Aracaju

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Nesta página estão  14 fotos de Aracaju, SE.

 

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Antes da chegada dos homens brancos, as terras Sergipanas eram habitadas exclusivamente por índios. Eram em sua maioria da tribo Tubinambá, mas também encontravam-se tribos Kiriri, Boimé, Karapató, Aramuru, Natu e Xocó.

Quando se fala em nordeste, a maioria dos turistas pensa logo em Fortaleza ou Recife, mas a verdade é que há muito mais para ser visto naquela região. Aracaju, capital de Sergipe, o menor estado brasileiro, tem atrações turísticas suficientes para manter visitantes ocupados por muitos dias. Excelente clima, belas praias, cultura, artesanato, culinária e vai por aí afora. Quem quiser explorar o interior do estado também vai encontrar roteiros turísticos memoráveis, como a visita ao estonteante canyon de Xingó, e à foz do rio São Francisco. Assim, bem-vindos à Aracaju, uma cidade pequena e preciosa como uma pérola. A pérola do nordeste brasileiro.

 

O monumento ao lado, representando cajus e papagaios, está situado próximo ao centro, numa das avenidas mais movimentadas da cidade, e parece dar um alegre boas vindas a todos que chegam. Aliás, nada poderia ser mais apropriado como marco de boas vindas, já que o próprio nome da cidade tem origem no idioma indígena Tupi, e significa Cajueiro dos Papagaios. O centro da cidade é pequeno e pode ser percorrido a pé com facilidade. Basta tomar como referência a Praça Fausto Cardoso, centro administrativo e político da cidade, e que serviu com ponto inicial de sua expansão. A cidade de Aracaju foi fundada em 1855, e surgiu graças à necessidade da província ter uma capital à beira mar, o que facilitaria o transporte de bens e comércio.

Com a chegada dos portugueses e a criação do sistema de capitanias hereditárias, o território que hoje corresponde a Sergipe passou a fazer parte da capitania que ia desde a foz do rio São Francisco até Ponta do Padrão na Bahia, a qual passou a administrada por Francisco Pereira Coutinho, em 1534.

 

A administração de Francisco Coutinho não deu muita atenção às terras sergipanas, o que facilitou a ação de piratas franceses e holandeses, que realizavam freqüentes saques às pequenas comunidades do litoral.

A alameda arborizada da foto é a avenida Ivo do Prado, situada entre o centro e rio Sergipe. Esta avenida margeia um bom trecho da cidade, e a medida que nos afastamos do cais, encontramos uma sucessão de elegantes residências, escritórios e belos prédios. A pouca distância encontra-se o Palácio Olímpio Campos, antigo palácio de governo, construído no século 19. O prédio tem elementos arquitetônicos neoclássicos, e nele podem ser apreciados detalhes decorativos de autoria de grandes mestres italianos, como Belandi e Gatti. Clique sobre a imagem ao lado para ver este mesmo lugar em alta definição.

Logo depois, tire um tempo para conhecer o Centro de Turismo, instalado num prédio construído em 1911, com a função de abrigar a Escola Normal de Aracaju. Hoje, lá está o Museu de Artesanato, com dezenas de artesãos e expositores, oferecendo uma grande variedade  de rendas e  outros produtos típicos. Depois, atravesse a Praça Teófilo Dantas, para conhecer a imponente Catedral Metropolitana, com sua cúpula ornamentada de pinturas do século XIX.

 

Na fachada dos mercados Thales Ferraz e Antônio Franco, a faixa bem humorada informa que hoje tem Repiáuer. Estes dois mercados vizinhos, construídos respectivamente em 1926 e 1949, e recentemente reformados, abrigam restaurantes, bares, lojas de artesanatos e música. Costumam fazer muito sucesso os tradicionais repentistas, que com versos inteligentes e bem humorados, arrancam risadas dos turistas. Este complexo, na verdade, representa o principal centro cultural de Aracaju, reunindo no mesmo local arte, história, tradições e gastronomia. Clique sobre a foto ao lado para ver uma imagem em alta definição de pimentas engarrafadas, apenas um dos centenas de produtos típicos à venda neste mercado.

A primeira tentativa efetiva de colonização de Sergipe ocorreu somente em 1575, com a chegada dos jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio, os quais percorreram localidades, fundaram missões e ergueram igrejas.

