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A primeira vez que visitamos
Floripa foi graças ao mau tempo em Porto Alegre. Explicando melhor,
como o aeroporto da capital gaúcha estava fechado o avião precisou pousar em Florianópolis e todos os passageiros tiveram que
pernoitar na
cidade. A Varig providenciou um bom hotel e refeições para todos os
passageiros (Alguém acredita que outra companhia aérea faria isso
hoje em dia?). É verdade que aquela foi uma visita rápida, mesmo
assim a noite já serviu para deixar em nossa boca um gostinho
de "gostei de Florianópolis e quero voltar". Mas foi somente alguns anos depois
que este desejo iria se concretizar e pudemos então compreender
o encanto que a capital de Santa Catarina causa entre tantos brasileiros e
hermanos argentinos. Meca do turismo, paraíso dos surfistas, oásis dos
estressados, Florianópolis viu, ao longo das últimas décadas, seu
status passar de pequena cidade insular para badalado
point turístico. Ao lado, uma vista da avenida Beira Mar. |
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Com muita razão Floripa
desfruta do status turístico que hoje tem, pois reúne todas as
qualidades necessárias: Clima agradável, muitas e belas praias,
civilidade, padrão de vida elevado e ótima infra estrutura.
Historicamente esta é uma das três únicas capitais brasileiras
situadas em ilhas, no caso, a ilha de Santa Catarina, o que em
termos turísticos já lhe dá uma grande vantagem. A outra vantagem é
mais difícil de ser igualada por outras cidades, pois Florianópolis
sabe transmitir aos visitantes aquela agradável sensação de lugar
onde as coisas funcionam, o que faz a gente pressentir, logo que
chega, que escolheu o lugar certo para passar as férias. Ao lado uma
imagem do centro da cidade, situado na ilha. Entre a parte insular e
os bairros situados no continente, vê-se a moderna ponte Colombo
Salles, uma das três vias que ligam as duas metades da cidade.
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Clique e veja um vídeo que colocamos
no youtube mostrando a
Avenida Beira Mar ao cair da noite.
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Ao longo da Avenida Beira Mar estão
situados alguns dos melhores hotéis da cidade. Aqui são comemorados
os grandes eventos festivos, da cidade, como a tradicional queima de
fogos de reveillon.
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O lugar certo para turistas se hospedarem
é num dos diversos hotéis da avenida Beira Mar pois ao longo desta via
estão diversos restaurantes, bares, atrações diversas e um longo
calçadão, ideal para caminhadas ou passeios de bicicleta. Mas não
deixe este lado Copacabana de Floripa fazer você esquecer do centro
histórico, situado a poucos quilômetros daqui. Inclua em sua visita
à cidade a Catedral Metropolitana, um dos marcos mais antigos do
primeiro povoado construído neste local, por volta de 1670. A
construção da catedral foi iniciada em 1753, e levou quase 200 anos
para ser concluída. Imperdível também é a Figueira centenária,
plantada em 1871 no interior do jardim frente à Igreja Matriz.
Vinte anos depois, ela foi transplantada para o centro da praça XV,
onde permanece até hoje. Sempre cercada por curiosos, namorados e
turistas, ela é um dos mais famosos cartões postais da cidade além
de alvo de diversas superstições, como as que afirmam que circundar
sete vezes seu tronco traz dinheiro e boa sorte no amor.
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Clique e veja um vídeo mostrando a
Figueira Centenária de Florianópolis.
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Depois siga em frente e
visite, logo adiante, o fascinante prédio do Mercado
Público, erguido em 1898 em substituição ao antigo mercado
demolido em 1896. Estranho como pareça, o debate sobre onde deveria
ser construído este primeiro mercado na cidade rendeu tanta discussão que motivou até o aparecimento dos dois
primeiros partidos políticos de Santa Catarina. O primeiro partido defendia a
construção do mercado na Praça Fernando Machado, enquanto o segundo
argumentava que a localização ideal seria fora da Praça. Razões
comerciais, religiosas e sociais eram alegadas por ambos os lados.
