Maceió

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Nesta página estão 14 fotos de Maceió, AL.

 

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Alagoas é o segundo menor estado brasileiro. O nome do estado foi dados pelos primeiros colonizadores, ao constatarem a grande quantidade de lagoas existentes em seu litoral. Entre os primeiro habitantes estavam nativos das tribos Caetés e Potiguaras.

O nome não diz muito. Nem todos sabem que a palavra Maceió surgiu graças a um engenho de cana de açúcar denominado Macaió, palavra indígena que significa originalmente Terra Alagada. O significado turístico da palavra, no entanto, praticamente todos sabem: Pedacinho do Paraíso. Esta poderia ser a verdadeira tradução para Maceió, a capital de Alagoas, pois ela é um daqueles raros lugares dos quais ninguém consegue deixar de gostar. E não se trata apenas do clima, ou das praias, ou da areia. Existe algo mais que fascina todo mundo, meio difícil de definir, mas tão convidativo como as folhas de um coqueiro dançando ao sabor da brisa, em frente ao mar.

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Para começar com o pé direito em Maceió, o ideal é ficar hospedado no bairro de Ponta Verde. Ao longo da Avenida Álvaro Otacílio estão todos os atrativos que turistas podem desejar. Excelentes hotéis, restaurantes, bares, pizzarias, cervejarias, locadoras de automóveis, e um belo calçadão com dezenas de simpáticos quiosques e bancas de revistas. E quando chega a tarde este calçadão transforma-se na principal passarela da praia, repleto de gente bonita caminhando, pedalando ou fazendo jogging.

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No início da colonização portuguesa, as terras que hoje correspondem a Alagoas pertenciam à capitania de Pernambuco, comandada por Duarte Coelho. Foi ele o primeiro homem branco a organizar uma expedição por estas terras.  Dentro de alguns anos, já surgiam os primeiros engenhos de cana de açúcar.

 

Todos os anos, na data da morte de Zumbi, visitantes vão até a Serra da Barriga, para conhecer de perto aquele local mítico, agora tombado pelo patrimônio histórico.Lá foi construída uma pequena vila, lembrando o Quilombo de Palmares. E, em homenagem à Zumbi e sua luta contra a opressão racial, em todo o Brasil o 20 de novembro é comemorado como Dia Nacional da Consciência Negra.

De uma forma geral, a maioria das  cidades turísticas investe principalmente nas zonas mais freqüentadas, litorâneas e deixam em segundo plano o coração da cidade. Nós temos o hábito de procurar conhecer não somente as vitrines turísticas de cada lugar por onde passamos, mas também as partes menos glamorosas, e por isso podemos afirmar que, dentre todas as capitais do nordeste, Maceió é provavelmente a que possui o centro mais bem tratado. Um ótimo calçadão percorre grande da zona central, e uma caminhada por aqui nos permite conhecer melhor a essência da cidade e seus locais históricos. Na foto ao lado, próxima à estação ferroviária, está situado um monumento a Zumbi, erigido na forma de uma gigantesca letra Z na cor negra

Zumbi foi um negro nascido no Quilombo de Palmares, em 1655. Os quilombos eram comunidades formadas por escravos que haviam conseguido escapar de seus feitores. Lá eles organizavam sociedades livres, e viviam em paz. Palmares, foi um dos maiores quilombos surgidos no Brasil, e chegou a contar com mais de 30 mil habitantes. Zumbi foi capturado quando tinha 6 anos, e entregue a um missionário português. Durante este período aprendeu a ler e escrever, mas nunca aceitou a escravidão.

