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Ela está mais próxima do Oceano Pacífico do que
do Atlântico, rodeada pela selva, e por um clima quente e úmido. Rio
Branco, capital do estado do Acre, pode não ser reconhecida como
tradicional destino turístico, mas é ainda assim reserva agradáveis
surpresas para os visitantes. Nos últimos anos a cidade tem sido
submetida a um firme programa de revitalização e já oferece diversas
atrações que valem a pena ser conhecidas. Isto tudo em meio a uma
eclética mistura de brancos, negros, indígenas e vizinhos dos países
andinos, que aqui criaram uma instigante e única atmosfera de
costumes, raças e culturas. Na foto ao lado um dos bairros à margem
do rio Acre, após a revitalização.
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Rio Branco é banhada pelo rio Acre, que tem sua
nascente no Peru, e banha os municípios de Brasiléia,
Xapuri e Rio Branco, e mais além desemboca no Rio Purus que por sua vez é
um dos afluentes do rio Amazonas. Ao cruzar a cidade ela divide Rio
Branco em duas partes, de um lado o centro histórico, e de outro a
cidade nova. Como seria de
esperar nestas condições, o transporte aquático predomina nesta região, e embarcações de todo tipo fazem o transporte das pessoas
e produtos rio abaixo ou acima. Entre julho e setembro o rio é
palco de diversos esportes aquáticos. Também neste período surgem
em suas margens diversas praias, como a praia do Amapá e praia do
Riozinho do Rola. Ao lado, vista de prédios do centro. |
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Na margem esquerda do Rio Acre, no trecho da
cidade conhecido como Primeiro Distrito, situa-se o centro administrativo do estado,
representada pelo Palácio do Governo (foto ao lado). Há
alguns anos o prédio deixou de abrigar a sede do governo estadual e
foi transformado em museu. No local, atenciosas guias turísticas nos
conduzem por todas as peças do prédio, contando um pouco sobre a
rica estória da formação do estado do Acre, desde quando pertencia à
Bolívia, até o período em que foi autônomo e finalmente quando
passou oficialmente a ser território Brasileiro, primeiro como
território e a partir de 1962, como estado. À sua frente, um
obelisco branco homenageia todos os heróis que contribuíram para a
conquista do território do Acre. Esta é uma das áreas mais
agradáveis da cidade, e vale ser percorrida de ponta a ponta,
inclusive de noite, para apreciar as fontes coloridas e jardins. |
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Depois de visitar o museu situado no antigo
Palácio do Governo, siga a caminhada até chegar ao Memorial dos
Autonomistas, na foto ao lado. O nome é referência aos que lutaram
pela autonomia do território do Acre, na época envolvido em disputas
entre Acreanos, Bolivianos e Brasileiros. Historicamente estas
terras eram ocupadas por brasileiros há muito tempo, embora
pertencessem oficialmente à Bolívia. Conta-se que o governo
boliviano pretendia expulsar os brasileiro e entregar o território à
poderosas empresas estrangeiras que exploravam borracha, na época
mais valiosa que petróleo. Revoltados, os brasileiros se recusaram a
partir, declarando a autonomia do Acre como um estado Independente.
No memorial estão os restos mortais do senador Guiomar Santos,
responsável pela elevação do Acre a estado, e de sua esposa Lídia
Hammes. Parte desta história é contada na minissérie de TV Amazônia.
Junto ao memorial está o Café do Teatro, um dos melhores cafés da
cidade, que serve refeições, bebidas diversas, salgados e doces
deliciosos. |
Clique sobre esta foto para vê-la em alta
definição.
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Ao lado vista do calçadão construído junto ao rio
Acre, e a ponte de pedestres - conhecida simplesmente como Passarela
- que atravessa as águas. Esta ponte trouxe uma grande revitalização
à margem oposta do rio, e frente às águas surgiram bares e espaços
culturais que merecem uma vista. Um dos melhores da cidade está
situado justamente aqui, é a Fundação de Cultura Elias Mansour,
onde artistas locais e de outras regiões expõem suas obras. Não
deixe de ir lá, pois com certeza ficará surpreso com o alto nível
dos trabalhos em exposição. Ainda no lado oposto do rio, conhece a
Gameleira, como é chamado o trecho onde surgiu Rio Branco.
Lá, às margens do rio, frondosas árvores demarcam o antigo porto,
onde ancoravam as primeiras embarcações da cidade.
Veja uma foto em alta definição daquela região
clicando em Gameleira.