 

Foi Cristóvão de Barros, enviado pela coroa portuguesa quem, em 1590, fundou um povoado, a quem chamou São Cristóvão, a qual seria a sede do governo. Ao mesmo tempo, a nova capitania recebeu o nome de "Sergipe Del Rey".

Foto batida da Colina de Santo Antônio, ponto mais elevado da cidade, e de onde se tem a melhor vista de Aracaju. Foi daqui que batemos a primeira foto desta página. Ao fundo, a Igreja de Santo Antonio. Neste mesmo local foi realizada a histórica assembléia que definiu a transferência da capital de Sergipe da cidade de São Cristóvão (veja abaixo) para Santo Antonio de Aracaju, em 1855. À época, em torno desta colina praticamente só existiam rústicas casas de pescadores e uma pequenina capela, dedicada ao santo casamenteiro.  Prosseguindo o passeio, quando descer para o centro, visite o Cultart (Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe), a Galeria Florival Santos e o Teatro Juca Barreto. Não esqueça também do renomado Atheneu Pedro II, responsável pela formação de ilustres sergipanos, e ainda o Museu do Homem Sergipano, onde pode-se conhecer mais sobre os primeiros moradores destas terras.

 

Imagem da Ponte do Imperador, situada bem próxima ao Palácio do Governo. Na verdade esta ponte é um antigo  ancoradouro, construído especialmente em homenagem ao imperador Pedro II, por ocasião de sua visita à Sergipe, em 1860. Durante muito tempo, a ponte desempenhou a função de terminal de passageiros. Revitalizada, ela agora oferece aos visitantes uma excelente vista dos bairros da cidade ao longo do rio Sergipe.

Entre 1637 e 1645 Sergipe foi invadida e dominada pelos holandeses. Durante este período a economia foi prejudicada e diversos povoados saqueados. A capital São Cristóvão foi quase totalmente destruída.

Uma agradável surpresa oferecida aos visitantes da Ponte do Imperador é a maquete de diversos quarteirões do centro histórico de Aracaju, tal com eram no início do século passado. Ao sair, conheça também a Rua da Aurora, uma das primeiras da cidade, e ainda as avenidas Ivo do Prado, Rio Branco e Otoniel Dórea, que abrigam um grande número de construções históricas.

 

Em 1696 a região consegue sua autonomia com a criação da "Comarca de Sergipe". E a partir de 1698 surgem as primeiras vilas, como Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia e Santo Amaro das Brotas.

Não, esta não é a avenida Vieira Souto, ponto nobre de Ipanema, Rio de Janeiro. Esta é a Avenida Beira Mar, onde situam-se algumas das melhores residências de Aracaju. Situada próximo ao elegante bairro de Jardins, a meio caminho entre o centro e o litoral turístico, esta região também conta com ótimos bares, restaurantes e casas noturnas. A pouca distância situam-se ainda o bom Shopping Rio Mar e o excelente Shopping Jardins.

 

Foto do Calçadão para Pedestres, situado no centro da cidade. Entre as ruas João Pessoa e Laranjeiras estão as grandes lojas, bancos, restaurantes, lojas elegantes e populares, e este trecho representa a área pulsante de Aracaju. Uma caminhada por aqui revela a essência da cidade e sua gente, seja através de ambulantes vendendo pratos e frutas típicas, até a música do forró, que parece vir de todos os lados. Quem quiser ainda mais, e gosta de passeios fora dos roteiros turísticos tradicionais, basta caminhar até o cais e pegar a balsa para Barra dos Coqueiros. Esta localidade, separada de Aracaju pelo rio Sergipe, está situada na ilha de Santa Luzia. Há embarcações de vários tipos fazendo a travessia para lá durante todo o dia, mas as mais rústicas são também as mais emocionantes! Em Barra dos Coqueiros situa-se a praia de Atalaia Nova, a mais badalada da cidade, que além da beleza natural tem barzinhos simpáticos. Ou então vá até o Morro da Lucrecia, situado em Pirambú, com dunas cinematográficas, mangues e lagoas.

