da vida é um tal de sofrer,
Olará, o lerê...

Ô Bahia iaiá,
Bahia que não me sai do pensamento, oi
Faço o meu lamento, oi, na deseperença, oi,
De encontrar nesse mundo o amor que eu perdi
na Bahia, vou contar...

Na Baixa do Sapateiro eu encontrei um dia
A morena mais frajola da Bahia.
Pedi um beijo não deu, um abraço sorriu,
Pedi a mão não quis dar.. fugiu...

Bahia, terra da felicidade,
Morena, ah morena,
eu ando louco de saudade!
Meu senhor do Bomfim
Arranje outra morena igualzinha pra mim!
Ah Bahia, iá iá...