Aos 15 anos Zumbi conseguiu fugir, voltou para o Quilombo de Palmares, e graças a sua inteligência tornou-se líder da comunidade. Os portugueses, no entanto, não conseguiam aceitar a existência de uma comunidade de negros livres e independentes, e organizaram a invasão e destruição de Palmares. Zumbi foi ferido durante a invasão, e acabou sendo morto em 1695. O Quilombo de Palmares, situado onde um dia iria surgir o estado de Alagoas, é considerado hoje como o maior exemplo de efetiva contestação à escravidão. E Zumbi, é lembrado sempre como o maior nome brasileiro na luta contra a opressão racial. Em sua homenagem o 20 de novembro é comemorado em todo país como Dia Nacional da Consciência Negra. E também para homenagear este movimento, o aeroporto de Maceió tem o nome de Zumbi dos Palmares.

 

A palavra Alagoas, surgiu, como se pode imaginar, graças à existência de muitas lagoas nesta região. Ao lado, outro marco histórico do centro de Maceió, o Teatro Deodoro, situado em frente à praça de mesmo nome. Este é um lugar de gente simples, desprovido de firulas turísticas, mas bem representativo das características autênticas da cidade. É impossível visitar Maceió sem encontrar dezenas de barraquinhas ou restaurantes oferecendo Tapioca, um dos pratos populares mais apreciados. Para quem não conhece, a Tapioca é preparada com goma de mandioca, coco ralado e queijo. Os ingredientes são assados e podem receber praticamente todo tipo de recheio. Entre outros prédios históricos do centro, vale visitar o Palácio Floriano Peixoto, também conhecido como Palácio dos Martírios, construção de 1893. Também o prédio da Assembléia Legislativa, cuja pedra fundamental foi colocada em 1850 não pode ser esquecido. E passe também no Sobrado do  Barão de Jaraguá, que em 1859, acolheu o imperador Pedro II em sua vista à Maceió.

Os engenhos foram determinantes na moldagem da sociedade, economia, cultura e hábitos de Alagoas. Na Casa grande morava o senhor de engenho e sua família, enquanto os escravos moravam nas Senzalas. A maioria dos engenhos produzia açúcar e rapadura, exportados para a Europa.

 

Cada vez mais, a parte sul da capitania de Pernambuco progredia economicamente, o que despertou o desejo em seus moradores de se tornarem independentes de Pernambuco. Este período coincide com o surgimento de Maceió, que teve origem num engenho denominado Massaió.

Ao lado, alguns casarões históricos do centro da cidade. Uma caminhada por aqui nos conduz a diversos lugares interessantes, como por exemplo a Ladeira do Urubu, Beco do Sapo e Rua do Veado, nomes de logradouros que deram origem ao centro da cidade. Na hora das compras, turistas encontram várias alternativas. Na região litorânea, está situada a feirinha de artesanato da Pajuçara, que funciona a partir do fim da tarde até a noite.

No entanto, ainda melhor é visitar o Mercado do Artesanato situado na rua Melo Morais, centro. Lá estão dezenas de stands, oferecendo vestimentas, redes, artesanato, cerâmica, quitutes, artigos em couro e diversas outras maravilhas. E quem gosta de malls, pode ir direto ao excelente Shopping Iguatemi, situado a meio caminho entre a Praia da Jatiúca e o terminal rodoviário da cidade.  

 

Alagoas é um dos menores estados brasileiros, mas nem por isso deixa de oferecer roteiros turístico imperdíveis. O litoral do estado tem trechos verdadeiramente paradisíacos, que dão vontade da gente ficar por lá e nunca mais voltar. Entre os locais sempre lembrados estão as piscinas naturais de Pajuçara e de Maragogi. Estas piscinas naturais são formadas pela maré baixa, que faz surgirem lagunas isoladas do mar por pedras ou bancos de areia, onde se pode nadar, praticar snorkel em águas cristalinas. Outros locais recomendados são a Barra de São Miguel, a Praia do Gunga e principalmente, a Foz do rio São Francisco, onde foi batida a foto ao lado.

Em torno do engenho de Massaió surgiram casas e ruas. Em alguns anos já havia nascido um pequeno povoado. Em dezembro de 1815, este povoado torna-se independente e é elevada a categoria de Vila.
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Com o progresso econômico de Alagoas, sua independência de Pernambuco torna-se inevitável. Pegando carona no tumulto gerado pela revolução Pernambucana, a Comarca de Alagoas desmembra-se de Pernambuco e ganha seu primeiro governante provisório, o Ouvidor Batalha.