Em 1763, Bahia, Sergipe, Ilhéus e Porto Seguro foram reunidos em uma só província. A medida deixou indignados os Sergipanos, e logo surgiram muitos protestos. Ainda assim, esta situação iria perdurar durante 57 anos.

 

Somente em 1820 Sergipe consegue sua independência da Bahia. Graças a um decreto da Coroa portuguesa Sergipe é elevada à categoria de Capitania, sendo nomeado Carlos Burlamaqui como o primeiro governador. Mesmo assim, esta independência precisou esperar mais dois anos até ser efetivada.

Como em diversos pontos do nordeste, Aracaju também tem seus faróis. Este fica situado na Praia dos Artistas, e infelizmente não é aberto à visitação pública. A praia dos Artistas marca o extremo leste da zona mais turística de Aracaju, frente ao oceano, ao longo dos muitos quilômetros da Avenida Santos Dumont. A principal área turística corresponde à Praia de Atalaia, e se você procura um bom ponto para se hospedar na cidade, este é o endereço certo. Aqui estão os melhores hotéis da cidade, restaurantes, bares, lojas de artesanato, etc. Uma caminhada pelo calçadão de Atalaia é um programa imperdível, porque as atrações estão uma logo atrás da outra. Tire uma foto na Praça dos Arcos, o principal marco arquitetônico do litoral. Visite a Feira de Artesanato, o Projeto Oceanário Tamar,  percorra os parques e jardins da orla, e depois atravesse as longas passarelas de madeira (sim, a faixa de areia é muito larga e o mar fica lá longe) e vá até a areia ver o mar de perto. Dando um charme especial ao local, pode-se ainda apreciar no horizonte dezenas de plataformas, como a nos lembrar que Sergipe é um dos maiores produtores de Petróleo do país.

 

Este trecho da praia de Atalaia, conhecido como Passarela do Caranguejo, faz referência à grande quantidade de bares e restaurantes praticamente lado a lado, oferecendo pratos típicos, com predominância de peixes e frutos do mar. Vir a Aracaju e não experimentar um caranguejo é como ir ao sul e não comer um churrasco. O principal petisco da cidade requer um pouco de prática para ser degustado, e acessórios como martelinhos, tigelas e pranchas de apoio são freqüentemente utilizados para  facilitar o ritual de degustação. Quem não quiser ter muito trabalho pode optar pelas patas de caranguejo empanadas, sempre saborosas.

Aracajú foi fundada em 1855, já com a função de abrigar a nova capital estadual. A transferência da capital de São Cristóvão deveu-se a razões econômicas e polícias, pois a antiga capital, como estava situada longe do mar, não oferecia condições satisfatórias para o transporte de bens e mercadorias.

Outra famosa opção culinária é a suculenta carne de sol sergipana, que sempre cai bem com uma macaxeira bem torradinha ou então em forma de purê. E não esqueça o prato mais popular de todos, a Tapioca, preparada a partir da macaxeira e recheada com coco, queijo, manteiga de garrafa, entre mil outras opções. A propósito, a palavra Sergipe tem origem no idioma Tupi. Sua origem vem da expressão Siri-i-pe, a qual significa Rio dos Siris. Adaptada pelos colonizadores, acabou dando nome ao estado.

 

Durante muitos anos Sergipe conviveu com o "Cangaço", grupos armados que percorriam o interior  do estado, assaltando e saqueando. O mais famoso cangaceiro foi Virgulino Ferreira, vulgo Lampião. Seu grupo aterrorizou Sergipe até 1938, quando foi morto por uma "Volante" (polícia) em seu esconderijo em Poço Redondo, interior do estado.

Dentre todas as orlas marítimas encontradas em cidades do litoral brasileiro, a orla de Aracaju destaca-se pelo bom gosto e criatividade. Toda esta região vem sendo submetida à um elaborado projeto de urbanismo e jardinagem criando parques à beira mar, jardins, chafarizes, alamedas, passeios públicos, centros culturais, amplos estacionamentos, parques infantis, centro de informações turísticas e até um Oceanário, onde estão em exibição cerca de sessenta diferentes espécies de animais marinhos.