Inacreditáveis 50 anos se passaram até que a contenda fosse
resolvida e a construção iniciada. A primeira fase,
concluída em 1889, contava com somente uma ala, sendo que a segunda
foi executada em 1915. Hoje o mercado retangular dominado por quatro
torres nas arestas é uma das visitas imperdíveis do centro e em suas
140 bancas encontra-se um pouquinho de tudo, como artesanato, artes,
pratos típicos, doces, peixes, roupas etc etc. No pátio central restaurantes com mesas e guarda sóis coloridos dão um toque
informal ao lugar. |
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Não deixe de percorrer a mais importante artéria comercial
do centro de Florianópolis, a rua de pedestres Felipe Schmidt, na
imagem ao lado, onde estão diversas lojas, restaurantes e outras
curiosidades. A arquitetura dos prédios centrais é quase toda de
época, muitos em estilo art-decô, e nos últimos anos tem sido
submetida a um cuidadoso trabalho de preservação, dando aos
visitantes a impressão de estar passeando numa cidade dos anos 30,
onde o tempo não passou. Seguindo em frente chega-se ao
Palácio Cruz e Souza, construção do século 18 que serviu como
residência dos governadores do estado de Santa Catarina. O centro da
cidade é relativamente pequeno, e pode ser percorrido com facilidade
a pé. Somente para conhecer os bairros mais afastados e percorrer a
ilha inteira é necessário um carro. |
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Mas vamos ao melhor de Floripa:
Seu mar e suas praias. As praias da ilha de Santa Catarina dividem-se
basicamente em três partes, de acordo com sua localização. Existem
as praias familiares, esportivas, populares, fashion, praias de
argentinos e praias que são uma preferência nacional. Do lado
leste da ilha situam-se estão as praias de Joaquina (ideal para a prática do surf), Galheta (pratica do nudismo), Barra da Lagoa (antiga colônia de
pescadores) e Moçambique (também com boas ondas para surfar). No
extremo norte encontram-se as praias de Sambaqui, Jurerê e
Daniela (todas familiares), Praia dos Ingleses (muito
procurada por turistas), Canavieiras (a preferida dos argentinos), Cachoeira do Bom Jesus, Ponta das Canas, Lagoinhas e
Brava, sendo esta última um concorrido point entre os jovens, durante
os meses de verão.
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Quem decidir explorar o litoral sul da ilha vai
encontrar também dezenas de opções, entre as quais destacam-se a Praia Campeche (igualmente boa para o surf), Morro das Pedras, Praia
da Armação, Pantano do Sul, Ribeirão da Ilha (tradicional recanto de
colonização portuguesa) e Praia dos Naufragados. Mas o
gostoso mesmo é deixar o mapa de lado, sair de carro ou moto bem cedo, e
seguir meio na base da aventura por aquelas estradinhas escondidas que a gente nunca sabe ao certo onde vai dar, mas
que com certeza acabam nos levando à beira mar, e com alguma sorte
para uma praia deserta onde você pode passar o dia e esquecer do
resto do mundo. Ao lado imagem da Praia do Campeche. |
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Ao lado, vista da Lagoa da
Conceição, um dos recantos mais agradáveis da ilha.
Nenhum roteiro turístico pode deixar de passar por aqui. Cercada por belas residências, restaurantes, bares,
áreas verdes, dunas e ponto de partida para passeios de escuna a
Lagoa da Conceição é algo imperdível. Aqui são freqüentes os
praticantes de windsurfe, vela e jet ski. Nas dunas em volta
pratica-se o sandboard e nos morros ao redor parapente e
asas delta. O artesanato na redondezas também é uma boa pedida, com
destaque para as famosas rendas de bilro, fácies de encontrar nas
diversas lojinhas. Se for hora do almoço nossa sugestão é o
simpático Restaurante Oliveira, situado bem em frente à lagoa. |
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Muito legal também é a Feirarte, a
feira dos domingos na Praça Bento
Silvério, com quase cem artesãos. E ainda tem
o agito que anima as noites da Lagoa, com diversas casas noturnas,
pizzarias, pistas de dança e restaurantes de cozinha internacional.
Aos fins de semana o agito é tanto que o trânsito chega a
congestionar, como nos trechos junto ao Canto da Lagoa e Avenida das Rendeiras. E claro, não esqueça de dar um
mergulho em suas águas, que com sua temperatura
agradável, sem ondas nem correntezas costuma fazer a alegria da criançada.
Clique e veja um vídeo mostrando a
Lagoa
da Conceição.
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Em Florianópolis as pessoas
costumam dizer que ninguém precisa ir à mesma praia duas vezes
durante o ano, tantas são as opções. Descontando um certo exagero, o
fato é que a Ilha de Santa Catarina tem um litoral privilegiado, com
opções para todos os gostos, idades e preferências.