Vista da Catedral de Maceió, situada em pleno coração da cidade, situada a uma curta distância da Praça Deodoro.  Mas não apenas a catedral da cidade merece ser visitada. Conheça também a Igreja de Nosso Senhor Bom Jesus dos Martírios, em estilo barroco neoclássico. Depois caminhe até o Museu Theo Brandão, que conta com um ótimo acervo de arte popular. Passe ainda no Museu da Imagem e do Som de Alagoas, onde estão documentos relatando toda a história política e social do estado. E não deixe de conhecer também o Conjunto Arquitetônico de Jaraguá, próximo ao porto. Lá estão imponentes sobrados e casarões. No passado esta área constituía um importante centro comercial de Maceió, e hoje, muitos dos prédios foram reformados e abrigam as instalações da Receita Federal e Associação Comercial, entre outros.

 

Você sabia que em Alagoas existem 17 lagoas? Maceió tem uma população aproximada de 600 mil habitantes e temperatura média anual de 28ºC. Ao lado, o Palácio do Governo Estadual. É difícil passar por aqui e não lembrar daquele famoso Caçador de Marajás, que chegou à presidência do Brasil e acabou expulso, graças em grande parte ao movimento dos jovens Caras-pintadas, lembra? Hoje as coisas andam mais calmas, e o máximo de agito que presenciamos foi uma manifestação de professores em frente ao palácio, pedindo aumento salarial.

Em 16 de setembro de 1817, D. João VI, rei de Portugal, emancipa Alagoas de Pernambuco e estabelece como capital a Vila de Alagoas (atual cidade de Marechal Deodoro), sendo o  primeiro governador o português Sebastião Francisco de Melo.

 

Sebastião Melo não gostou muito da Vila de Alagoas.  Aos poucos foi instalando repartições públicas e dando mais atenção à Maceió, a localidade mais desenvolvida da região, e que, além de tudo possuía um porto.

Ao todo, o estado de Alagoas tem 230 km de litoral. Ao lado, outra foto batida na Foz do Rio São Francisco, rio que demarca a divisa entre os estados de Alagoas e Sergipe. Diversas operadoras turísticas oferecem passeios até aqui, partindo tanto de Aracaju como de Maceió, se bem que a distância é menor para quem parte desta última cidade. A primeira parte é feita por terra até o simpático município de Piaçabuçu, a partir de onde o trajeto segue a bordo de uma escuna, por cerca de 50 minutos até atingir a foz do São Francisco.

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Ao chegar na Foz a embarcação atraca junto às dunas e podemos passear por conta própria pela região, entre as dunas, o mar e as piscinas naturais. Todo o cenário é de uma beleza emocionante. A pouca distância das dunas, pode-se ver, no lado de Sergipe, o topo de um farol abandonado que guarda uma história. Ele pertenceu à cidade de Cabuçú, pequeno vilarejo que começou a ser engolido pelo mar a partir de 1992. Hoje Cabuçú é um tipo de cidade fantasma semi-submersa, já que pouca coisa escapou das águas.

O monumento homenageando o Cangaceiro pode ser visto na entrada da rodoviária de Maceió. Ainda que os integrantes do movimento conhecido como Cangaço fossem, em sua grande maioria, bandidos, eles tinham uma ética própria, e ajudavam pessoas carentes do sertão. Isto fez com que, no imaginário popular, eles ainda permaneçam como um tipo de Robin  Hood do nordeste, aqueles que roubavam dos ricos para dar aos pobres. Pergunte a um nordestino o que ele acha dos cangaceiros, e com certeza irá ouvir opiniões de todos os tipos, gente falando bem e gente falando mal. Observe que na escultura ao lado o Cangaceiro segura um livro. Apesar de rudes, muitos tinham fama de grande erudição.