 

Inúmeros passeios podem ser feitos a partir de Aracaju, cada um deles mostrando um pedacinho das belezas do estado de Sergipe. Entre os mais populares estão os que percorrem o litoral norte e sul, com por exemplo até Mangue Seco, região na divisa entre Sergipe e Bahia. Mas em nossa opinião, o mais bonito é o que visita o Canyon do Rio São Francisco (ao lado). Aqui foi construída a usina hidrelétrica do Xingó, a terceira maior do país. Foi a construção de sua barragem que inundou grande parte desta região e formou um lago com cem metros de profundidade.
 

Clique sobre a foto ao lado para vê-la em alta definição

Aracajú foi construída num local até então dominado por pântanos e charcos. Sua construção foi uma difícil obra de engenharia, principalmente devido ao elaborado projeto urbanístico que foi adotado. O responsável pela obra foi o  engenheiro e urbanista Basílio Pirro.

De Aracaju até Xingó são quatro horas de estrada, seguidas de mais uma hora de navegação a bordo de uma escuna até o canyon, onde os turistas podem mergulhar. Apesar da distância, a beleza do conjunto de rochedos nascendo nas águas é tão grande que é praticamente impossível não sair de lá maravilhado pelo cenário. Na volta do passeio, a escuna ancora para almoço num restaurante construído sobre palafitas, o Karranca's, que serve pratos deliciosos, não perca. Ah sim, também não deixe de visitar, logo ali adiante, o interessantíssimo Museu de Arqueologia do Xingó.

Veja um vídeo de 32 segundos gravado a partir de embarcação percorrendo o Canyon do Rio São Francisco clicando em Youtube.
 

As principais cidades de Sergipe são Aracaju, Lagarto, Itabaiana, Estância, Propriá, Pirambú, Tobias Barreto e São Cristovão. Entre os destaques da atividade econômica estadual estão a pecuária, agricultura, agroindústria, extração de petróleo e turismo.

Outro passeio que não pode ser esquecido é até São Cristóvão. Esta pequena cidade, situada bem próxima de Aracaju, em termos culturais e históricos está para Sergipe como Ouro Preto está para Minas Gerais. São Cristóvão foi a capital estadual até 1855, e tem um acervo histórico valiosíssimo, com igrejas e museus datando dos séculos 16 e 17. Diversas operadoras turísticas oferecem passeios até lá. Quem quiser ir por conta própria também pode, mas certifique-se de, ao chegar acertar com um daqueles guias mirins que conhecem tudo sobre cada prédio da cidade, pois ele acompanham a gente e dão mil informações interessantes. Entre os pontos sempre incluídos nos roteiros estão o Museu Histórico de Sergipe,    Museu de Arte Sacra, Igreja e Convento de São Francisco, Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, Igreja dos Homens Pardos (foto ao lado) e Matriz Nossa Senhora da Vitória. E não esqueça de trazer de São Cristóvão dúzias daquelas queijadinhas e cocadas tão saborosas.

Clique sobre a foto ao lado para ver em alta definição uma imagem da vegetação típica da caatinga, o Mandacarú.

 

Uma última foto do litoral de Aracaju, logo após decolarmos de seu aeroporto rumo à Maceió, num final de tarde. Aliás, como depois descobrimos, quem pretende fazer um roteiro pelas cidades nordestinas, nem precisa ir de avião. Os trechos seguintes, entre Maceió, Recife, João Pessoa e Natal foram todos feitos de ônibus. Por serem próximas, é muito mais barato viajar por terra entre estas cidades. Há excelentes ônibus executivos entre elas, com ar condicionado, DVD a bordo, e todo conforto. Esta última visão da cidade, após a decolagem, já deixou um pouquinho de saudade, fazendo com que a gente levasse de Aracaju a lembrança de uma cidade gostosa e tranqüila. E de  Sergipe a certeza que esta é uma terra de muitas belezas naturais, até então desconhecidas para nós.

Aracajú tem população de quase 500 mil habitantes, temperatura média anual de 27ºC, limitada ao norte e sul respectivamente pelos rios Sergipe e Vaza-Barris. Sergipe é o menor estado brasileiro e um dos maiores produtores de petróleo do país.
Clique sobre a imagem acima para ver outra foto do litoral de Aracaju

 

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A música desta página é Forró do Cabra. Para interromper sua execução clique em X (parar). 

 

O Cajú é a fruta símbolo da cidade. E além de bonitos são deliciosos!