Além das praias, a ilha também conta com
diversas atrações históricas, remanescentes do tempo da colonização
portuguesa. Um passeio muito recomendado no lado norte da
ilha é à Fortaleza de São José da Ponta Grossa, na imagem ao lado. Sua
construção teve início em 1740, e fazia parte do sistema de
defesa elaborado pelos portugueses para defender a ilha contra
investidas de armadas inimigas, principalmente da espanhola. Após a
conclusão das obras, a fortaleza passou a contar com três baterias
de canhões armadas com 31 peças de artilharia. Mesmo assim ela não foi suficiente para impedir
a invasão espanhola de 1777, quando uma poderosa armada desembarcou
na praia de Jurerê e deu muita dor de cabeça aos portugueses, que
precisaram se refugiar em local seguro. Desde então a fortaleza foi
abandonada, ficou em ruínas e somente em 1938, quando foi
tombada como Patrimônio Histórico, surgiu a conscientização que era
necessário preservar este local. Ainda assim somente em 1992
foram iniciados os trabalhos de restauração. Atualmente a Fortaleza
de São José da Ponta Grossa está aberta à visitação turística, e
para chegar lá basta seguir as placas na direção de Jurerê.
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Clique e veja um vídeo mostrando a
Fortaleza de São José da Ponta Grossa em tarde chuvosa
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Outro bom passeio, mas este
no lado sul da ilha é a pequena vila de Ribeirão da Ilha, distante
cerca de 35 km do centro. Esta foi uma das primeiras comunidades da
região a serem habitada, ainda no século 16, pelos índios Carijós.
Em 1526 foi neste local que os colonizadores portugueses aportaram,
e dos seis mil açorianos trazidos para colonizar o sul do Brasil,
cinqüenta casais se estabeleceram em Ribeirão da Ilha. Ainda hoje o
local parece retratar os costumes daqueles mesmos colonos açorianos,
seja através da arquitetura, onde as casas com paredes rosas e
janelas amarelas e brancas predominam, ou nos costumes de seus
moradores, quase todos pescadores. Além das residências típicas não
deixe de visitar também a Igreja Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão
(imagem ao lado) e o Museu Etnológico do Ribeirão da Ilha, que
conta com um interessante acervo sobre a história desta parte do
Brasil.
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Já se perdeu a conta do número
de vezes que a ponte Hercílio Luz foi fotografada. Esta ponte
pênsil, uma das maiores do mundo, e que une a parte insular ao lado
continental de Florianópolis, tem permanecido por décadas como o
principal símbolo da cidade, mesmo depois de fechada ao tráfego.
Sua construção teve início em 1922, e quatro anos após já estava
sendo inaugurada. Medindo 820 metros de comprimento e com 339
metros de vão central esta notável obra de engenharia bateu diversos
recordes na época de sua construção, desde o peso de cinco mil toneladas até
as torres com 75 metros de altura e plataforma 43 metros acima do nível
do mar. O nome da ponte homenageia o governador Hercílio Luz, que
sabia que para Florianópolis tornar-se capital, precisaria deixar de
depender das antiquadas balsas que faziam a ligação da ilha com o
continente. Determinado, ele contratou engenheiros, estabeleceu as
bases do projeto. mandou importar todo o aço
necessário à construção e deu início à obra. Hercílio Luz
não viveu para ver a inauguração de sua ponte, mas foi graças à
conclusão de seu sonho que Florianópolis - até então uma cidade
insignificante - começou a crescer, impor-se e finalmente tornar-se
capital do estado de Santa Catarina. Em 1982, por não mais
oferecer condições de suportar a intensidade do trafego, a ponte foi
fechada, permanecendo assim desde então, como patrimônio histórico e
artístico. Mas ver esta obra magnífica transformada em
monumento histórico é ainda muito pouco. Torcemos e esperamos que a ponte
Hercílio Luiz receba as reformas que necessita e merece, e que lhe
permitam transformar-se no futuro em uma privilegiada passarela de
boas vindas à Florianópolis. |
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Desde aquela nossa primeira
visita inesperada à Florianópolis, levados pela Varig, temos o
hábito de espichar a cabeça e olhar pela janelinha do avião a cada
vez que, a caminho do sul, sobrevoamos a ilha de Santa Catarina. Se
existe uma versão nacional para as paradisíacas ilhas do Tahiti, é
sem dúvida esta, a Ilha de Santa Catarina. Até a imagem ficar para
trás, permanecemos grudados na janelinha do avião, apreciando ao máximo
aquela visão do paraíso. Mesmo vista de longe ela é sempre bonita,
atraente, mesclando morros, areias brancas e praias de curvas
sensuais. E vista de perto então ela é ainda muito melhor, um
destino certo para proporcionar um passeio inesquecível.
Florianópolis, ou Floripa para os íntimos, está em nossas melhores
lembranças recentes, e com certeza em nossos grandes planos para o futuro.
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Clique sobre esta imagem para ver Floripa do
alto. |
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