Ah sim, não esqueça
de levar um bom estoque de protetor solar e para as mulheres de pele
sensível ao calor, uma sombrinha. O calor que faz na cidade é quase
uma constante, e surpreende até mesmo a quem se julga acostumado às
altas temperaturas. |
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Um dos pontos mais bonitos de Rio Branco é
conhecido como Praça dos Seringueiros, que costuma ser muito freqüentado,
principalmente durante os fins de semana, quando transforma-se na
principal endereço cultural e de lazer na cidade. É o
endereço certo para ver de perto o verdadeiro mosaico cultural e
étnico da região Acreana. Também nesta praça acontecem a famosa
Feira de Artesanato, cujo principal atrativo são os produtos
indígenas. Igualmente interessante é a Feira de Pratos
Típicos, onde podem ser encontradas curiosidades culinárias de
todos os tipos, desde frutas praticamente desconhecidas no resto do
Brasil, passando pelas raízes que curam quaisquer males, até pratos
indígenas.
Ao lado, memorial a Chico Mendes, situado no
coração desta praça. Reconhecido internacionalmente tendo inclusive
sido homenageado pela ONU, Chico Mendes foi o fundador de um
sindicato de seringueiros, e dedicou grande parte de sua vida a
preservação da floresta amazônica, contra o desmatamento
indiscriminado. Nascido no Acre, num seringal próximo à cidade de Xapuri, foi assassinado em 1988. |
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Ao lado, fachada do Museu da Borracha. Lá
está um interessantíssimo acervo discorrendo sobre a importância da
extração da borracha, as seringueiras, maquetes, réplica de
defumadores de látex, e tudo mais relacionado à esta época tão
importante para o desenvolvimento da região amazônica.
Depois visite a Catedral Nossa Senhora de Nazaré, um dos principais
marcos arquitetônicos da região amazônica. Trata-se de uma obra
em estilo romano, cuja construção foi iniciada em 1948, e dispõe
de três belas naves, 36 vitrais coloridos instalados na parte
superior e 11 na parte inferior, todos doados por tradicionais
famílias locais. É uma obra prima como poucos julgam capazes de
encontrar no coração da selva. Merecem destaque igualmente a
abóbada em arco, sustentada por colunas em estilo romano. Em
seu interior, um mausoléu construído em granito abriga os despojos
do bispo
Giocondo Grotti. |
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Vista da Praça Plácido de Castro, um
agradável recanto da cidade. A estátua homenageia ao próprio coronel
Plácido de Castro, que, como informa o texto na base do monumento,
"teve a ousadia de confrontar o exército boliviano e o grande
capital internacional durante a conquista do Acre". O prédio ao
fundo é a prefeitura da cidade. Por aqui estão também os principais
pontos comerciais, bancos, restaurantes e comércio em geral. Quem
tiver tempo livre deve aproveitar também para visitar a Casa do Índio, uma autêntica oca que reproduz o habitat natural de
muitas tribos amazônicas. Junto à ela é possível conhecer uma
pitada da selva, mas sem correr os perigos de penetrar na verdadeira
floresta. Está situada junto à rodovia AC-040, próxima à Vila
Acre, a 10 km de Rio Branco. A região em volta tem 52 hectares
de área de floresta, com vegetação e fauna muito diversificadas,
além de interessantes informações sobre aspectos do dia a dia na
selva, relacionados à extração da borracha nas seringueiras, lendas,
cultura e animais da floresta. |
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Uma grande área de Rio Branco foi urbanizada com a construção de um
canal hidráulico. Mas o que poderia ser uma simples obra de infra
estrutura urbana logo tornou-se uma referência local, simplesmente
porque, ao longo de suas margens foi construído um belo parque,
dotado de ciclovias, recantos para exposições, e centro de
artesanato. Não deixe de tirar uma ou duas horas para percorrer esta
região. |
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Mais uma vista do bairro histórico de Rio Branco,
ás margens do rio Acre. Esta é a melhor região da cidade para encontrar
boas ofertas artesanais, curiosidades, os deliciosos bombons de
cupuaçú e tantas outras delícias regionais. O destaque daqui é o
prédio do Mercado Velho e as estátuas em frente, representando típicos
Acreanos. Clique
e veja uma delas.
O estado do Acre ainda é habitado por cerca de 50
tribos indígenas, e muitas delas ganham seu sustento com a
fabricação de artesanato. Autênticas preciosidades, representando o
universo indígena da Amazônia tal como é visto por seus primeiros
habitantes. Quem procura por estas peças pode ir até a João
Natureza (av. Getúlio Vargas 466), uma das mais bem sortidas da
cidade. |
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Vista do rio Acre, que banha Rio Branco. Ao conhecer de perto a terra de Chico Mendes, é
impossível não perceber que este é um lugar especial, dotado
de forte simbolismo: Representa um pedaço do Brasil que não
faz parte dos roteiros turísticos nem aparece nos cartões postais.
Está longe dos grandes centros urbanos, dos pólos industriais e
das paradisíacas praias de nosso extenso litoral. As matas e rios
do Acre representam aquele imenso Brasil desconhecido, que a maioria
de nós passa a vida sem chegar a conhecer. Mas a verdade é que,
não fosse por centenas e centenas de locais como este, o Brasil
não seria o país continental que é, nem teria os recursos e
riquezas que aí estão, em nossos solos e águas. |
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