Clique sobre a foto ao lado para ver o Cangaceiro em alta definição.

Em dezembro de 1839 a capital de Alagoas é oficialmente transferida para Maceió. Vinte anos depois, a nova capital recebe a visita do imperador Pedro II, que inaugura a Catedral Metropolitana. Em sua homenagem é construído um novo pier frente à catedral, até hoje conhecido como Ponte do Imperador.

 

A rodovia BR-101 é a principal via de acesso à Maceió. A cidade está localizada a 1900 km de Brasília, 2.200 km do Rio de Janeiro e somente a 245 km de Recife. O aeroporto da cidade fica situado a 25 km do litoral.

Foto batida no calçadão da Avenida Álvaro Otacílio, onde estão situados os melhores hotéis da cidade. Esta área compreende as praias de Jatiúca, Pajuçara e Ponta Verde, sendo esta última a área nobre da cidade. Não deixe de conhecer também o bairro histórico de Jaraguá, famoso por sua importância em termos culturais e artísticos. Visite ainda a Academia Alagoana de Letras e o Mirante de São Gonçalo, de onde se tem uma bela vista de Maceió.

 

Jangadas com velas recolhidas, na praia de Pajuçara. Este é um dos passeios mais bonitos a serem feitos na cidade. Quando a maré está baixa, geralmente pela manhã, as jangadas levam os turistas até cerca de 300 metros do litoral, onde se formam as piscinas naturais. Lá a gente desembarca e pode mergulhar ou nadar entre os peixes. Depois, na parte da tarde, porque não aproveitar para conhecer outros pontos da cidade? Visite a Igreja São Gonçalo, a Igreja do Bom Jesus dos Marítimos e depois estique até o Bairro das Rendeiras e o Pontal da Barra.

A história de Alagoas sempre foi marcada pelo Coronelismo. Estes ricos latifundiários, politicamente influentes, praticamente dominaram o estado, influenciando todos os aspectos de seu dia a dia. Todos comandavam bandos de jagunços, que usavam para fazer prevalecer seus interesses. Eram freqüentes as lutas entre diferentes coronéis e suas famílias, pelo controle político e territorial de Alagoas.

 

Alagoas é o segundo maior produtor de cana do Brasil. Entre as principias manifestações culturais do estado estão as Festa de Reis, São João, Cavalhada e Zabumba.

Outra vista do centro da cidade, mostrando a praça situada frente à Catedral. Os pratos mais famosos da cozinha Alagoana são sempre os peixes e frutos do mar. Quem aprecia lagosta, camarão, siri e pitu (como é conhecida a prima da lagosta que vive em água doce) com certeza não vai se decepcionar. Alternativa sempre lembradas são os pratos à base de macaxeira, milho e coco, preparados das formas mais variadas e sempre apetitosas.

 

Um daqueles passeios imperdíveis em Maceió é percorrer o Litoral Sul, onde batemos esta última foto. Lá estão belíssimas praias, manguezais, lagoas, rios, a Ilha de Santa Rita, a Praia do Francês etc. São locais que parecem lembrar aqueles filmes do Taiti ou coisa parecida, águas calmas e quentes, coqueiros, areias brancas, pouca gente e muita paz. Outros passeios recomendados são até Maragogi, praia de águas cristalinas e a Ilha da Fantasia, como é conhecida a região formada pelas ilhas e canais que compõe a Lagoa de Manguaba. Com tantas belezas naturais, um clima privilegiado e um ambiente tão relax o ano todo, Maceió faz jus ao seu apelido: Paraíso das águas, ou como nós preferimos nos lembrar dela: Pedacinho do Paraíso

Diversas operadoras de turismo oferecem passeios pelos principais pontos turísticos de Maceió e arredores. No entanto, ainda melhor é alugar um carro, pois assim você terá mais liberdade para conhecer com calma tudo que este lugar maravilhoso oferece.

 

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